A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada de 374 mil garrafas de água mineral sem gás da marca Crystal, distribuídas em quatro estados. O recolhimento foi motivado pelo resultado de teste de laboratório que confirmou a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, podendo afetar diretamente a saúde dos consumidores.
O alerta oficial foi publicado através da Resolução 2.247/2026 e envolve produtos fabricados pela Mineração Bom Jesus Ltda, situada em Goiás (GO). Para saber mais detalhes, continue a leitura.
Qual lote da água Crystal foi recolhido pela Anvisa em junho de 2026
O lote recolhido da água Crystal em junho de 2026 é o LZ1 VAL200127, fabricado em 20/01/2026, e com validade até 20/01/2027. Essa identificação aparece no rótulo do produto, geralmente na parte traseira ou inferior da embalagem.
A resolução da Anvisa determinou o recolhimento após o resultado do laudo laboratorial emitido pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF). A medida teve como base o achado da bactéria Pseudomonas aeruginosa, levando a fabricante Mineração Bom Jesus Ltda a iniciar o recolhimento em caráter voluntário e imediato.
Esse lote, composto por 374.400 garrafas de 500 ml, foi identificado como restrito quanto à contaminação, sem registro oficial de outros lotes afetados até o momento segundo a agência reguladora.
O que é a bactéria Pseudomonas aeruginosa e quais os riscos
Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria encontrada em ambientes úmidos, capaz de causar infecções, especialmente em pessoas com baixa imunidade ou doenças crônicas. Em água potável, sua presença indica falha no controle de qualidade e pode resultar em riscos à saúde.
Infecções por essa bactéria variam de leves a graves e afetam principalmente pessoas imunossuprimidas, pacientes com feridas abertas, sistemas de saúde debilitados ou doenças pré-existentes. Conforme o Ministério da Saúde, no caso da ingestão, pode haver manifestações intestinais como diarreia ou desconforto abdominal, além do risco de infecções sistêmicas em quadros mais raros. Por isso, a água contaminada deve ser descartada e não consumida, sendo recomendado procurar assistência médica se houver sintomas após ingestão acidental.
Quais estados receberam as garrafas contaminadas

As garrafas de água Crystal contaminadas pelo lote LZ1 VAL200127 foram distribuídas no Distrito Federal (DF), Goiás (GO), Tocantins (TO) e partes do interior de São Paulo (SP). A distribuição segue a seguinte divisão, conforme documento da Anvisa e comunicado da fabricante:
- Distrito Federal: 230.443 garrafas.
- Goiás (cidades vizinhas ao DF): 66.768 garrafas.
- São Paulo (interior): 75.750 garrafas.
- Tocantins: 1.439 garrafas.
Segundo a empresa fabricante, 99,2% das unidades do lote já foram retiradas das distribuidoras, não estando mais disponíveis para nova compra, mas é preciso atenção quanto ao consumo doméstico remanescente.
Como identificar se você tem o lote afetado em casa
Para identificar se há o lote afetado pela contaminação em sua casa, observe o rótulo da garrafa de água Crystal sem gás, especialmente o campo referente ao lote e validade. O produto recolhido apresenta a seguinte identificação:
- Lote: LZ1 VAL200127.
- Data de fabricação: 20/01/2026.
- Validade: até 20/01/2027.
- Volume: 500 ml.
Caso tenha uma dessas garrafas, não consuma. Aguarde as orientações oficiais da fabricante para devolução ou reembolso e entre em contato com a empresa ou os órgãos de vigilância sanitária para informações.
Se houver consumo acidental e sintomas gastrointestinais ou sinais de infecção, procure atendimento médico presencial, principalmente em casos de pessoas imunossuprimidas. Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação profissional de saúde. Para orientações mais detalhadas, acesse o portal da Anvisa ou consulte um médico.
Aproveite para assistir ao vídeo abaixo e veja outra ação já feita pela Anvisa:
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