A Anvisa registrou nesta segunda-feira (13) a Fluprevli, nova vacina trivalente contra a gripe. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária liberou o imunizante para uso a partir dos 6 meses de idade.
A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e chega em um cenário de surtos que se repetem todos os anos e ainda levam brasileiros ao hospital.
Confira, a seguir, os índices de eficácia apontados nos estudos clínicos e o que a decisão significa, na prática, para quem procura a vacina.
O que a Anvisa autorizou com o registro da Fluprevli
O registro é a autorização sanitária que permite fabricar, importar e vender um produto no Brasil. Ele só é concedido depois que a empresa comprova qualidade, segurança e eficácia do que está sendo oferecido.
No caso da Fluprevli, a autorização cobre a imunização ativa contra cepas dos vírus influenza A e B presentes na formulação. A decisão consta da Resolução RE nº 2.743, de 9 de julho de 2026, publicada no DOU.
Cepa é a variação específica de um vírus. A cada temporada, apenas algumas delas circulam com força, e são justamente essas que entram na fórmula da vacina.
O que significa dizer que a vacina é trivalente, fragmentada e inativada
Trivalente é a vacina que reúne três cepas: duas do vírus influenza A e uma do vírus influenza B. A escolha acompanha a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que, desde 2024, orienta a retirada da linhagem B/Yamagata das fórmulas, por não haver mais registro confiável de sua circulação.
Fragmentada quer dizer que o vírus é partido em pedaços antes de entrar na composição. O organismo reconhece esses fragmentos e aprende a se defender sem precisar enfrentar o vírus inteiro.
Já inativada significa que não há vírus vivo no frasco. Por isso, o produto não é capaz de causar a doença em quem recebe a dose, uma dúvida comum entre pais e cuidadores.
Eficácia chegou a 73% em adultos nos estudos clínicos

De acordo com a Anvisa, em informações divulgadas pela Agência Gov, nos estudos clínicos de suporte ao registro o imunizante alcançou eficácia de até 73% na prevenção da influenza em adultos e de até 65% em crianças. Eficácia, aqui, é a redução do risco de adoecer entre quem foi vacinado, na comparação com quem não recebeu o produto.
Ainda segundo a agência reguladora, as pesquisas apontaram taxas elevadas de soroproteção e de soroconversão, dois indicadores usados para medir a resposta do corpo à vacinação.
Soroproteção é a presença de níveis adequados de anticorpos no sangue, adquiridos por vacina ou por infecção anterior. Soroconversão é o momento em que o organismo passa a produzir anticorpos detectáveis em resposta ao estímulo recebido.
Quem tem mais risco de complicações da gripe
A influenza é uma infecção viral respiratória de elevada relevância em saúde pública. Ela provoca surtos sazonais, internações e mortes, com peso maior sobre parte da população.
Os grupos mais vulneráveis são as crianças pequenas, os idosos, as gestantes e as pessoas com comorbidades, ou seja, quem já convive com outras doenças, como diabetes, problemas cardíacos ou respiratórios.
Nesses casos, um quadro que costuma se resolver em casa pode evoluir para pneumonia e exigir atendimento hospitalar. É esse desfecho grave que a vacinação busca evitar.
Aprovação não coloca a vacina automaticamente no SUS
A liberação do produto não obriga a rede pública a distribuí-lo. São etapas diferentes, e confundir as duas costuma gerar expectativa equivocada nos postos de saúde.
Para chegar ao Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina precisa passar por análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) e receber o aval do Ministério da Saúde, responsável por definir o que integra o Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Enquanto esse caminho não se completa, o produto fica restrito à rede privada, com preço definido pelo mercado e pelas regras de teto do setor.
Por que a dose contra a gripe precisa ser repetida todo ano
Os vírus da gripe mudam com frequência. As cepas que circulam em uma temporada podem não ser as mesmas do período seguinte, o que exige revisão anual da composição das vacinas.
Além disso, a defesa conquistada perde força com o passar dos meses. A dose anual serve para reforçar essa proteção e mantê-la alinhada ao que realmente está circulando.
Decisões da Anvisa, mudanças em benefícios e novos prazos do governo são publicados todos os dias nos canais oficiais.
O Alerta Gov acompanha essas medidas e explica o que cada uma delas altera na vida do cidadão. Continue explorando o portal para mais notícias como esta!











