Ministério da Saúde libera apoio psicológico gratuito e anônimo para jovens de 13 a 24 anos pela plataforma “Pode Falar”.
O serviço, lançado em 2026 em parceria com o UNICEF, oferece atendimento online de segunda a sábado, das 8h às 22h (horário de Brasília), com capacidade para até 11 mil atendimentos mensais.
A plataforma permite que adolescentes e jovens busquem acolhimento sem informar a identidade. No primeiro acesso, um chatbot realiza uma triagem inicial e pode encaminhar o usuário para atendimento com uma pessoa especializada, garantindo escuta e orientação sobre saúde mental.
Como funciona o “Pode Falar” para jovens?
O acesso começa pelo chatbot, que recebe relatos iniciais e orienta sobre saúde mental. Caso identifique demanda por acompanhamento direto, o sistema encaminha para atendimento humano especializado. Todo o processo é online, gratuito e pode ser feito de qualquer local com internet, sem necessidade de cadastro presencial ou exposição de dados pessoais.
Os profissionais são estudantes universitários, treinados e supervisionados, garantindo qualidade. O acompanhamento pode durar uma ou mais sessões, conforme necessidade identificada no acolhimento digital inicial. A plataforma oferece conteúdo educativo e conduz o jovem para a melhor alternativa de escuta, seja digital ou encaminhamento ao SUS.

Quem pode usar o serviço e em que horários?
Pessoas de 13 a 24 anos podem acessar o “Pode Falar”, sem limite de atendimentos por mês, sempre de segunda a sábado, entre 8h e 22h. O serviço busca atender especialmente jovens em situação de vulnerabilidade, que enfrentam barreiras ao procurar apoio emocional presencial e querem conversar anonimamente.
O acesso é simples: basta clicar no site, aceitar os termos, e em minutos é iniciado o diálogo, começando pelo chatbot. Não é necessário baixar aplicativo, toda a experiência ocorre no navegador.
Qual é o objetivo da plataforma “Pode Falar”?
O principal objetivo é ser uma porta de entrada digital para acolhimento em saúde mental, funcionando como o CVV, mas voltado exclusivamente para adolescentes e jovens.
O “Pode Falar” reforça a atenção psicossocial, ampliando as opções para quem precisa falar, ouvir orientações ou pedir ajuda antes de um quadro grave. Além do apoio emocional, a ferramenta orienta sobre direitos dos jovens, riscos à saúde e cuidados preventivos. Sempre que necessário, os atendentes podem sugerir busca presencial no SUS ou encaminhar o jovem para outros serviços especializados.
Como o apoio psicológico gratuito contribui para a saúde mental dos jovens?
O fácil acesso a apoio psicológico gratuito reduz barreiras como deslocamento, medo de julgamento e falta de recursos. O anonimato da plataforma incentiva a fala espontânea e promove saúde emocional em um ambiente seguro e supervisionado.
Jovens em sofrimento, ansiedade, dúvidas sobre identidade, pressão escolar ou conflitos familiares encontram acolhimento imediato, sem fila e sem necessidade de expor seu nome. Com isso, a plataforma “Pode Falar” atua na prevenção de agravos e na promoção do bem-estar emocional desse grupo.
Diferenças entre “Pode Falar” e apoio disponível no SUS
Enquanto o SUS oferece atendimento presencial multiprofissional por meio das Unidades Básicas de Saúde e Centros de Atenção Psicossocial, o “Pode Falar” é digital, anônimo e exclusivo para jovens, com atendimentos rápidos e orientação em saúde mental online.
O serviço não substitui consultas médicas ou psicoterapia, mas pode atuar como prévia ou triagem e realizar encaminhamentos, se for necessário acompanhamento presencial. Em caso de urgências graves, a recomendação é buscar o atendimento emergencial presencial, como UPA, pronto-socorro ou diretamente os canais de emergência do SUS.
Qualidade e segurança do serviço “Pode Falar”
Todo atendimento é supervisionado por professores universitários, com protocolos de qualidade estabelecidos pelo Ministério da Saúde e UNICEF, assegurando segurança ética e proteção dos dados dos usuários. Não são solicitados dados pessoais sensíveis e não há rastreamento das conversas.
O acolhimento é realizado apenas por profissionais em formação das áreas de psicologia, medicina, enfermagem ou educação, sempre com atualização contínua e treinamento para situações de maior fragilidade emocional.
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