A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de dois lotes da água mineral Mamba Water depois de detectar a bactéria Pseudomonas aeruginosa, a mesma que já havia atingido produtos das marcas Crystal e Ypê neste ano.
São afetados os lotes 13 e 14 da água sem gás de 350 ml, que não devem mais ser consumidos. A medida foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (16).
Confira, a seguir, o que é essa bactéria, os riscos à saúde e o que fazer se você comprou o produto.
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Quem comunicou o problema à agência foi a própria fabricante, a HNK BR Indústria de Bebidas, depois que a bactéria apareceu em análises de controle de rotina, por isso o recolhimento é classificado como voluntário.
A Resolução RE nº 2.783/2026 suspendeu a comercialização, a distribuição e o uso dos lotes indicados.
Os produtos afetados são as unidades da Água Mineral sem Gás Mamba Water 350 ml destes dois lotes:
| Lote | Data de fabricação | Validade |
|---|---|---|
| 13 | 3 de abril de 2026 | 3 de abril de 2027 |
| 14 | 4 de abril de 2026 | 4 de abril de 2027 |
O número do lote costuma vir impresso na embalagem, junto às datas de fabricação e validade. Se os dados baterem com os da tabela, o produto faz parte do recolhimento.
Riscos à saúde e quem é mais vulnerável à bactéria
Em pessoas saudáveis, o contato costuma ter efeito limitado. O perigo é maior para alguns grupos, que devem redobrar a atenção:
- Diabéticos;
- Pessoas com imunidade baixa;
- Portadores de fibrose cística;
- Pacientes internados, sobretudo em uso de dispositivos médicos.
Nesses casos, a Pseudomonas aeruginosa pode provocar infecções em várias partes do corpo, como pele, ouvidos, olhos, pulmões, vias urinárias, ossos, articulações e válvulas cardíacas. A contaminação costuma ocorrer pelo contato com a água contaminada, por feridas ou pelo uso de equipamentos hospitalares.
Nos quadros externos mais leves, os sintomas incluem coceira, dor, irritação na pele e secreção. Já as situações graves, mais frequentes no ambiente hospitalar, podem evoluir para infecções sérias e chegar à corrente sanguínea, com risco de choque infeccioso.
Como algumas cepas resistem mais a antibióticos, os casos mais sérios podem ser fatais se não forem tratados a tempo. Ainda que o risco seja baixo para a maioria das pessoas saudáveis, a recomendação de não consumir a água dos lotes recolhidos vale para todos.
Pseudomonas aeruginosa: a mesma bactéria de Crystal e Ypê

A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria comum no ambiente, encontrada no solo e em locais úmidos. Em pessoas saudáveis, o contato nem sempre provoca sintomas graves, mas, em um produto feito para consumo, a simples presença dela já justifica a retirada dos lotes do mercado.
O caso se soma a outros episódios recentes envolvendo o mesmo micro-organismo em marcas diferentes, o que vem colocando o controle de qualidade da água mineral sob os holofotes.
Em água engarrafada, esse tipo de contaminação costuma apontar uma falha em alguma etapa da produção ou do envase, o que explica a retirada do lote inteiro, e não de unidades isoladas.
O que fazer: orientações ao consumidor e ao comércio
Se você tem em casa uma das embalagens afetadas, a recomendação é simples:
- Confira o número do lote e a data de fabricação na embalagem, comparando com a tabela acima.
- Não consuma a água desses lotes; interrompa o uso imediatamente.
- Procure o local de compra para informações sobre devolução ou troca.
- Comerciantes devem retirar os produtos das prateleiras e suspender a venda e a distribuição.
- Quem consumiu a água e sentir mal-estar deve procurar atendimento médico e mencionar o consumo do produto.
Na dúvida, a orientação é simples: não consuma os lotes 13 e 14 da Mamba Water. Quem tiver essas garrafas em casa deve interromper o uso imediatamente e procurar o ponto de venda para realizar a troca.
Continue acompanhando o Alerta Gov para conferir novas informações sobre alertas da Anvisa, segurança dos produtos e orientações que podem proteger sua saúde.












