O governo liberou o saldo residual do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para 10,5 milhões de trabalhadores. Mas quem não realizar o saque até 1º de junho perderá o benefício.
A maior parte dos trabalhadores recebe o valor de forma automática na conta e o prazo de 1º de junho vale apenas para uma parte específica desse público.
Confira a seguir a liberação do saldo, quem tem direito ao valor e o prazo do saque presencial.
A liberação do saldo do FGTS
O FGTS é uma reserva do trabalhador. O governo liberou uma parte desse dinheiro que estava retida. Sobre a liberação do saldo do FGTS, os pontos centrais são os seguintes:
- O governo liberou cerca de R$ 8,5 bilhões nesta etapa de pagamento
- O valor alcança aproximadamente 10,5 milhões de trabalhadores
- Os pagamentos começaram a ser feitos a partir de 26 de maio
- O valor liberado já inclui a correção, com juros e atualização
A liberação foi prevista em uma medida provisória, a MP 1.331, depois atualizada. A norma autorizou o saque de valores que estavam bloqueados nas contas.
O dinheiro liberado é do próprio trabalhador e fica guardado na conta do FGTS. Ele não é perdido caso não seja retirado de imediato.
Quem tem direito ao valor
A liberação do saldo não alcança todos os trabalhadores do país. Ela atende a um grupo definido por regras específicas.
Tem direito ao valor o trabalhador que atende a estes pontos:
- Aderiu à modalidade de saque-aniversário do FGTS
- Foi demitido sem justa causa entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025
O saque-aniversário é a opção que permite retirar parte do FGTS uma vez por ano. Quem escolhe essa opção fica com regras diferentes em caso de demissão.
Foi justamente esse grupo que teve parte do saldo retido ao ser demitido. A liberação atual devolve o acesso a esses recursos que estavam presos.
O prazo do saque presencial até 1º de junho
Para a maioria dos trabalhadores, o valor cai sozinho na conta bancária. Mas existe um grupo que precisa ficar atento a um prazo.
Sobre o prazo do saque presencial, vale saber o seguinte:
- Cerca de 88% dos trabalhadores têm conta cadastrada e recebem de forma automática
- Os demais, sem conta cadastrada, precisam buscar o valor no caixa físico
- O saque presencial pode ser feito até o dia 1º de junho de 2026
O prazo de 1º de junho vale apenas para a retirada nos canais físicos. Quem tem conta cadastrada recebe o valor sem precisar fazer nada.
Mesmo após essa data, o dinheiro continua sendo do trabalhador na conta do FGTS. O que se encerra é a opção de saque presencial ligada a esta etapa.
Como fazer o saque presencial
Quem não tem conta cadastrada pode retirar o valor de forma simples. A Caixa disponibiliza diferentes pontos de atendimento para isso.
Para fazer o saque presencial, o trabalhador deve saber o seguinte:
- O saque pode ser feito em agências, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui
- Os terminais de autoatendimento também permitem a retirada do valor
- É preciso usar o Cartão Cidadão com senha, a biometria ou a senha do cidadão
- Valores acima de R$ 3 mil só podem ser sacados nas agências da Caixa
No atendimento presencial, o trabalhador deve levar um documento de identidade original. O documento é exigido para confirmar a identidade de quem faz o saque.
Como consultar o valor a receber
Antes de buscar o dinheiro, o trabalhador pode conferir quanto tem a receber. A consulta é feita de forma simples pelo celular.

Para consultar o valor, o trabalhador deve seguir estes passos:
- Acessar o aplicativo do FGTS (disponível no Android e iOS) no celular
- Procurar a opção de extrato detalhado ou de informações úteis
- Conferir o valor disponível e a situação da conta
Quem ainda não tem conta cadastrada pode incluir os dados bancários no aplicativo. Com a conta cadastrada, o valor passa a ser depositado de forma automática.
O Ministério do Trabalho informou que o saldo pode demorar a aparecer em algumas contas. Isso ocorre por causa do processamento interno da operação.
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