O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) deve registrar um lucro estimado de R$ 14,7 bilhões em 2025, de acordo com técnicos do governo. No entanto, o valor a ser distribuído aos cotistas poderá ser menor do que em anos anteriores. Quer saber mais detalhes? Continue a leitura!
Lucro do FGTS em 2025: o que esperar?
Técnicos do governo anteciparam que o FGTS apurou um lucro de R$ 14,7 bilhões em 2025, segundo apuração preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Esse valor ainda pode variar até a apresentação oficial das contas, prevista para a próxima semana.
No ano anterior, R$ 12,9 bilhões foram distribuídos, correspondendo a 95% do lucro registrado em 2024, conforme dados oficiais.
O Conselho Curador do FGTS, presidido pelo ministro Luiz Marinho, avalia que o valor do repasse aos trabalhadores neste ano poderá ser inferior, em razão de medidas recentes que impactam o patrimônio do fundo.
Entre elas estão a autorização de saques extraordinários, uso para quitação de dívidas no programa Desenrola Brasil, com impacto estimado de R$ 8,2 bilhões, e saques residuais disponíveis a trabalhadores demitidos que optaram pelo saque-aniversário.
Há previsão de que pelo menos metade do resultado seja repartido, defendido por entidades ligadas à construção civil, enquanto sindicatos de trabalhadores pleiteiam um percentual superior.
Como o lucro do FGTS é distribuído aos trabalhadores?
A definição do valor a ser depositado nas contas vinculadas do FGTS cabe ao Conselho Curador do Fundo, conforme regulamentação vigente.
O crédito é proporcional ao saldo existente na conta em 31 de dezembro do ano-base, e o depósito deve ser efetuado pela Caixa Econômica Federal até o dia 31 de agosto. Somente trabalhadores com saldo nessa data recebem o lucro.
O valor creditado é incorporado ao saldo das contas e só pode ser movimentado nas condições previstas em lei, como demissão sem justa causa, financiamento habitacional, aposentadoria ou doenças graves.
A remuneração do FGTS também prevê correção de 3% ao ano mais a Taxa Referencial (TR), conforme legislação federal. Com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2024, a correção mínima passa a ser o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) sempre que a variação oficial for inferior à inflação.
O tema será analisado pelo grupo técnico de apoio ao colegiado antes do Conselho Curador deliberar sobre a proporção final a ser distribuída. As reuniões ocorrem durante o mês de julho.

Comparativo dos anos anteriores
Em 2024, o FGTS distribuiu R$ 12,9 bilhões em lucros para cerca de 134 milhões de trabalhadores, um valor que corresponde a 95% do lucro apurado no ano. A arrecadação bruta do fundo alcançou R$ 192 bilhões, representando um aumento de 9% em relação a 2023.
Esse crescimento é atribuído à expansão das vagas formais de emprego e à elevação da média salarial dos trabalhadores.
O patrimônio líquido do FGTS, em 2024, ficou entre R$ 110 e R$ 112 bilhões, enquanto o ativo total atingiu cerca de R$ 840 bilhões.
A tendência dos últimos anos demonstra que o FGTS tem buscado ampliar a distribuição de lucros, ao mesmo tempo em que mantém uma gestão cautelosa para proteger seu patrimônio e viabilizar grandes projetos em habitação, saneamento básico e mobilidade urbana.
Próximos passos
O valor a ser oficialmente distribuído será conhecido após reunião final do Conselho Curador do FGTS, com depósito agendado pela Caixa até o dia 31 de agosto. Regras de distribuição e rendimentos seguem atualizações anuais conforme legislação específica e determinações do STF.
Aproveite para assistir ao vídeo abaixo e conheça as diferenças entre duas modalidades de saque do FGTS:
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