A Carteira de Identidade Nacional (CIN) — novo documento oficial de identificação civil do país — já foi emitida para cerca de 45 milhões de pessoas e avança como substituta do antigo Registro Geral. A principal mudança é a adoção do CPF como número único de identificação em todo o território nacional, criando um padrão unificado.
A emissão da primeira via é gratuita, o agendamento pode ser feito pela internet e o RG antigo segue válido. Ainda assim, quem quiser pode antecipar a substituição.
Confira a seguir o que muda com a CIN, quais documentos são exigidos, como agendar e onde emitir.
O que é a Carteira de Identidade Nacional?
A CIN foi criada para unificar e modernizar a identificação civil no Brasil. Antes, um cidadão podia possuir diferentes números de RG, dependendo do estado onde emitisse o documento. Com o novo modelo, passa a existir apenas um identificador: o CPF.
O documento está disponível em dois formatos, ambos com validade jurídica:
- Físico: emitido nos Institutos de Identificação estaduais, em cartão ou papel
- Digital: disponível no aplicativo Gov.br, com acesso pelo celular
Além disso, a CIN pode ser utilizada como documento de viagem nos países do Mercosul e facilita o acesso a serviços digitais federais por meio da conta Gov.br.
O que muda na prática?
A nova Carteira de Identidade Nacional substitui o modelo antigo ao unificar a identificação do cidadão por meio do CPF, eliminando a possibilidade de múltiplos registros em diferentes estados. Além disso, o documento passa a contar com QR Code para verificação de autenticidade, possui versões física e digital com o mesmo valor legal, integração com os serviços do Gov.br e também pode ser utilizado como documento de viagem nos países do Mercosul, ao contrário do RG antigo, que tinha uso mais limitado.
Importante: O RG atual continua válido até 2032, não sendo obrigatória a troca imediata. No entanto, a tendência é que serviços públicos e privados adotem gradualmente o novo modelo.
Quais documentos são necessários?
A lista básica é definida pelo governo federal, mas pode variar conforme o estado.
Obrigatórios:
- Certidão de nascimento (solteiros) ou casamento (casados, divorciados ou viúvos), sem rasuras
- CPF regular na Receita Federal (não pode estar cancelado)
- Dados da certidão devem coincidir com os da Receita
Opcionais:
- Tipo sanguíneo (com exame)
- Laudo médico (para pessoas com deficiência)
- Declaração de doação de órgãos (maiores de 18 anos)
Para menores de 16 anos:
É necessário comparecimento com responsável legal ou apresentação de autorização com documentação.

Como agendar a emissão?
O agendamento é feito online, geralmente pelo site do Gov.br, que reúne os links de todos os estados.
Passo a passo:
- Acessar o portal Gov.br
- Escolher o estado
- Agendar data e local
- Separar os documentos exigidos
- Comparecer para coleta de dados e foto
- Acompanhar e retirar o documento
O prazo médio de entrega é de até 22 dias úteis, podendo variar. Em alguns estados, há opção de envio pelos Correios.
Onde emitir a CIN?
Veja abaixo onde emitir a CIN no seu estado. A emissão é feita pelos Institutos de Identificação de cada unidade da federação ou órgãos equivalentes. O agendamento é gratuito e, na maioria dos estados, pode ser feito online:
| Estado | UF |
|---|---|
| Acre | AC |
| Alagoas | AL |
| Amapá | AP |
| Amazonas | AM |
| Bahia | BA |
| Ceará | CE |
| Distrito Federal | DF |
| Espírito Santo | ES |
| Goiás | GO |
| Maranhão | MA |
| Mato Grosso | MT |
| Mato Grosso do Sul | MS |
| Minas Gerais | MG |
| Pará | PA |
| Paraíba | PB |
| Paraná | PR |
| Pernambuco | PE |
| Piauí | PI |
| Rio de Janeiro | RJ |
| Rio Grande do Norte | RN |
| Rio Grande do Sul | RS |
| Rondônia | RO |
| Roraima | RR |
| Santa Catarina | SC |
| São Paulo | SP |
| Sergipe | SE |
| Tocantins | TO |
Como acessar a versão digital?
Segurança
A CIN incorpora tecnologias como biometria e QR Code verificável, integradas a bases nacionais. Isso aumenta o controle e reduz riscos de fraudes e falsificações.
Quanto custa e qual é a meta?
A primeira via é gratuita em todo o país. A segunda via pode ser cobrada, dependendo do estado, com possibilidade de isenção em casos específicos, como furto ou baixa renda.
A meta do governo federal é alcançar cerca de 130 milhões de emissões até o final de 2026. Atualmente, o país segue em ritmo acelerado de transição, com ações como mutirões para ampliar o acesso ao documento.
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Quer saber mais sobre a nova carteira de identidade? Assista ao vídeo abaixo:












