O fenômeno El Niño pode bater recorde de intensidade entre outubro e dezembro de 2026, com 81% de chance de que o fenômeno alcance a categoria “muito forte” nesse período, segundo a agência climática dos Estados Unidos, National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA).
Se esses valores se confirmarem, este pode ser o maior El Niño em 76 anos. Para saber mais detalhes sobre o impacto e projeções para o Brasil e o mundo, continue a leitura.
NOAA aponta a dimensão global e o fortalecimento do fenômeno
A NOAA projeta 97% de chance de o El Niño continuar ativo até pelo menos junho de 2027, período que inclui o início do outono no Hemisfério Sul e a primavera no Hemisfério Norte. Em junho de 2026, o fenômeno se fortaleceu, com aquecimento da superfície do mar no Pacífico central e leste acima de 1°C.
Segundo o boletim publicado em 9 de julho de 2026, se esse cenário se mantiver, o evento pode ser o El Niño mais intenso desde o início das medições, em 1950.
A intensidade do fenômeno é monitorada pelo aumento anormal da temperatura do mar em áreas estratégicas do Pacífico. De acordo com a NOAA, a categoria “muito forte” é registrada quando a temperatura sobe mais de 2°C no Pacífico equatorial.
Esse aquecimento pode provocar mudanças nos padrões de chuva e calor em vários países, não apenas nos Estados Unidos.
Porém, a agência reforça que, mesmo em um El Niño mais forte, não é possível garantir que eventos extremos vão acontecer. O que ocorre é um aumento nas chances de tempestades e calor acima do normal em diferentes regiões do planeta.
Projeções para o Brasil: chuvas acima da média no Sul e temperaturas altas

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou uma previsão específica para o Brasil. No trimestre de julho a setembro de 2026, a tendência é de chuva acima da média na Região Sul e abaixo do normal no centro-norte do país.
O boletim oficial aponta também que as temperaturas devem ficar acima do padrão no segundo semestre. O documento foi elaborado em parceria com:
- Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE);
- Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA);
- Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN);
- Serviço Geológico do Brasil (SGB);
- Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC).
Riscos práticos: atenção para calor, incêndios e monitoramento de reservatórios
As principais preocupações do Inmet são o aumento do risco de fenômenos como ondas de calor e incêndios florestais. Também é importante ficar atento ao nível dos rios, reservatórios, possíveis inundações e deslizamentos, especialmente em locais vulneráveis.
O órgão reforça que esses impactos ainda são potenciais, pois dependem de como o El Niño vai se comportar nos próximos meses.
Por que o El Niño preocupa e o que dizem os especialistas
O El Niño é o nome dado ao aquecimento acima do normal da superfície do Oceano Pacífico equatorial. Esse fenômeno provoca mudanças nos padrões de chuva e ventos em várias partes do mundo.
Quanto mais intenso o El Niño, maior a chance de eventos extremos, como tempestades, chuvas intensas ou calor fora do comum — mas isso não significa que esses episódios vão ocorrer com certeza. Por isso, o alerta é de atenção redobrada ao monitoramento, à preparação e ao acompanhamento regular dos boletins oficiais.
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