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Inverno 2026 começa no domingo (21): El Niño reduz o frio e eleva chuvas no Sul e Sudeste

Volume de chuvas pode superar 130% do histórico no Sul, enquanto Norte e Nordeste enfrentam estiagem prolongada até 2027.

em Clima, Inmet Alerta
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Grupo de quatro pessoas com roupas de frio caminha pelo centro de Gramado, com lojas e placas visíveis ao fundo

Inverno de 2026, quando o El Niño promete temperaturas menos rigorosas e mais chuvas no Sul. Imagem: Alerta Gov

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Por Leandro Macedo em 20/06/2026 às 18h39

O inverno de 2026 traz marcas atípicas ao clima brasileiro, com expectativa de frio reduzido para milhões e aumento de chuvas nas regiões Sul e Sudeste. Dados oficiais do INMET e CPTEC/INPE indicam que o fenômeno El Niño será o principal fator climático da estação, impactando o país até 2027. Agricultores, moradores de áreas rurais e urbanas do Sul e Sudeste devem se preparar para oscilações nas temperaturas e riscos de enchentes.

Segundo os principais institutos meteorológicos brasileiros, os efeitos do El Niño modificarão os padrões tradicionais do inverno. A Agência Nacional de Meteorologia (INMET), junto ao Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/INPE), monitora a evolução do fenômeno, confirmando os impactos e emitindo alertas para gestores públicos e população. A atuação do El Niño este ano deve ser persistente e, possivelmente, mais intensa, sendo classificada como “Super El Niño”.

O principal critério para diferenciação do inverno de 2026 está no aquecimento anormal das águas do Pacífico equatorial, desencadeando mudanças nas massas de ar, circulação de ventos e distribuição das chuvas. Nas cidades do Sul, o excesso de chuva é a característica predominante, enquanto o frio extremo fica menos frequente.

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Por que o El Niño mudará o inverno de 2026 no Brasil?

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal nas águas do Oceano Pacífico equatorial, alterando padrões de ventos e a formação de nuvens, o que provoca mudanças globais no clima.

Em 2026, a NOAA confirma a persistência do fenômeno, com chance elevada de elevação de temperatura do mar acima de 2,5°C, enquadrando o evento como “Super El Niño”.

O fenômeno influenciará diretamente as massas de ar, tornando o inverno menos rigoroso em termos de frio, mas mais instável quanto a chuvas no Sul e Sudeste. O CPTEC e INMET, em nota técnica conjunta, destacam que esses efeitos serão sentidos até o primeiro semestre de 2027.

Como o clima ficará nas regiões Sul e Sudeste?

A previsão climática indica aumento do volume de chuvas no Sul e possíveis episódios de chuvas acima da média no Sudeste. O risco de enchentes, alagamentos e deslizamentos de terra cresce especialmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

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Em cidades como Porto Alegre, Curitiba e Florianópolis, junho e julho já devem registrar acumulados acima de 150 mm em vários períodos, representando até 130% da média histórica do mês.

No Sudeste, haverá irregularidade: dias de “veranico”, períodos secos, alternam com ondas de calor, enquanto cidades como São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro podem registrar picos de temperatura acima de 27°C, mesmo nos meses tradicionalmente frios. Ao mesmo tempo, episódios isolados de chuva forte podem atingir áreas urbanas, elevando o risco de alagamentos.

Essas projeções baseiam-se em estudos do INMET e dados comparativos do inverno de 2023, que já apresentaram tendências semelhantes, porém com menor intensidade.

Pessoas caminhando sob guarda-chuva em rua molhada com ônibus vermelhos ao fundo
Com mais chuvas previstas para o inverno de 2026 devido ao El Niño. Imagem: Alerta Gov

Impactos nas outras regiões: Norte, Nordeste e Centro-Oeste

No Norte, está prevista uma redução no volume de chuvas, favorecendo longos períodos de seca. Isso dificulta o transporte fluvial, o abastecimento de comunidades ribeirinhas e aumenta a incidência de queimadas. Órgãos oficiais como INPE e Defesa Civil monitoram o risco de incêndios florestais pela queda da umidade relativa do ar.

O Nordeste também enfrentará menos precipitações e possibilidade de escassez de água em reservatórios, afetando a agricultura local e o abastecimento urbano. Já o Centro-Oeste terá efeitos moderados, com diminuição na umidade do ar e risco de queimadas em algumas áreas, mas não se espera alteração severa no regime de chuvas sobre áreas produtoras de grãos.

O que esperar do sistema elétrico e abastecimento hídrico?

A energia elétrica gerada no Brasil depende fortemente das chuvas para alimentar reservatórios de hidrelétricas. O INMET prevê benefícios pontuais para o Sul e parte do Sudeste devido ao aumento de chuvas, contribuindo para armazenamento e segurança elétrica ao longo de 2026. Por outro lado, a sequência de invernos secos pode pressionar custos e disponibilidade no Centro-Oeste, Norte e Nordeste, especialmente a partir do início de 2027, caso o quadro se mantenha.

Em ambiente de distribuição desigual de chuvas, pode haver aumento na conta de luz e pressão sobre o preço de alimentos derivados das regiões mais secas ou atingidas por enchentes. Segundo Alexandre Nascimento, meteorologista da consultoria Nottus, “ondas de calor podem elevar o consumo já no primeiro trimestre do próximo ano”.

Entenda: como o El Niño funciona

O El Niño resulta do aquecimento anormal da faixa equatorial do Pacífico, invertendo a direção dos ventos e elevando a temperatura das águas próximas à América do Sul. Isso intensifica a formação de nuvens e altera a distribuição de chuvas no mundo, afetando especialmente a América do Sul, Sudeste Asiático e Austrália.

No Brasil, esse desequilíbrio se traduz em excesso de chuvas em certas regiões e secas em outras, fenômenos historicamente associados a prejuízos agrícolas, escassez de água e elevação do risco de desastres naturais. O aumento da frequência desses eventos está associado à intensificação do aquecimento global, consenso científico, ressaltado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

Acompanhe o portal Alerta Gov e mantenha-se informado sobre os avisos do Inmet e da Defesa Civil a respeito do El Niño na sua região!

 

Tags: chuvasEl NiñoSul e Sudestetemperaturas
Leandro Macedo

Leandro Macedo

Graduando em Marketing. Especialista de conteúdos de Tecnologia, Trânsito, empregos e Benefícios Sociais. Redator grupo Sena Online

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