Uma nova frente de rajada está prevista para atingir os estados do Sul e parte do Sudeste a partir de quinta-feira (6), com rajadas de vento de até 80 km/h e volumes de chuva que podem alcançar 100 mm, principalmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
A atuação da frente fria associada a um ciclone extratropical intensificará o contraste entre a massa de ar frio e úmido e o ar quente e seco que predomina na região, favorecendo a ocorrência de ventos fortes. Os meteorologistas indicam que, embora ainda não seja esperado o mesmo nível de intensidade dos ventos da última semana, o potencial para transtornos permanece elevado.
Confira a evolução do quadro meteorológico, os fatores que contribuem para a formação da frente de rajada, as orientações de especialistas e os detalhes para cada região ao longo dos próximos dias.
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RECEBER ALERTAS →Por que deve ocorrer uma frente de rajada nesta semana?
O avanço simultâneo de uma frente fria e a formação de um ciclone extratropical no Sul são os principais motivos para o risco de ventos intensos e chuva volumosa nesta semana. O encontro entre o ar frio trazido pelos sistemas vindos do Sul e a massa quente e seca sobre o Centro-Sul potencializa a velocidade do vento, especialmente entre quinta-feira e sábado.
De acordo com meteorologistas, esse contraste térmico e de umidade acelera os ventos próximos à superfície. As projeções mais recentes, divulgadas por centros de meteorologia, apontam volumes de chuva superiores a 100 mm em algumas cidades e rajadas que podem ultrapassar 80 km/h em pontos do Sul, enquanto o Sudeste pode registrar ventos acima de 70 km/h.
O que é uma frente de rajada e como ela se forma?
Frente de rajada é o termo utilizado quando uma faixa de ventos fortes se desloca à frente de uma frente fria ou área de tempestade. Isso acontece quando o ar frio e denso avança junto ao solo, empurrando rapidamente o ar quente presente na região, gerando ventos com grande intensidade horizontal.
Diferentemente de tornados, que apresentam vento giratório em faixa estreita, a frente de rajada distribui a força dos ventos em linhas extensas, podendo atingir várias cidades em sequência.
Muitas vezes, a rajada chega antes das chuvas mais intensas ou mesmo em áreas com precipitação leve, causando quedas de árvores, destelhamentos e impactos no transporte.
Como será o impacto nos estados do Sul?
O Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná devem ser os mais afetados pelos ventos intensos e chuvas volumosas a partir de quinta-feira.
Nesses estados, os volumes acumulados podem chegar ou superar os 100 mm durante a passagem da frente fria, elevando o risco de alagamentos, quedas de energia e transtornos no trânsito devido à queda de galhos e árvores.
As rajadas de vento superiores a 80 km/h são motivo de atenção especial em regiões metropolitanas e rurais. Nas últimas ocorrências deste fenômeno, cidades do Sul registraram prejuízos materiais e problemas nos serviços públicos, reforçando o alerta para a população.
Quais áreas do Sudeste podem ser atingidas?
No Sudeste, principalmente nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, os ventos podem ultrapassar 70 km/h, especialmente entre sexta-feira (7) e sábado. A intensidade da chuva tende a ser menor do que no Sul, mas ainda há possibilidade de transtornos pontuais devido a rajadas e pancadas de chuva rápida.
Cidade de São Paulo, litoral e regiões serranas podem experimentar queda de galhos, interrupção temporária de energia elétrica e impacto na mobilidade urbana. A atualização da previsão nas próximas horas trará mais detalhes sobre as áreas com risco elevado.

O sistema pode sofrer alterações e a intensidade dos ventos mudar?
Os meteorologistas alertam que as projeções podem variar até a chegada efetiva da frente de rajada. Mudanças na trajetória do ciclone extratropical ou velocidade da frente fria podem reforçar ou diminuir o potencial de ventania. O acompanhamento das informações oficiais é recomendado para todos os municípios das áreas sob risco.
Quanto maior o aquecimento e a secura prévia na atmosfera, maior pode ser o contraste com o ar frio, potencializando as rajadas. Por isso, a orientação é de atenção redobrada nos próximos dias, especialmente em áreas já afetadas recentemente por ventos intensos.
O que fazer em caso de ventos fortes?
Durante o registro de ventos intensos, é indicado evitar áreas abertas, abrigar-se longe de árvores e não estacionar veículos sob estruturas frágeis. Imóveis devem ser checados para garantir que portas e janelas estejam bem fechadas, reduzindo o risco de danos e acidentes.
Em caso de emergências, o contato com a Defesa Civil local é essencial para o suporte adequado. Acompanhar os boletins de previsão é fundamental para se antecipar e proteger sua família e patrimônio.
A frente de rajada pode causar chuvas torrenciais?
A previsão indica que as chuvas podem ser intensas, principalmente no Sul, com acumulados de até 100 mm em poucas horas. Em áreas urbanas, esse volume pode causar alagamentos, enxurradas e dificultar o escoamento da água, sobretudo em cidades com drenagem deficiente.
Já no Sudeste, o principal risco são as rajadas de vento, mas pancadas isoladas de chuva podem ocorrer. Monitorar a previsão do tempo permite planejar deslocamentos e evitar áreas de risco na hora da tempestade.
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