O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) confirmou que o El Niño voltou a se estabelecer no Oceano Pacífico Equatorial em junho de 2026, com o índice Niño 3.4 atingindo +0,7°C.
O evento afeta o clima no Brasil, causando seca e calor no Norte e Nordeste e chuvas acima da média no Sul. Segundo o Inmet e o Serviço Meteorológico da Austrália (BoM), há expectativa de que este seja um dos episódios mais intensos desde 1950.
A chance de um El Niño muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027 foi projetada em 63% pelo Inmet, com impactos variando regionalmente.
El Niño 2026 é confirmado por Inmet, NOAA e Austrália
O El Niño voltou a se intensificar e foi reconhecido oficialmente em junho de 2026 pelo Inmet e pelo Centro de Previsão Climática da NOAA dos Estados Unidos. O índice Niño 3.4 registrou +0,7°C na primeira semana do mês, caracterizando o início do fenômeno conforme os parâmetros internacionais. De acordo com a análise atual do Inmet, essa condição representa uma ameaça significativa ao padrão climático nacional, em linha com as normas meteorológicas internacionais.
A confirmação foi reafirmada também pelo Serviço Meteorológico da Austrália em comunicado de 16 de junho de 2026, fato que traz peso institucional à apuração técnica ao nível global. Os dados foram publicados pelo Inmet no boletim oficial do órgão (confira o comunicado íntegro no site do Inmet).
Expectativa de episódio histórico após 70 anos
O Serviço Meteorológico da Austrália projetou que o El Niño recentemente formado pode ser um dos mais fortes das últimas sete décadas. Segundo o BoM, aproximadamente metade dos modelos climáticos utilizados aponta possibilidade de picos entre os mais altos já observados desde 1950. O alerta foi publicado no comunicado australiano de 16 de junho, em Sydney.
O último El Niño registrado pela Austrália, entre 2023 e 2024, provocou o trimestre mais seco já registrado naquele país. Esse episódio de 2015–2016, também citado pela agência australiana, resultou em seca generalizada e quedas severas na produção agrícola local, implicando em consequências diretas para as exportações de grãos e oleaginosas australianas.

Impacto regional do El Niño no Brasil segundo o Inmet
No Brasil, a configuração do El Niño tende a alterar significativamente o regime de chuvas e temperaturas nas diferentes regiões do país. Conforme o Inmet, há tendência de redução acentuada das chuvas e aumento do risco de estiagem no Norte e Nordeste, elevando a possibilidade de comprometimento dos recursos hídricos nessas áreas.
No Sul, a expectativa é de chuvas acima da média histórica, elevando o risco de ocorrência de temporais, alagamentos e cheias em áreas urbanas e rurais. O Inmet reforça, no entanto, que mesmo episódios muito intensos não geram automaticamente os mesmos impactos em todas as regiões brasileiras, pois a resposta climática depende de outros fatores atmosféricos e oceânicos.
Projeção indica 63% de chance de El Niño muito forte até o início de 2027
Segundo boletim do Inmet, há uma probabilidade de 63% de que o fenômeno evolua para um episódio de intensidade muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. Esse número é derivado de modelos meteorológicos de múltiplas agências internacionais e representa uma avaliação probabilística, não uma certeza.
A classificação e intensidade máxima do evento ainda estão sujeitas a futuras medições, uma vez que as projeções dependem do acompanhamento contínuo das anomalias de temperatura na superfície do Oceano Pacífico Equatorial.
Monitoramento contínuo e orientações oficiais
O Inmet permanece monitorando, em tempo real, as condições atmosféricas e oceânicas relacionadas ao El Niño, além de publicar atualizações periódicas sobre as previsões e impactos regionais. Outras informações detalhadas e boletins técnicos podem ser consultados diretamente no site oficial do Inmet. O Serviço Meteorológico da Austrália mantém relatórios semanais sobre a evolução do fenômeno em sua página institucional.
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