A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (20), novos tratamentos destinados a crianças e adolescentes com lúpus e esclerose múltipla, mediante indicação específica. Para saber mais detalhes sobre a medida, continue a leitura.
O que muda com a aprovação da Anvisa em julho de 2026?
A Anvisa autorizou a ampliação do uso de dois medicamentos, Benlysta® (belimumabe) e Ocrevus® (ocrelizumabe), antes restritos a adultos, para crianças e adolescentes que convivem com lúpus eritematoso sistêmico (LES) ativo ou com esclerose múltipla remitente-recorrente.
Segundo a Anvisa, a expansão do uso desses medicamentos para o público pediátrico oferece alternativas relevantes diante das limitações das opções anteriores, especialmente para casos com alta atividade inflamatória e resposta insuficiente às terapias tradicionais.
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RECEBER ALERTAS →A decisão foi formalizada por meio da Resolução 2.831/2026, publicada no Diário Oficial da União (DOU).
Quais medicamentos foram aprovados para cada doença?
Veja as principais informações sobre cada medicamento:
1. Benlysta®
O medicamento Benlysta® já tinha o uso intravenoso autorizado em pacientes pediátricos. Com a nova decisão, ele poderá ser indicado no formato subcutâneo (caneta aplicadora/autoinjetora) para crianças e adolescentes a partir de 5 anos que apresentem LES ativo.
Para isso, é necessário que esses pacientes estejam fazendo uso concomitante de tratamento padrão, como corticosteroides, antimaláricos, anti-inflamatórios não esteroides ou outros imunossupressores.
A alternativa subcutânea oferece mais comodidade e reduz a necessidade de deslocamentos aos centros de infusão, impactando diretamente na qualidade de vida desses pacientes.
2. Ocrevus®
No caso da esclerose múltipla remitente-recorrente, a aprovação recaiu sobre o Ocrevus®, agora permitido para adolescentes a partir de 12 anos e com peso igual ou superior a 40 kg.
Trata-se de um anticorpo monoclonal recombinante, cujo papel principal é diminuir a atividade inflamatória cerebral associada à doença.

Impactos e benefícios dos novos tratamentos para o público pediátrico
A disponibilidade de novas opções terapêuticas para crianças e adolescentes com doenças autoimunes crônicas, como lúpus e esclerose múltipla, representa um avanço no manejo dessas enfermidades no país.
Pacientes mais jovens, geralmente, enfrentam quadro clínico mais agressivo e maior risco de complicações a longo prazo, especialmente em relação ao desenvolvimento físico, cognitivo e social.
No contexto do lúpus, as terapias complementares com a substância belimumabe tendem a proporcionar maior autonomia familiar e adesão ao tratamento.
Para a esclerose múltipla, o acesso precoce à substância ocrelizumabe pode contribuir para reduzir o número de surtos e minimizar danos neurológicos progressivos, pontos relevantes em uma faixa etária em fase escolar e de desenvolvimento ativo.
Dúvidas e orientações
Em caso de dúvidas sobre os novos tratamentos ou sobre o uso dos medicamentos aprovados, é fundamental buscar informações em fontes oficiais, como o site da Anvisa, ou entrar em contato com um profissional de saúde qualificado.
Antes de iniciar ou alterar qualquer tipo de tratamento, oriente-se sempre com um médico especialista, preferencialmente um reumatologista pediátrico para questões relacionadas ao LES, ou um neurologista infantil para casos de esclerose múltipla.
Somente esses profissionais estão aptos a avaliar individualmente cada paciente, indicar a melhor conduta terapêutica e acompanhar de forma segura a evolução do quadro clínico.
Para continuar por dentro das medidas publicadas pela Anvisa, continue acessando o portal Alerta Gov.












