Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), não há vacinas experimentais em uso no Sistema Único de Saúde (SUS) ou na rede privada do Brasil.
Todas as vacinas atualmente em circulação passam por rigorosos processos obrigatórios de verificação de segurança, eficácia e qualidade antes de serem liberadas para a população.
Por isso, as vacinas aplicadas no Brasil são reconhecidamente seguras. A Anvisa também destaca a importância da campanha de multivacinação contra o sarampo, vigente até 1º de setembro de 2026.
🔔 Fique por dentro dos seus direitos — grupos gratuitos no WhatsApp
Benefícios, INSS, concursos e alertas do governo avisados na hora, sem pagar nada.
RECEBER ALERTAS →Por que as vacinas são seguras?
A Anvisa realiza inspeções rigorosas, verifica detalhadamente os dados clínicos apresentados pelas fabricantes e mantém monitoramento contínuo das vacinas por meio da farmacovigilância, seguindo padrões internacionais de qualidade e segurança. Essas ações asseguram a proteção da população.
Esses procedimentos cumprem as normas estabelecidas pela legislação sanitária federal, como a Lei nº 6.360/1976, que regula o controle sanitário de medicamentos.
Além disso, cada lote de vacina é submetido a controles específicos antes de ser disponibilizado, e há avaliações constantes após a comercialização para identificar e analisar qualquer evento adverso relatado.
O Ministério da Saúde (MS) também atua nesse monitoramento, em colaboração com a Anvisa, para garantir que qualquer evento indesejado seja rapidamente investigado, reforçando, assim, a confiabilidade do Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Detalhes da campanha nacional de multivacinação contra o sarampo em 2026

A campanha de multivacinação contra o sarampo está vigente em todo o país até o dia 1º de setembro de 2026. O objetivo é ampliar as coberturas vacinais e interromper a circulação do vírus, considerando o recente aumento nos casos importados.
O MS orienta que a faixa etária prioritária deve procurar a imunização, especialmente crianças, adolescentes e adultos jovens que não tenham registro comprovado de vacinação.
No último levantamento oficial, divulgado em agosto de 2026, foram notificados 24 casos de sarampo, todos relacionados à importação do vírus por viajantes vindos de outros países da América e Europa.
O aumento desses registros motivou o reforço da campanha, que abrange também a atualização de vacinas contra outras doenças imunopreveníveis no mesmo ciclo de vacinação.
A recomendação é que municípios intensifiquem a busca ativa de não vacinados, incluindo campanhas em escolas e unidades básicas de saúde, para garantir ampla cobertura antes do fim da campanha.
Importância da vacinação para a saúde pública
A vacinação em massa é considerada a estratégia mais efetiva de prevenção de doenças infecciosas, como o sarampo. Medidas de imunização em larga escala contribuem diretamente para a redução de surtos, internações e óbitos evitáveis.
Dados do MS mostram que países com altos índices vacinais mantêm o sarampo sob controle, enquanto locais com baixa adesão registram recorrência da doença.
A ausência de vacinação impacta também a economia da saúde pública, elevando custos hospitalares e comprometendo o funcionamento de escolas e serviços.
O sucesso do PNI desde a década de 1970 consolidou o Brasil como referência internacional, demonstrando o alcance da proteção coletiva por meio da imunização regular e obrigatória.
Os principais benefícios são:
- Proteção aos grupos mais vulneráveis;
- Redução da circulação de vírus;
- Prevenção de sequelas permanentes e mortes por doenças evitáveis.
Onde e como se vacinar durante a campanha de 2026?
Todos os postos de saúde do SUS estão habilitados para aplicar vacinas contra sarampo e outras doenças incluídas no calendário nacional.
Para receber a dose, basta apresentar um documento de identificação com foto e, preferencialmente, o cartão de vacinação. O atendimento é realizado sem necessidade de agendamento na maioria das unidades básicas de saúde (UBS), com horários que podem variar conforme o município.
Em grandes cidades, há pontos móveis de vacinação em locais públicos, como shoppings, praças e terminais de transporte, para facilitar o acesso de quem trabalha ou estuda em tempo integral.
Equipamentos públicos (escolas, creches) também podem organizar dias de vacinação coletiva, com apoio das secretarias municipais e estaduais de saúde.
Grupos prioritários, como profissionais da saúde e educação, podem contar com campanhas específicas direcionadas em seus ambientes de trabalho.
Esclarecendo mitos sobre vacinas e experimentação
Circulam falsas informações sugerindo que vacinas em uso no Brasil seriam experimentais, conteriam ingredientes não declarados ou provocariam intoxicações graves. Nenhuma dessas ideias encontra respaldo científico nem institucional.
Todo imunizante autorizado pela Anvisa passou por estudos clínicos rigorosos, revisados internacionalmente, e não contém partes de corpos humanos, ingredientes secretos ou volumes de substâncias tóxicas proibidas para uso humano.
Os protocolos de farmacovigilância garantem rastreabilidade de eventos adversos para rápida intervenção, caso identifique algum risco inesperado, o que é raro.
Esses mitos costumam ganhar força por relatos não confirmados em redes sociais e aplicativos. As entidades oficiais de saúde, incluindo a Anvisa, o MS e a Organização Mundial da Saúde (OMS), reforçam que vacinas são seguras e que seguir o calendário vacinal é fundamental para manter o controle epidemiológico.
Recomendações para grupos prioritários na vacinação contra o sarampo
Os grupos prioritários para a imunização contra o sarampo incluem crianças de 6 meses a menores de 5 anos, profissionais de saúde, trabalhadores da educação, indígenas e pessoas não vacinadas que frequentam ambientes coletivos.
Quem não tem registro vacinal ou não completou o esquema recomendado deve se vacinar durante a campanha, mesmo que tenha recebido doses antes, mas sem comprovação documental.
O MS reforça que viajantes internacionais também precisam manter a vacinação em dia, já que a maioria dos casos recentes tem origem em outros países.
Gestantes e pessoas imunossuprimidas devem buscar orientações específicas antes de se vacinar, pois há recomendações diferenciadas para esses grupos.
Para acompanhar todos os comunicados emitidos pela Anvisa, continue acessando o portal Alerta Gov.












