A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a venda do primeiro genérico da semaglutida no Brasil, que terá preço 35% menor. O novo medicamento, de base sintética, amplia o acesso ao tratamento de obesidade e diabetes tipo 2, atendendo à crescente demanda no país.
Para saber mais sobre quem será beneficiado, valores e os próximos passos para a entrada do produto no mercado, continue a leitura.
O que é a semaglutida e como funciona?
Semaglutida é um princípio ativo utilizado para o tratamento do diabetes tipo 2 e, em doses específicas, para a obesidade, por atuar na regulação do apetite e do controle glicêmico.
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RECEBER ALERTAS →Sua ação imita o hormônio GLP-1, que estimula a secreção de insulina e reduz a fome, proporcionando melhora no controle da glicose e facilitação da perda de peso.
O uso é indicado para adultos, mediante prescrição médica, especialmente quando outras abordagens não apresentaram resultado adequado.
Antes da versão sintética, a semaglutida no Brasil estava disponível apenas em medicamentos biológicos. A sintética permite agora a produção de genéricos, tornando o acesso menos restrito.
Detalhes da aprovação do genérico pela Anvisa em agosto de 2026
A Anvisa concedeu, em agosto de 2026, o registro ao primeiro genérico da semaglutida, destinado ao controle do diabetes tipo 2 e obesidade.
O pedido foi feito pela empresa Emiliano Manuel Sanchez (EMS), que irá comercializar a molécula sob o nome Ozivy, com apresentações como caneta de 1,5 mL e 3 mL, além de kits múltiplos. Todos acompanhados de aplicadores e agulhas.
O registro da EMS inclui quatro versões diferentes:
- 1,34 mg/mL, caneta de 1,5 mL com 6 agulhas;
- 1,34 mg/mL, kit com 2 canetas de 1,5 mL, 10 agulhas e 2 aplicadores;
- 1,34 mg/mL, caneta de 3 mL com 4 agulhas;
- 1,34 mg/mL, kit com 2 canetas de 3 mL, 8 agulhas e 2 aplicadores.
Além do genérico, também foi liberada uma versão similar produzida pela Germed, considerada um clone do medicamento original, mas com pequenas diferenças em excipientes e embalagem.
O medicamento genérico só se tornou possível devido ao desenvolvimento da molécula sintética; a versão anterior, Ozempic, era de origem biológica e, por questões regulatórias, não permitia genéricos.

Impacto da redução de 35% no preço para os pacientes
A expectativa é que o genérico chegue ao mercado com preço 35% menor em relação ao medicamento de referência, ampliando o acesso ao tratamento. Segundo a legislação brasileira, genéricos devem ser, obrigatoriamente, mais baratos que seus equivalentes de referência.
Hoje, a caneta de referência custa R$ 333 pelo programa de fidelidade. Com a aplicação do desconto, o valor previsto para o genérico deverá ficar próximo a R$ 216.
Isso pode permitir que um maior número de pacientes inicie e mantenha o tratamento, especialmente aqueles que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS) ou de acesso em farmácias populares. A medida tem potencial para reduzir desigualdades no cuidado de doenças crônicas.
Ainda não há definição oficial sobre o planejamento de distribuição ou se haverá cobertura de planos de saúde, pois cabe à fabricante anunciar o cronograma e negociar condições com redes farmacêuticas e operadoras.
Comparação entre o medicamento original e o genérico
O genérico é equivalente ao original em eficácia, dose e forma farmacêutica, sendo exigência legal no país. A principal distinção é o preço inferior e a ausência de marca, mas ambos compartilham o mesmo princípio ativo e apresentam resultados clínicos equivalentes, comprovados por testes regulatórios.
A semaglutida sintética da EMS permitiu a produção do genérico, pois os biológicos, como o Ozempic, não podem ser copiados com exatidão.
Já o medicamento similar liberado pela Germed, também possui semelhança de composição e efeito com o original, sendo classificado de acordo com normas da Anvisa por pequenas variações aceitas, como nos excipientes e na rotulagem.
Disponibilidade e acesso ao novo medicamento no mercado brasileiro
Após o registro sanitário, o próximo passo depende do cronograma da EMS para início da produção, distribuição e definição de preço nas farmácias, processos sem prazo determinado até o momento.
Hoje, a oferta da semaglutida no país é altamente concentrada nas versões de referência, com dificuldade de abastecimento devido à alta demanda por tratamento de obesidade.
A entrada do genérico pode tornar o acesso mais rápido, com aumento da concorrência e possibilidade de inclusão em programas de acesso e de descontos ampliados.
O cadastro para acompanhamento do status de distribuição pode ser realizado diretamente nos canais oficiais da EMS e em redes de farmácias credenciadas.
Próximos passos para pacientes interessados no tratamento
Pacientes que buscam iniciar o tratamento com a semaglutida genérica devem aguardar a definição do preço oficial e o início da distribuição anunciado pela EMS. É fundamental realizar consulta médica para indicação, ajuste de dose e prescrição adequada.
Para quem já utiliza o medicamento de referência, será possível avaliar possíveis trocas conforme disponibilidade e orientação profissional.
As condições para cobertura por planos de saúde e programas públicos devem ser atualizadas conforme negociações futuras entre fabricante, operadoras e Ministério da Saúde (MS).
Para não perder nenhuma novidade sobre o lançamento comercial e os canais de venda do medicamento, continue acessando o portal Alerta Gov.












