Crianças e adolescentes menores de 15 anos podem atualizar a caderneta de vacinação neste sábado, 22 de agosto, no Dia D da Campanha Nacional de Multivacinação.
Todas as unidades básicas de saúde do país e demais pontos de vacinação estarão abertos, com 20 vacinas do Calendário Nacional oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A mobilização começou em 3 de agosto e segue até 1º de setembro.
Confira, a seguir, quais imunizantes estão disponíveis, por que a vacinação é seletiva e qual documento levar ao posto.
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O público-alvo é formado por crianças e adolescentes menores de 15 anos, ou seja, até 14 anos, 11 meses e 29 dias. Entra na atualização quem tem alguma dose em atraso e quem ainda não iniciou esquemas previstos no calendário nacional.
Há um ponto que costuma gerar confusão: ninguém recebe as 20 vacinas. A campanha adota vacinação seletiva. O profissional de saúde avalia a caderneta de cada pessoa e aplica apenas as doses necessárias para iniciar, completar ou atualizar o esquema, conforme a idade e o histórico.
Uma exceção amplia bastante esse público. Em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, a vacina contra o sarampo está liberada para pessoas de 6 meses a 59 anos, por causa do registro de casos importados do vírus. Nos demais estados, a proteção contra o sarampo também pode ser atualizada durante a campanha, conforme idade e histórico.
Quais vacinas estão disponíveis até 1º de setembro?
São 20 imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação. Vale um esclarecimento: 20 é o número de vacinas, não de doenças.
Vários imunizantes protegem contra mais de uma enfermidade ao mesmo tempo, como a pentavalente, que cobre cinco, e a tríplice viral, que cobre três.
- BCG
- Hepatite B recombinante
- Penta (DTP/Hib/HB)
- Pólio inativada (VIP)
- Rotavírus humano
- Pneumocócica 10-valente
- Pneumocócica 20-valente
- Meningocócica C
- Meningocócica ACWY
- Influenza
- Covid-19
- Febre amarela
- Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)
- Varicela
- DTP
- Hepatite A
- Pneumocócica 23-valente
- dT
- HPV 4
- Dengue tetravalente
Esta é a primeira multivacinação com a pneumocócica 20-valente, a Pneumo 20, incorporada ao Calendário Nacional em junho deste ano após avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).
Ela protege contra 20 sorotipos do pneumococo, bactéria associada a pneumonias e meningites, e é indicada para crianças menores de 5 anos.

Vacinação contra o sarampo tem estratégia especial em municípios de São Paulo
O Ministério da Saúde adotou a chamada vacinação indiscriminada, ou seja, sem exigência de comprovação de esquema em atraso, em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Nesses municípios, qualquer pessoa de 6 meses a 59 anos pode se vacinar.
A vacina usada é a tríplice viral. Para bebês de 6 a 11 meses, aplica-se a dose zero, que é adicional e não substitui as doses de rotina previstas aos 12 e aos 15 meses.
Entre 3 e 14 de agosto, mais de 529,8 mil doses da tríplice viral foram aplicadas nas três cidades. Desse total, 87,2 mil foram destinadas a crianças de 5 a 11 anos, o equivalente a 16,5% das aplicações.
O Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), em novembro de 2024, a recertificação da eliminação da circulação endêmica do sarampo, e a estratégia busca preservar esse status.
Por que o Dia D é necessário em 2026?
O alerta vem de fora. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, países que reduziram a vacinação enfrentam explosão de casos, e os Estados Unidos vivem o maior surto de sarampo dos últimos 35 anos, com casos chegando ao Brasil de forma importada.
Manter cobertura alta também protege quem não pode receber determinados imunizantes, como pessoas imunossuprimidas. É o que se chama de proteção coletiva, mecanismo que bloqueia a circulação de vírus e bactérias na comunidade.
Para sustentar a rede, o Ministério da Saúde distribuiu 1,5 milhão de doses aos estados especificamente para a campanha. Ao longo de todo o ano de 2026, já foram mais de 180 milhões de doses enviadas às unidades da Federação.
Como funciona o atendimento no Dia D?
As unidades básicas de saúde e os pontos estratégicos definidos pelos municípios abrem no sábado, 22, sem necessidade de agendamento.
É preciso levar a caderneta de vacinação e um documento oficial de identificação da criança ou adolescente. A recomendação inclui também documento do adulto responsável que a acompanha.
Se a caderneta estiver perdida, a equipe da unidade avalia a situação vacinal pelo histórico disponível e orienta sobre a continuidade do esquema e o resgate das doses em atraso. Conferir a caderneta antes de sair de casa agiliza o atendimento.
Após a aplicação, reações como febre baixa e dor no local são eventos esperados na maioria das vacinas. A equipe da unidade orienta sobre o que observar em cada caso.
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