Mais de 55,8 milhões de brasileiros emitiram a nova identidade digital 2026, a Carteira de Identidade Nacional (CIN), segundo dados oficiais do Ministério da Justiça e Segurança Pública consolidados até 12 de junho de 2026.
O Governo Federal informou que a CIN está disponível em todos os estados do país e substitui o antigo Registro Geral (RG), centralizando o CPF como número de identificação único. A média atual é de 1,13 milhão de emissões por mês.
Para obter a primeira via da nova identidade digital, basta apresentar certidão de nascimento ou casamento. A emissão é gratuita para a primeira via em qualquer estado brasileiro.
A implementação desta medida integra a Estratégia de Governo Digital, com foco no aprimoramento da segurança e na ampliação do acesso a serviços públicos digitais e benefícios sociais.
O que é a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN)?
A Carteira de Identidade Nacional (CIN) é o novo documento de identificação civil válido em todo o território nacional, lançado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública em 2026. O documento adota o CPF como número único de identificação, eliminando a possibilidade de múltiplos registros para uma mesma pessoa em diferentes estados, conforme divulgado em comunicado oficial.
A primeira via pode ser solicitada de forma gratuita e está disponível para todos os brasileiros, independentemente de idade ou localidade. A CIN facilita o acesso a serviços públicos presenciais ou online, tendo validade nacional.
Principais diferenças entre a CIN e o RG tradicional
A principal distinção da CIN em relação ao antigo RG é a unificação do número de identificação: enquanto antes era possível ter diferentes números de RG emitidos por diferentes estados, agora o CPF passa a ser exclusivo e utilizado como base para o novo documento, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Outros diferenciais incluem validade variável do documento segundo a faixa etária, zona de leitura mecânica (MRZ) no padrão internacional e integração direta com sistemas digitais federais, como o GOV.BR. O RG não dispunha desses recursos e estava propenso a duplicidades de registro.
| Característica | CIN | RG |
|---|---|---|
| Número de identificação | CPF único | Vários números em diferentes estados |
| Validade | Varia por idade (5, 10 anos ou indeterminada) | Geralmente indeterminada |
| Padrão internacional | Sim (MRZ/passaporte) | Não |
| Integração digital | Sim (GOV.BR e biometria) | Limitada |
| Sistemas de segurança | QR Code, biometria | Básicos |

Como a CIN aumenta a segurança dos cidadãos
A nova identidade digital apresenta múltiplos recursos tecnológicos para reforçar a autenticidade e reduzir fraudes, como aponta material do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Entre os principais mecanismos estão o QR Code para consulta instantânea da validade do documento por meio de aplicativo oficial e integração com a base biométrica nacional.
O documento também adota a zona de leitura mecânica (MRZ), semelhante à usada em passaportes, e segue padrões internacionais de identificação civil. Em caso de perda de acesso à conta GOV.BR, a CIN pode ser usada para recuperação, após reconhecimento facial e leitura do QR Code, segundo orientação oficial.
Essas inovações dificultam falsificações e reduzem registros duplicados, fortalecendo a segurança tanto para os cidadãos quanto para serviços digitais federais.
Processo de emissão da nova identidade
A solicitação da CIN ocorre presencialmente em órgãos de identificação estaduais. Para a primeira via, deve-se apresentar certidão de nascimento ou casamento, conforme instrução constante no portal oficial. Não há cobrança para a primeira via.
Após a emissão do documento físico, a versão digital pode ser acessada pelo aplicativo GOV.BR. A versão digital permite a inclusão de outros documentos, como CNH e Título de Eleitor, durante a solicitação.
A validade do documento varia: até cinco anos para menores de 12 anos, dez anos para maiores de 12 e menores de 60, e prazo indeterminado para pessoas com mais de 60 anos, de acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Essa adoção da CIN será obrigatória para quem não possui cadastro biométrico a partir de janeiro de 2027; para cidadãos com biometria registrada, a obrigatoriedade começa em janeiro de 2028, conforme cronograma oficial do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.
Estatísticas principais da CIN até junho de 2026
55,8 milhões de emissões: alcançadas em 12 de junho de 2026.
50 milhões de emissões: registradas em 7 de abril de 2026, segundo a Receita Federal.
Crescimento acelerado: em apenas dois meses, houve acréscimo de 5 milhões de documentos emitidos.
Cobertura nacional: emissão em todas as regiões, incluindo grandes centros urbanos e cidades do interior.
Segurança reforçada: considerada 10 vezes mais segura que o RG, com QR Code e integração ao GOV.BR.
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