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Lula sanciona piso de R$ 5.130 para professores da rede pública: reajuste é 5,4%

Lei eleva o piso nacional do magistério com ganho real acima da inflação, e passa a incluir professores temporários

em Notícias
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Crianças da educação básica em sala de aula da rede pública, atendida pelo novo piso dos professores

Lei sancionada por Lula eleva o piso dos professores da educação básica para R$ 5.130,63 em 2026. Imagem: Divulgação/Leia Brasil

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Por Luiza Pereira em 19/06/2026 às 11h16

O presidente Lula sancionou o novo piso salarial dos professores da educação básica, que sobe para R$ 5.130,63, com reajuste de 5,4%.

A medida está na Lei 15.437/2026, publicada no Diário Oficial da União. Segundo o governo federal, o aumento garante ganho real de 1,5 ponto percentual acima da inflação, em relação ao valor anterior, de R$ 4.867,77.

Confira, a seguir, o que muda com o novo piso, como o reajuste passa a ser calculado e quem tem direito ao valor.

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O que muda com o novo piso de R$ 5.130,63

Pela Lei 15.437/2026, o piso nacional do magistério passa de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63, um aumento de R$ 262,86 por mês. O valor é a base mínima para uma jornada de 40 horas semanais em toda a rede pública.

O reajuste de 5,4% assegura ganho real de 1,5 ponto percentual acima da inflação, segundo o governo. Para efeito de comparação, se a regra antiga tivesse sido mantida, a correção em 2026 seria de apenas 0,37%.

Vale lembrar que o piso é a remuneração mínima da carreira, e não o salário final. O valor pode ser maior conforme o nível de formação, o tempo de serviço e a carga horária de cada professor.

Quem tem direito ao novo piso

A nova regra vale para os professores da educação básica das redes estadual e municipal em todo o país. Veja, de forma resumida, quem entra na garantia do novo piso:

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  • Professores efetivos: todos os docentes da educação básica pública estão garantidos pelo piso;
  • Professores temporários: a lei passa a incluir, de forma expressa, os contratados por tempo determinado;
  • Jornada de referência: o valor corresponde a 40 horas semanais, com pagamento proporcional para cargas menores.

Segundo a relatora da proposta, nenhum profissional pode receber menos que o piso correspondente à sua formação e à sua área de atuação. O novo valor vale para 2026, e cabe a cada estado e município aplicar o reajuste em sua rede.

Como o reajuste passa a ser calculado

Professora em sala de aula da rede pública, categoria que teve o piso reajustado para R$ 5.130,63 com a nova lei
Novo piso dos professores passa a ser reajustado pela soma do INPC com 50% do crescimento real das receitas do Fundeb, garantindo correção acima da inflação. Imagem: Bruno Peres/Agência Brasil

A nova lei muda a fórmula de atualização do piso. A partir de agora, o reajuste anual soma o INPC, que mede a inflação, a 50% da média de crescimento real das receitas do Fundeb, principal fundo que financia a educação básica.

A norma também determina que o piso não pode ser corrigido abaixo da inflação acumulada no período. Para dar mais transparência, o Ministério da Educação passa a divulgar a memória de cálculo usada em cada atualização.

O Fundeb é o principal mecanismo de financiamento da educação pública e repassa recursos a estados e municípios. Ligar o reajuste a esse fundo busca tornar a atualização do piso mais estável e previsível ao longo dos anos.

Impacto de R$ 6,4 bilhões e valorização da categoria

De acordo com estimativas citadas no Congresso, a nova regra pode gerar um impacto de cerca de R$ 6,4 bilhões em 2026, caso todos os estados e municípios adotem o piso de forma integral.

As receitas do Fundeb financiam a maior parte dos salários dos professores, o que ajuda as redes de ensino a viabilizar o pagamento do novo piso. Para a categoria, um reajuste acima da inflação representa recuperação de poder de compra após anos de correções menores.

A mudança começou com uma medida provisória editada pelo governo em janeiro, que tramitou no Congresso e foi confirmada pelos parlamentares antes de virar lei. Ao enviar a proposta, o governo destacou que investir em educação significa garantir melhores condições de remuneração aos professores, reforçando a política de valorização da categoria.

Você é da educação ou conhece quem seja? Confira se a sua rede já aplicou o novo piso e acompanhe o Alerta Gov para não perder as próximas atualizações sobre os seus direitos.

Tags: cálculo piso INPC Fundeblei reajusta piso salarial dos professorespiso salarial professores 2026reajuste professores 5
Luiza Pereira

Luiza Pereira

Graduanda em Pedagogia pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Redatora do grupo Sena Online.

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