A adoção da biometria facial nos aeroportos brasileiros foi confirmada para iniciar em julho de 2026, segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, impactando passageiros de voos domésticos e internacionais em todo o país.
Essa implementação começará pelos principais terminais administrados pela Infraero, abrangendo aproximadamente 100 milhões de embarques anuais.
O processo envolve a obrigatoriedade do cadastro biométrico facial previamente realizado para passageiros que escolherem o embarque sem uso de documento físico.
O novo sistema integra o Programa Embarque + Seguro, concebido para aprimorar a segurança aeroportuária e reduzir a necessidade de documentos em papel.
Como funcionará a biometria facial em aeroportos a partir de julho de 2026
Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, a partir de julho de 2026, passageiros poderão utilizar biometria facial para acessar áreas de embarque, substituindo o uso de documentos físicos em terminais habilitados.
A tecnologia será implementada inicialmente nos aeroportos sob gestão da Infraero e, gradualmente, expandida para outras concessões, conforme cronograma oficial ainda não divulgado.
O sistema utilizará câmeras instaladas nos pontos de checagem e cruzará os dados faciais do passageiro com informações cadastrais fornecidas pelas bases do governo federal, como a base do Gov.br.

Declarações e expectativas sobre a mudança
Ministério de Portos e Aeroportos
O órgão declarou que a biometria facial eleva o padrão de segurança das operações aéreas ao dificultar fraudes de identidade, baseando-se em testes realizados desde 2020 no âmbito do projeto Embarque + Seguro, conforme informado em comunicado oficial.
Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR)
Representantes do setor privado avaliam que a iniciativa pode diminuir o tempo de espera nas filas de embarque, mas destacam a necessidade de comunicação ativa para orientar passageiros sobre o cadastro biométrico. Até o momento, a associação não menciona impedimentos técnicos relevantes à implementação.
Impactos previstos para passageiros e companhias aéreas
A substituição do documento físico pelo reconhecimento facial afetará o fluxo de embarque, resultando na automação de etapas tradicionais, como checagem de identidade por agentes.
Para aderir ao novo procedimento, o passageiro precisará realizar o cadastro facial em plataforma homologada pelo governo. A obrigatoriedade será restrita aos aeroportos e às companhias que optarem por integrar o sistema nacional de biometria, conforme atualização oficial.
Em aeroportos e voos que não utilizarem o sistema, o embarque seguirá sendo realizado com apresentação de documento tradicional.
Contexto e linha do tempo da biometria facial na aviação brasileira
O uso de biometria facial na aviação nacional resulta de projetos-piloto iniciados em 2020, nos aeroportos de Florianópolis, Salvador e Santos Dumont, em colaboração com a Secretaria Nacional de Aviação Civil.
Em abril de 2024, o Ministério detalhou o cronograma para escalar o sistema de identificação facial, alinhado à agenda governamental de digitalização de serviços públicos, mas a data exata de conclusão nacional não foi divulgada.
O programa Embarque + Seguro serve como base técnica e organizacional da iniciativa atual, envolvendo a centralização de cadastros biométricos sob gestão do governo federal e infraestrutura tecnológica compartilhada com órgãos reguladores e empresas aéreas.
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