Mais de 55,8 milhões de brasileiros já fizeram a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), e a primeira via é gratuita em todos os estados. O documento substitui o RG e usa o CPF como número único de identificação.
Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), os dados foram consolidados até 12 de junho de 2026. O país emite, em média, 1,13 milhão de carteiras por mês.
Confira, a seguir, o passo a passo para emitir, quem precisa fazer a troca e até quando, e o que muda com o novo documento.
Como emitir a CIN gratuita: passo a passo do agendamento
Emitir a CIN antes do prazo é simples e não custa nada na primeira via. O caminho é o seguinte:
- Separe a certidão de nascimento ou de casamento, único documento exigido para a emissão;
- Acesse o portal gov.br/identidade, que reúne os links de agendamento de todos os estados;
- Escolha o link do seu estado e agende a data no Instituto de Identificação;
- Compareça no dia marcado com a certidão para fazer o documento.
Quem prefere não agendar sozinho pode aproveitar os mutirões de cidadania, realizados periodicamente pelos Institutos de Identificação para emitir a CIN sem agendamento individual.
Prazos: confira as datas obrigatórias para a emissão
A troca do RG pela CIN é gradual, e o prazo final depende de um detalhe: se a pessoa já tem ou não a biometria cadastrada. Para não errar, veja em qual grupo você se encaixa.
Quem não tem biometria cadastrada precisa emitir a CIN a partir de janeiro de 2027.
Já quem tem biometria registrada na Justiça Eleitoral, na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou no passaporte tem mais tempo: a obrigatoriedade passa a valer a partir de janeiro de 2028.
Mesmo quem ainda não está obrigado pode fazer o documento agora, já que a primeira via é gratuita e o RG antigo segue valendo até lá.
O que muda com o novo documento

A CIN substitui o antigo Registro Geral (RG) e acaba com a possibilidade de uma mesma pessoa ter números de identidade diferentes em cada estado.
No lugar disso, o CPF passa a ser o número único de identificação do cidadão, o que, segundo o Governo Federal, reduz duplicidades e aumenta a confiabilidade dos registros públicos.
Outra mudança está na validade, que passa a variar conforme a idade do titular:
- Até 12 anos incompletos: 5 anos;
- De 12 a 60 anos incompletos: 10 anos;
- Acima de 60 anos: validade indeterminada.
Na prática, o cidadão não precisa correr para trocar o documento por conta da validade: o RG antigo continua aceito até o fim do prazo de obrigatoriedade, e a nova carteira só passa a ser exigida conforme o cronograma de cada grupo.
Vantagens da nova identidade
Além de identificar o cidadão em todo o país, a CIN traz recursos que o antigo RG não tinha. Entre os principais:
- Versão digital no aplicativo Gov.br, baixada assim que o documento impresso fica pronto;
- Conta nível Ouro no GOV.BR, o grau mais alto de segurança, que ainda ajuda a recuperar o acesso em caso de perda ou troca de celular;
- QR Code para conferir, na hora, se o documento é autêntico;
- Integração com a biometria, para um acesso mais seguro a serviços e benefícios;
- Padrão internacional, com leitura mecânica (MRZ) que permite usar a CIN como documento de viagem nos países do Mercosul. Ela não substitui o passaporte para outros destinos.
A versão digital ainda permite reunir outros documentos no mesmo app, como título de eleitor, CNH, Carteira de Trabalho (CTPS) e PIS/PASEP, desde que apresentados no momento da solicitação.
Ainda está com o RG antigo? Aproveite que a primeira via é gratuita, confira o link do seu estado e acompanhe o Alerta Gov para não perder os prazos da nova identidade.
Veja também:











