Qualquer pessoa pode consultar, de graça, se tem dinheiro esquecido em bancos pelo site do Banco Central (BC), informando apenas o CPF e a data de nascimento. Quando há valor a receber, o resgate cai na conta em até 12 dias úteis.
O serviço é o Sistema de Valores a Receber (SVR), que já devolveu R$ 15 bilhões a clientes do sistema financeiro. Segundo Agência Brasil, só em abril deste ano os brasileiros sacaram R$ 482,8 milhões.
Confira, a seguir, como consultar, o passo a passo para resgatar e os cuidados para não cair em golpes.
Como consultar valores esquecidos no Banco Central
A consulta é gratuita e feita apenas no site oficial do Banco Central. Há duas formas de verificar se existe dinheiro em seu nome.
Na consulta simples, sem login, basta informar o CPF e a data de nascimento (ou o CNPJ e a data de abertura, no caso de empresa). O sistema mostra apenas se há ou não valores a receber, sem outros detalhes.
Para ver os valores e pedir o dinheiro, é preciso entrar com a conta gov.br nível prata ou ouro, com a verificação em duas etapas ativada. Aí o sistema informa quanto há, de qual instituição e como solicitar a devolução.
Passo a passo para resgatar seu dinheiro
Com saldo disponível e o login feito, o resgate segue alguns passos simples:
- Acesse o Sistema de Valores a Receber com a conta gov.br;
- Confira o valor, a origem e a instituição responsável pela devolução;
- Escolha uma das suas chaves Pix para receber o dinheiro;
- Confirme os dados pessoais e guarde o número de protocolo;
- Aguarde o crédito, que é feito em até 12 dias úteis pela instituição.
O resgate só é possível para quem tem uma chave Pix cadastrada. Quem não tiver pode criar uma e voltar ao sistema, ou entrar em contato direto com a instituição para combinar a forma de devolução; nesse caso, não vale o prazo de 12 dias úteis.
Como resgatar valores de pessoas falecidas
Herdeiros, inventariantes ou representantes legais também podem consultar e pedir valores de uma pessoa que faleceu. O caminho é acessar a opção “Valores a receber de pessoa falecida”, aceitar o termo e informar o CPF e a data de nascimento do titular.
Nesse caso, o pedido não é feito direto pelo sistema: é preciso entrar em contato com a instituição para combinar como apresentar a documentação, e não há prazo definido para a devolução.
De onde vem esse dinheiro esquecido

Os valores têm origem em situações comuns do dia a dia bancário, como contas encerradas que ficaram com saldo ou tarifas cobradas a mais. Entre as fontes mais frequentes estão:
- Contas-correntes ou poupanças encerradas com saldo;
- Tarifas ou parcelas de empréstimos cobradas indevidamente;
- Recursos de consórcios encerrados que não foram procurados;
- Cotas de cooperativas de crédito de ex-participantes.
A maioria das pessoas tem direito a quantias pequenas: valores de até R$ 100 concentram a maior parte dos beneficiários, e só cerca de 2% têm mais de R$ 1 mil a receber.
Atenção: como não cair em golpes
Como o tema desperta interesse, golpistas tentam se passar pelo Banco Central para roubar dados e dinheiro. Para se proteger, guarde algumas regras simples:
- O único site oficial é o valoresareceber.bcb.gov.br; desconfie de qualquer outro;
- Todos os serviços são gratuitos, então nunca pague nada para “liberar” o valor;
- O Banco Central não envia links nem entra em contato por e-mail, SMS, WhatsApp ou Telegram;
- Nunca forneça senhas: nenhuma instituição está autorizada a pedi-las.
Já consultou o seu CPF? Pode haver dinheiro esquecido esperando por você. Acompanhe o Alerta Gov para aprender a resgatar seus valores com segurança e fugir dos golpes.
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