Mais de 50 milhões de brasileiros seguem sem resgatar dinheiro esquecido em bancos até junho de 2026, segundo o Banco Central.
O Sistema de Valores a Receber (SVR) já devolveu R$ 15 bilhões no país, mas ainda há R$ 10,3 bilhões disponíveis para saque. Uma parcela desse montante, R$ 5,7 bilhões, foi transferida recentemente para o Fundo de Garantia de Operações (FGO) do Programa Desenrola Brasil 2.0.
Somente titulares, pessoas físicas, empresas ou herdeiros, com valores a receber, têm direito ao procedimento de resgate, de acordo com as regras do Banco Central.
Com a nova normativa, os beneficiários têm 30 dias para contestar a transferência ao FGO após a publicação do edital, mantendo direito ao valor mesmo após a mudança de destino.
O que é o Sistema de Valores a Receber (SVR)?
O Sistema de Valores a Receber é um serviço administrado pelo Banco Central do Brasil. Ele permite a qualquer cidadão consultar gratuitamente se há dinheiro esquecido em bancos, financeiras, consórcios, corretoras ou cooperativas de crédito.
Os recursos disponíveis podem ter origem em contas-corrente ou poupança encerradas, tarifas cobradas indevidamente, rateio de sobras em cooperativas e outras situações financeiras nas quais o titular não foi localizado ou não solicitou o valor.
O Banco Central atualiza as estatísticas do SVR periodicamente. Até o fim de abril de 2026, 41,5 milhões de correntistas já haviam resgatado seus valores. Ainda restam 50,3 milhões de beneficiários, sendo 45,3 milhões de pessoas físicas e 5 milhões de pessoas jurídicas com direito ao resgate. Desse total, 64,6% têm saldo de até R$ 10, enquanto 23,4% possuem entre R$ 10,01 e R$ 100, 9,9% entre R$ 100,01 e R$ 1.000, e apenas 2,1% têm direito a valores superiores a R$ 1.000.

Passo a passo para consultar e resgatar valores esquecidos
A consulta ao SVR é feita de forma digital, sem necessidade de comparecer à agência. Para verificar possíveis valores a receber, basta acessar o site do Banco Central e informar o CPF e a data de nascimento (ou CNPJ e data de abertura, no caso de empresas). Essa etapa dispensa login cadastrado.
- Acesse o site oficial do Sistema de Valores a Receber.
- Preencha o CPF e a data de nascimento, ou informe o CNPJ e a data de abertura, conforme o caso.
- Se houver valores a receber, será necessário acessar com conta Gov.br (nível prata ou ouro, com verificação em duas etapas) para detalhes e resgate.
- Escolha uma das opções para solicitação do resgate:
- Solicitação direta pelo sistema, com indicação da instituição responsável pelo repasse.
- Contato direto com a instituição financeira para solicitação especial.
- Ativação do resgate automático (exclusivo para pessoas físicas com chave Pix de CPF), permitindo que futuros valores sejam creditados imediatamente.
Caso os valores estejam entre os R$ 5,7 bilhões transferidos ao FGO, será necessário observar o edital de chamamento público e apresentar a contestação dentro do prazo de 30 dias para manter direito ao valor transferido.
Quem tem direito ao resgate?
O resgate de dinheiro esquecido no sistema financeiro é permitido para pessoas físicas, empresas (mesmo extintas) e herdeiros legais. Não há valor mínimo para solicitação e os recursos podem ser de diferentes origens, sempre vinculados ao CPF ou CNPJ do titular.
Os titulares podem conferir a existência do valor gratuitamente, sem cobrança de taxas. O Banco Central alerta sobre fraudes e golpes, não há envio de links por e-mail ou aplicativos, tampouco cobrança por intermediação ou confirmações de dados.
Herdeiros ou representantes legais devem apresentar documentação comprobatória em caso de falecimento do titular para solicitar o acesso e resgate dos valores disponíveis.
Acesse o portal Alerta Gov todos os dias para se manter sempre informado. Assista ao vídeo a seguir e descubra como recuperar dinheiro esquecido pelo Pix.
Perguntas Frequentes
1. Qual é o prazo para contestação após a publicação do edital do FGO?
O prazo é de 30 dias corridos a partir da publicação do edital de chamamento pelo Ministério da Fazenda. Se a contestação não for feita, os valores serão incorporados ao FGO.
2. Se o valor transferido ao FGO não for contestado, perco o direito ao dinheiro?
Sim. Caso não haja manifestação do beneficiário durante o período indicado no edital, o recurso deixa de ser pessoal e passa a compor o fundo público, sem possibilidade de resgate posterior.
3. É possível realizar todo o processo de resgate online?
Sim. A consulta e o resgate podem ser realizados digitalmente pelo portal oficial do Banco Central, sem necessidade de comparecimento presencial.
4. Qual é o valor médio por beneficiário?
A maioria dos créditos é de pequeno valor: 64,6% têm até R$ 10. Apenas 2,1% dos beneficiários têm valores superiores a R$ 1.000 para sacar.
5. Existe algum risco de golpe durante o processo?
Sim. O Banco Central reforça que não envia links e não solicita informações pessoais fora de seus canais oficiais. Todo o processo é gratuito e feito apenas através dos sites oficiais.












