O Ministério da Saúde iniciou uma campanha nacional contra os riscos das apostas online, com atendimento gratuito pelo SUS para apostadores.
A ação foi lançada nesse último domingo, 26 de julho de 2026 e oferece suporte presencial e teleatendimento sigiloso para pessoas afetadas pelo uso excessivo de bets e seus familiares. As formas de atendimento, os sinais de alerta e as orientações para buscar ajuda serão detalhados ao longo da matéria.
Como funciona o atendimento no SUS para problemas com apostas?
O atendimento para quem sofre com o uso problemático das plataformas de aposta pode ser presencial, começando na UBS do bairro, com acolhimento inicial, ou pelo teleatendimento, acessível em todo o país pelo Meu SUS Digital.
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RECEBER ALERTAS →Em ambos os casos, o sigilo e o anonimato são garantidos, beneficiando apostadores e familiares que demandam privacidade.
O acesso pode ser feito pelo aplicativo Meu SUS Digital, disponível para smartphones Android e iOS, ou pelo site oficial. Após entrar com a conta gov.br, o usuário deve acessar a área “Miniapps” e selecionar a opção “Problemas com jogos de apostas?”.
A ferramenta oferece um autoteste para identificar o nível de risco e, quando necessário, direciona a pessoa para teleatendimento especializado.
Caso haja necessidade, o paciente é direcionado a um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) para acompanhamento multiprofissional. Esse modelo integrado facilita o início do tratamento, reduzindo estigmas e barreiras para quem busca ajuda.
Quais sinais indicam problema com apostas online?
A permanência prolongada nas plataformas de bets, o aumento progressivo do tempo e dinheiro apostados, além de preocupação frequente com jogos, são os sinais principais segundo especialistas do Ministério da Saúde. Mudanças de humor, irritabilidade, insônia e prejuízos nas relações familiares ou sociais também devem ser observados atentamente.
Familiares que notam esses comportamentos podem, eles mesmos, buscar orientação e suporte psicológico pelo SUS, tanto presencialmente quanto no teleatendimento, promovendo cuidado ampliado à saúde mental de todo o núcleo afetado.
Como funciona o teleatendimento sigiloso para apostadores no SUS?
Os dados do paciente são protegidos e o atendimento acontece à distância, evitando deslocamentos e ampliando o acesso ao acolhimento, especialmente em regiões onde não há especialistas próximos. O sistema evita a exposição do indivíduo e permite acompanhamento flexível de acordo com a gravidade do quadro identificado.
Plataforma Centralizada de Autoexclusão: bloqueio voluntário das bets
Além do acompanhamento em saúde mental, o Ministério da Saúde lançou a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, onde o próprio cidadão pode solicitar o bloqueio das contas em casas de apostas autorizadas, as bets.
Basta acessar o serviço com login gov.br, escolher a opção de exclusão e, com isso, ter automaticamente bloqueadas todas as contas vinculadas ao CPF e o impedimento de abrir novos cadastros, incluindo o bloqueio de recebimento de anúncios.
Essa medida reduz o acesso, minimiza gatilhos e faz parte das estratégias de prevenção à recaída, complementando o atendimento realizado pelo SUS. O site da plataforma também reúne materiais educativos, informações sobre jogo responsável, educação financeira e canais para buscar suporte no sistema público.

O que dizem as autoridades de saúde sobre apostas online?
O Transtorno do Jogo, relacionado à dependência em apostas, é oficialmente reconhecido pela Classificação Internacional de Doenças (CID) e pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM). Segundo a OMS, 1,2% da população adulta pode ser impactada diretamente por esse transtorno, justificando as ações integradas de saúde pública.
As campanhas e instrumentos lançados pelo governo federal buscam não apenas alertar, mas facilitar o acesso ao tratamento e reduzir o estigma associado ao problema.
Mecanismos de prevenção e rede de apoio
Além do serviço de autoexclusão e do atendimento no SUS, a plataforma oficial reúne conteúdos sobre educação financeira, vídeos educativos e cursos para estimular escolhas mais saudáveis.
Materiais informativos ajudam a identificar padrões de risco e permitem que familiares e amigos também participem da prevenção, criando uma rede de apoio fundamental na superação do problema.
Para mais informações sobre alertas, campanhas e outras notícias, continue acompanhando o Alerta Gov.












