O Banco Central acabou com o limite diário de R$ 500 para o Pix por aproximação. A nova regra começa a valer em 1º de outubro de 2026.
Na prática, o usuário passa a poder definir o próprio limite, pedindo aumento ou redução do valor. O Pix por aproximação permite pagar contas apenas encostando o celular ou o relógio digital na maquininha, como acontece com os cartões por aproximação.
Confira, a seguir, o que muda com a nova regra, como usar a modalidade e em quais aparelhos ela funciona.
O que muda no Pix por aproximação a partir de outubro
A mudança está na Instrução Normativa BCB nº 746/2026, do Banco Central, que revoga o teto fixo de R$ 500 por transação para o Pix por aproximação. A norma altera a Instrução Normativa BCB nº 512, de 2024, que fixava esse limite.
No lugar do teto único, os pagamentos por aproximação passam a seguir o limite geral do Pix definido por cada cliente junto ao banco, do mesmo modo que as transferências por chave ou QR Code.
O usuário poderá pedir o aumento ou a redução do limite conforme a sua necessidade. A mudança passa a valer em 1º de outubro de 2026.
O que é o Pix por aproximação
Lançado em 2025, o Pix por aproximação funciona como os cartões de crédito e débito por aproximação: em vez de inserir senha em uma máquina, o cliente apenas encosta o celular ou o relógio digital na maquininha para pagar.
A tecnologia elimina a necessidade de ler QR Code ou digitar dados, o que deixa o pagamento mais rápido. O recurso depende de uma carteira digital ligada à conta do usuário, e o dinheiro sai direto da conta, sem fatura no fim do mês.
Como pagar com o Pix por aproximação

A modalidade dispensa o QR Code e a digitação de dados. Antes do primeiro pagamento, é preciso ativar a função; depois, o uso é rápido. O passo a passo é simples:
- Vincule a sua conta a uma carteira digital, autorizando a ligação na instituição onde tem conta;
- No momento de pagar, escolha a opção de pagamento por Pix;
- Aproxime o celular da maquininha, confira os dados da compra e confirme.
A vinculação da conta é feita apenas uma vez. A partir daí, basta aproximar o aparelho para concluir o pagamento, sem precisar abrir o aplicativo do banco a cada compra, o que torna o processo parecido com o de passar um cartão na maquininha.
Em quais celulares o Pix por aproximação funciona
A função usa a tecnologia NFC, a mesma dos cartões por aproximação, e depende de carteiras digitais que aderiram ao recurso. Hoje, a disponibilidade varia conforme o sistema do aparelho:
- Android: já funciona, por meio de carteiras como o Google Pay e a Samsung Wallet;
- iPhone: ainda não está disponível, porque a Apple não permite que as carteiras digitais atuem como iniciadoras do pagamento, exigência necessária para a modalidade.
Por que o Banco Central mudou a regra
A nova regra dá mais autonomia ao usuário, que passa a controlar o próprio limite em vez de seguir um teto único definido para todos. Com isso, cada pessoa equilibra praticidade e segurança do jeito que preferir.
A mudança também acompanha o avanço do Pix, que se tornou o principal meio de pagamento do país. Só em 2024, o sistema movimentou R$ 35,36 trilhões em transferências e ajudou a incluir milhões de pessoas no sistema financeiro.
Em novembro de 2025, ao completar cinco anos, o Pix já era usado por praticamente toda a população adulta, segundo o Banco Central. Facilitar ainda mais o pagamento por aproximação é visto como um passo para manter esse ritmo de adesão.
Já usa o Pix por aproximação ou ainda paga só com cartão? Vale ficar de olho na novidade e acompanhar o Alerta Gov para não perder nenhuma mudança que mexe no seu bolso.
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