A Anvisa suspendeu nesta terça-feira (2/6) a fabricação, venda, distribuição, importação, armazenamento e divulgação de medicamentos à base de tirzepatida sem registro no Brasil, atingindo consumidores que compraram produtos irregulares de fontes nacionais e internacionais. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a medida visa proteger a saúde pública diante da circulação de itens não autorizados ou manipulados fora das normas legais.
Segundo a Anvisa, a tirzepatida é um princípio ativo indicado apenas com prescrição e sob controle rigoroso. O uso de produtos sem registro afeta especialmente pessoas que buscam medicamentos para diabetes tipo 2 e controle de peso, público que cresceu nos últimos anos conforme dados do Ministério da Saúde.
O posicionamento da Anvisa destaca que a suspensão se aplica a todos os lotes, independentemente da origem, incluindo marcas importadas como Rapha (Tirzepatide/Pyroxidine), Tirzepatide There e Tirzemax, e também a empresas brasileiras de manipulação. Casos de produtos padronizados vendidos sem individualização nem prescrição médica foram determinantes para a ampla restrição vigente.
Para pacientes e profissionais de saúde, a orientação é evitar o uso de qualquer medicamento à base de tirzepatida que não tenha registro nacional e, em caso de dúvidas sobre lotes, consultar as informações oficiais junto à Anvisa.
O que a Anvisa suspendeu em junho de 2026
A Anvisa proibiu, em junho de 2026, a comercialização, fabricação, importação, armazenamento e divulgação de todos os medicamentos baseados em tirzepatida sem registro regularizado no Brasil. Isso inclui produtos industrializados importados, manipulados artesanalmente e itens de laboratório nacional vendidos sem prescrição individualizada.
Segundo decisão publicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a medida abrange medicamentos ofertados como alternativas para emagrecimento e tratamento de diabetes, fabricados ou importados sem comprovação de segurança e eficácia. O foco da suspensão são produtos com tirzepatida cuja procedência, fabricante ou condição de registro não possam ser atestados conforme as normas sanitárias brasileiras.
De acordo com os critérios oficiais, estão vetados todos os remédios de tirzepatida que não passaram pelo processo de registro, notificação ou cadastro na Anvisa, requisito indispensável para garantir que a substância atenda aos parâmetros de qualidade exigidos pelo Ministério da Saúde.

Quais empresas e lotes foram interditados
A suspensão determinada pela Anvisa atinge especificamente todos os lotes dos seguintes medicamentos e empresas:
- Rapha (Tirzepatide/Pyroxidine), em todas as suas versões (40mg/4mg/3ml, 30mg/4mg/3ml e 60mg/6mg/3ml), de origem norte-americana e sem fabricante identificado.
- Tirzepatide There e Tirzemax, ambos de procedência não identificada e sem registro.
- Phito Medicamentos Injetáveis Ltda. (CNPJ: 43.600.988/0001-32): toda a produção de tirzepatida foi suspensa devido à manipulação padronizada em desacordo com normas individuais de prescrição, contrariando o conceito de preparação magistral aceito pela agência reguladora.
Esses produtos foram alvos de interdição porque são vendidos sem a exigência de receita médica individual, não apresentam rastreabilidade de fabricante e infringem os critérios técnicos de segurança. A fiscalização envolve apreensão dos estoques, proibição de divulgação em qualquer plataforma e impedimento imediato de novas importações.
Segundo a Anvisa, o não cumprimento da Resolução 2.238/2026 pode levar à responsabilização das empresas envolvidas por infrações sanitárias, expondo fabricantes e distribuidores a sanções administrativas e criminais.
Motivos e consequências da suspensão dos medicamentos de tirzepatida
A principal razão apontada pela Anvisa para a suspensão foi a ausência de registro, notificação ou cadastro dos medicamentos e a manipulação irregular confirmada em vistorias e monitoramento oficial. A tirzepatida, assim como outras substâncias farmacêuticas de uso controlado, deve passar obrigatoriamente por análise técnica antes da liberação para venda.
Diante dessas irregularidades, ficou proibida qualquer comercialização ou propaganda relacionada aos produtos interditados. Pacientes que já compraram ou utilizam tirzepatida não registrada devem parar o uso imediatamente e procurar orientação médica para avaliação de alternativas seguras e regularização do tratamento.
Segundo o Ministério da Saúde, a automedicação e o consumo de medicamentos sem registro podem oferecer riscos, como reações imprevisíveis e ausência de eficácia comprovada. Eventuais efeitos colaterais ou sintomas atípicos devem ser comunicados ao profissional de saúde de referência ou notificados por meio dos canais oficiais da Anvisa.
O descumprimento das determinações pode resultar em apreensão, multas e eventuais processos civis e criminais para envolvidos na produção ou distribuição dos itens interditados.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta com um profissional de saúde. Em caso de sintomas inesperados, procure atendimento presencial imediatamente.
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Perguntas Frequentes
Quais medicamentos de tirzepatida foram suspensos pela Anvisa?
Todos os medicamentos à base de tirzepatida sem registro regular na Anvisa foram suspensos, incluindo Rapha, Tirzepatide There, Tirzemax e toda a produção da Phito Medicamentos Injetáveis Ltda.
Onde posso consultar se um produto de tirzepatida está liberado?
Você pode conferir a situação de qualquer lote ou fabricante diretamente no site da Anvisa ou consultar a Resolução 2.238/2026 publicada no Diário Oficial da União.
Posso continuar usando tirzepatida já comprada?
Não é recomendado usar tirzepatida de origem, marca ou lote não regularizado. Procure imediatamente orientação médica sobre a substituição ou suspensão do tratamento.
Quais riscos estão associados ao uso irregular de tirzepatida irregular?
O consumo de medicamentos não registrados, ou manipulados fora das normas, pode causar reações adversas inesperadas e ausência de eficácia terapêutica comprovada, segundo o Ministério da Saúde.
Como denunciar a venda irregular de tirzepatida?
Denúncias podem ser feitas nos canais oficiais da Anvisa, por telefone, presencialmente ou pelo site, garantindo o anonimato do denunciante.











