SUS começa a distribuir insulina glargina gratuitamente em 2026 para pacientes com diabetes. A distribuição nacional teve início em junho de 2026 pelo Ministério da Saúde, com previsão de alcançar todas as unidades federativas até o fim de julho.
O medicamento será destinado a crianças e adolescentes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e idosos com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2, conforme avaliação e prescrição médica.
Quem tem direito à insulina glargina gratuita pelo SUS?
Podem retirar a insulina glargina gratuitamente pelo SUS os pacientes de 2 a 18 anos incompletos com diagnóstico de diabetes tipo 1 e todas as pessoas com 70 anos ou mais, portadoras de diabetes tipo 1 ou 2, conforme protocolo clínico do Ministério da Saúde.
Para receber o medicamento, é obrigatória a apresentação de receita médica válida e avaliação pela equipe de saúde da UBS. Pais, responsáveis ou cuidadores também podem solicitar a transição da insulina NPH para glargina quando o paciente já realiza acompanhamento médico na rede pública.
Como e onde retirar a insulina glargina pelo SUS?
O acesso à insulina glargina deve ser feito diretamente na Unidade Básica de Saúde mais próxima da residência do paciente. É necessário levar a receita médica devidamente assinada e carimbada, além de documento de identificação do paciente.
A equipe da UBS realizará a avaliação do quadro clínico, dará orientações sobre a transição do tratamento e entregará, junto ao medicamento, uma caneta reutilizável para aplicação (com validade de três anos) e as agulhas adequadas. Todos os estados devem receber os insumos até o fim de julho de 2026.
Quais são os benefícios da insulina glargina em relação à NPH?
A insulina glargina oferece ação prolongada, permitindo na maioria dos casos apenas uma aplicação diária, ao contrário da insulina NPH, que pode exigir até três doses por dia.
Esse benefício garante maior comodidade ao paciente e à família, além de estabilidade glicêmica, menor risco de hipoglicemias noturnas ou não percebidas e mais segurança para crianças, adolescentes e idosos. Com isso, o SUS proporciona adesão facilitada ao tratamento, reduzindo complicações associadas ao diabetes.
Como funciona a transição da insulina NPH para a glargina pelo SUS?
A transição está sendo feita de forma gradual, seguindo avaliação clínica individualizada por profissionais da equipe multidisciplinar na Atenção Primária à Saúde.
O processo começa com a prescrição médica e o acompanhamento do paciente para avaliação da resposta ao tratamento durante a utilização da insulina glargina. A política integra a produção nacional do medicamento, por meio de acordos de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), com o objetivo de fortalecer o abastecimento das Unidades Básicas de Saúde.
Quais insumos acompanham a distribuição da insulina glargina?
Além da insulina em tubetes, cada paciente elegível recebe uma caneta reutilizável para aplicação, com validade de três anos, além das agulhas necessárias para uso correto.
A orientação sobre armazenamento e aplicação é fornecida por profissionais de saúde, garantindo que o medicamento mantenha sua eficácia durante todo o tratamento. Até meados de junho de 2026, foram mais de 254 mil tubetes e 52.350 canetas distribuídos a 16 estados, com previsão de cobertura nacional até julho.

Por que o SUS optou pela fabricação nacional da insulina glargina?
A produção nacional da insulina glargina é resultado de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), que viabiliza menores custos, maior segurança de abastecimento ao SUS e fomenta a cadeia produtiva brasileira.
Isso reduz a dependência de importação e mantém estoques mais estáveis, beneficiando especialmente quem depende do medicamento para sobreviver. O avanço representa um marco no acesso a terapias modernas para diabetes no país.
Quais instruções acompanham o uso da insulina glargina pelo SUS?
O paciente e seus familiares recebem orientação detalhada sobre a administração, cuidados com a caneta reutilizável e preparo correto, preservando a estabilidade do medicamento.
A equipe de saúde reforça a importância da aderência ao plano terapêutico, monitora possíveis eventos adversos e fornece informações sobre alterações glicêmicas, além de esclarecer dúvidas quanto ao uso e armazenamento correto.
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