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Aneel mantém bandeira amarela em junho: consumidores pagam R$ 1,88 a mais por 100 kWh

Acréscimo continua pelo segundo mês seguido e reflete o uso de usinas térmicas no período seco.

em Notícias
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Homem analisa conta de energia elétrica com expressão preocupada em casa

Confira como a bandeira amarela impacta a conta de luz dos consumidores em junho. Imagem: Alerta Gov

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Por Thais Reis em 01/06/2026 às 08h10

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (29) que a bandeira tarifária seguirá amarela em junho. O acréscimo na conta de luz é de R$ 1,88 a mais por 100 kWh consumidos pelo morador no mês.

A decisão alcança todos os consumidores ligados ao Sistema Interligado Nacional, que cobre quase todo o país. A taxa extra já vinha sendo cobrada em maio e continua pelo segundo mês consecutivo.

Confira a seguir a manutenção do acréscimo, o motivo da decisão e a tabela completa das bandeiras tarifárias em 2026.

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A bandeira amarela continua em junho na conta de luz

A bandeira tarifária é um sinal mensal definido pela Aneel que indica o custo de geração de eletricidade no país.

Criado em 2015, o sistema permite repassar de forma mais rápida ao consumidor a oscilação do preço da energia.

Em junho, a Aneel decidiu manter o mesmo nível de cobrança aplicado em maio. O sinal indica que a geração está em condições menos favoráveis, com necessidade de complementar a oferta de energia por meio de fontes mais caras do que as usinas hidrelétricas.

O que motiva a manutenção do acréscimo

A decisão da agência reguladora está ligada ao período seco do calendário hidrológico. Entre maio e novembro, os reservatórios das usinas hidrelétricas recebem menos chuva e perdem volume com o passar das semanas.

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Os fatores que pesam na escolha da bandeira deste mês são:

  • Menor geração hidrelétrica em razão do período seco no país
  • Acionamento de usinas termelétricas, com custo de produção mais elevado
  • Reavaliação mensal do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS)

As termelétricas usam combustíveis como gás natural, carvão e óleo para gerar energia, o que sai mais caro do que aproveitar a água dos rios.

Quando o sistema precisa acioná-las em maior escala, parte desse custo entra na conta do consumidor pelo mecanismo das bandeiras.

O comparativo das bandeiras tarifárias em 2026

O sistema atual tem quatro cores, cada uma com regra própria de cobrança. Os valores válidos para todo o ciclo de 2026 foram definidos pela Aneel em abril, ao fim do período úmido.

A tabela vigente é a seguinte:

  • Bandeira verde: sem acréscimo, em meses com geração favorável
  • Bandeira amarela: acréscimo de R$ 1,88 por 100 kWh, como em junho
  • Bandeira vermelha, patamar 1: acréscimo de R$ 4,46 por 100 kWh
  • Bandeira vermelha, patamar 2: acréscimo de R$ 7,87 por 100 kWh, o mais caro

De janeiro a abril deste ano, a bandeira vigente foi a verde, sem cobrança extra. Maio foi o primeiro mês de 2026 com o acréscimo da bandeira amarela, e o sinal se mantém em junho.

A Aneel reavalia a situação mês a mês, com base no volume dos reservatórios e na previsão de geração para as semanas seguintes.

O acumulado da bandeira amarela na conta do mês

Para entender o peso real da bandeira amarela no orçamento, vale comparar o acréscimo ao consumo médio de cada lar. O valor de R$ 1,88 é cobrado a cada 100 kWh, e o impacto cresce de forma proporcional ao consumo da casa.

Os impactos típicos no mês são:

  • Casa com consumo de 150 kWh: acréscimo de cerca de R$ 2,82
  • Consumo de 200 kWh, perfil médio de uma família pequena: cerca de R$ 3,76
  • Consumo de 300 kWh, perfil de famílias maiores: cerca de R$ 5,64
  • Consumo de 500 kWh, residências com mais aparelhos ligados: cerca de R$ 9,40

Os valores são apenas o acréscimo da bandeira e somam-se à tarifa normal cobrada pela distribuidora de cada região.

Quem está na Tarifa Social, voltada a famílias de baixa renda, segue com regras próprias de desconto, em geral menos sensíveis ao impacto das bandeiras vermelhas e amarelas.

Dicas para reduzir o impacto no consumo de junho

Mesmo com a tabela definida pela Aneel, há margem para o morador diminuir a conta do mês. Pequenas mudanças de rotina e na forma de uso dos aparelhos costumam render economia visível já no fechamento do ciclo seguinte.

Mulher troca lâmpada incandescente por modelo de LED em luminária do teto
Saiba como economizar energia em casa e diminuir o valor da fatura mensal. Imagem: iStock

Algumas atitudes ajudam a segurar a conta:

  • Trocar lâmpadas antigas por modelos de LED, que consomem até 80% menos
  • Ajustar a temperatura do chuveiro para a posição morna nos dias menos frios
  • Esperar a máquina de lavar ficar cheia antes de cada uso, em vez de várias lavagens parciais
  • Desligar o stand-by de TVs e aparelhos eletrônicos quando não estiverem em uso
  • Aproveitar a luz natural durante o dia, abrindo cortinas e persianas pela manhã

Eletrodomésticos com selo Procel mais econômico, na classificação A, consomem bem menos do que modelos antigos.

Vale comparar o consumo médio do equipamento na hora da compra, especialmente em chuveiros elétricos, ferros de passar, ar-condicionado e geladeira, que respondem pela maior fatia do consumo doméstico de energia.

A próxima decisão da Aneel pode mudar o cenário para julho. Acompanhe o portal Alerta Gov e descubra antes a cor da bandeira do próximo mês.

Tags: acréscimo energia elétricabandeira amarela conta de luzbandeira tarifária junho 2026valor conta de luz junho
Thais Reis

Thais Reis

Graduada em Pedagogia. Redatora especialista em Benefícios Sociais e Direitos do Cidadão do grupo Sena Online.

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