Quem tirou o novo documento de identidade ainda não conhece todos os benefícios da Carteira de Identidade Nacional (CIN). Desde 2025, milhões de brasileiros usam a CIN para ter uma identificação mais segura, rápida em emergências e prática para comprovar dados. Pessoas a partir de 16 anos, trabalhadores formais e informais, candidatos a concursos e os beneficiários sociais podem centralizar suas informações em um único documento. Confira quem pode solicitar, quais dados incluir e como a CIN protege seus direitos no dia a dia.
O que é a Carteira de Identidade Nacional e suas vantagens
A Carteira de Identidade Nacional (CIN) substitui o RG antigo, oferecendo um número único de identificação válido em todo o Brasil. Disponível em versão física e digital, a CIN usa tecnologias como QR Code para evitar fraudes e facilitar o reconhecimento em órgãos públicos e empresas. É possível incluir dados como tipo sanguíneo, doação de órgãos, CNH, título de eleitor, cartão SUS e carteira de trabalho. Integrada ao GOV.BR, a CIN simplifica o acesso a serviços digitais, como consulta a benefícios, inscrição em concursos e atualização do Cadastro Único.
Quem pode solicitar e como funciona a inclusão de dados
Qualquer cidadão brasileiro com mais de 16 anos pode solicitar a nova CIN, tanto para primeiro registro quanto para segunda via, inclusive menores com representação legal. A emissão é feita em postos de identificação de todos os estados e no Distrito Federal. Ao pedir o documento, é possível incluir dados opcionais para facilitar atendimento em emergências, serviços hospitalares, e comprovação de direitos sociais, mediante apresentação dos documentos originais. A partir de 1º de maio de 2026, quem não possui registro biométrico precisará emitir a CIN para novos pedidos de benefícios. A CIN integra tecnologia biométrica, garantindo maior segurança e agilidade na identificação do cidadão.
Documentos exigidos para emitir ou atualizar a CIN
Para emitir ou atualizar a CIN, é preciso apresentar documento que comprove a nacionalidade (certidão de nascimento ou casamento) e o CPF, que será o número da nova identidade. Dados adicionais como CNH, título eleitoral, CDI, carteira de trabalho e cartão SUS podem ser integrados mediante apresentação dos originais atualizados. Tipo sanguíneo e doação de órgãos exigem comprovação formal, como laudo laboratorial e consentimento assinado.
- Certidão de nascimento ou casamento (original)
- CPF regularizado
- Comprovantes dos dados adicionais (CNH, título de eleitor, CDI, carteira de trabalho, cartão SUS)
- Comprovante de endereço atualizado (dependendo do estado)
- Foto recente (em alguns postos o registro é feito na hora)
Dúvidas específicas devem ser consultadas no órgão emissor local, pois exigências podem variar.

Como solicitar a CIN e inserir informações
O primeiro passo é ir a um posto de identificação civil estadual, como Departamento de Identificação, Poupatempo ou Vapt Vupt. Lá, o requerente preenche o formulário e entrega os documentos exigidos. Quem quiser incluir dados extras deve levar os originais na hora, pois não é possível adicionar informações depois online. Após coletar biometria e assinatura, o órgão inicia a confecção da carteira física. Com o documento pronto, é possível baixar a versão digital no app GOV.BR para ter a identidade no celular.
- Reunir documentos obrigatórios e complementares
- Agendar ou comparecer ao posto autorizado
- Realizar coleta de dados e biometria
- Solicitar inclusão dos campos desejados (tipo sanguíneo, doador de órgãos, etc.)
- Aguardar confecção e retirar o documento físico
- Ao receber, registrar a versão digital pelo aplicativo GOV.BR
O andamento pode ser acompanhado no site do órgão emissor ou pelo serviço digital estadual.
Prazos, custos e calendário de entrega
A emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN) é, em regra, gratuita para a primeira via. Para a segunda via, podem ser cobradas taxas estaduais, que variam conforme o local. O prazo médio de confecção da carteira costuma variar entre 7 e 20 dias úteis, dependendo do volume de demanda e da logística de cada estado.
Em situações emergenciais, como furto, roubo ou perda do documento, geralmente é possível solicitar a emissão prioritária mediante a apresentação do boletim de ocorrência. Não existe um calendário nacional para a entrega das carteiras; cada unidade federativa define seus próprios períodos para entrega agendada ou para retirada por ordem de chegada.
Além disso, a validade da nova carteira varia conforme a idade do titular: 5 anos para crianças de até 12 anos; 10 anos para pessoas entre 12 e 60 anos; e validade indeterminada para idosos acima de 60 anos.
O que fazer se houver problemas na solicitação ou dados incompletos
Se a CIN for entregue com erro ou sem as informações desejadas, procure imediatamente o posto de atendimento onde realizou a solicitação para abertura de requerimento de correção. O atendimento também pode ocorrer via canais digitais dos órgãos estaduais, mas, em geral, a presença física é obrigatória para conferência documental. Caso o pedido seja negado, é possível questionar o indeferimento apresentando documentação complementar ou, se necessário, solicitando orientação em ouvidorias estaduais e federais.
Acesse agora gov.br/identidade para agendar a emissão da sua CIN gratuitamente ou verifique o posto de identificação mais próximo no site da Secretaria de Segurança Pública do seu estado.
Perguntas Frequentes
É possível solicitar ou atualizar a CIN totalmente online?
Por enquanto, a solicitação inicial exige comparecimento presencial para coleta biométrica e apresentação dos documentos. A versão digital pode ser obtida após o recebimento físico.
Quais informações realmente constam fisicamente na CIN?
Constam na carteira impressa o nome, filiação, número do documento (CPF), foto, QR Code e dados opcionais incluídos no ato da emissão, conforme comprovação.
A CIN substitui todos os outros documentos?
A CIN serve como identificação principal, mas originais de CNH, carteira de trabalho e cartão SUS ainda podem ser exigidos em situações específicas.
Qual a validade da nova CIN?
O prazo varia conforme a idade do titular: geralmente, 10 anos para pessoas até 60 anos e validade indeterminada acima dessa faixa etária. Consulte o órgão emissor para confirmar.
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