A proporção de empreendedores com Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) atingiu 35,0% no Brasil em 2025, o maior índice desde 2012, quando a série histórica começou. O grupo reúne empregadores e trabalhadores por conta própria.
O registro tem efeito direto na proteção social, pois quem tem CNPJ contribui para a Previdência. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quarta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Dados sobre empreendedores com CNPJ e proteção previdenciária
Em 2025, o conjunto de empregadores e trabalhadores por conta própria somava 30,6 milhões de pessoas, e 35,0% deles tinham CNPJ. Em 2012, a taxa era de 24,0%, o que representa alta de 11 pontos percentuais. Nos dois anos anteriores, ficou em 33,6% (2024) e 33,0% (2023).
🔔 Fique por dentro dos seus direitos — grupos gratuitos no WhatsApp
Benefícios, INSS, concursos e alertas do governo avisados na hora, sem pagar nada.
RECEBER ALERTAS →O maior avanço ocorreu entre os trabalhadores por conta própria, cuja proporção com CNPJ passou de 15,0% para 27,1%. Entre os empregadores, a taxa subiu de 75,6% para 81,1%, mantendo-se em nível alto e relativamente estável.
Como o CNPJ implica contribuição à Previdência, a alta do registro reforça a proteção social desse grupo.
Nível de instrução pesa na formalização
A escolaridade acompanha o registro no CNPJ, tanto entre quem trabalha por conta própria quanto entre empregadores.
Entre os trabalhadores por conta própria com ensino superior, a taxa de 50,8% foi a primeira da série a ultrapassar os 50%. Entre os que não tinham instrução ou possuíam o fundamental incompleto, o índice ficou em 11,1%. Já entre os empregadores com ensino superior completo, 91,8% tinham CNPJ.
Comércio e Serviços concentram os empreendedores
O setor de Serviços reunia 14,0 milhões de empregadores e trabalhadores por conta própria em 2025, ou 45,7% do total.
Em segundo vinha o Comércio, que inclui a reparação de veículos automotores e motocicletas, com 6,4 milhões de pessoas (20,9%). Juntos, os dois grupos respondem por cerca de dois terços desse público. Construção (12,8%), Agricultura (12,0%) e Indústria geral (8,5%) completam o quadro.
No Comércio, 49,8% dos empreendedores tinham CNPJ, pouco menos da metade do setor. Nos Serviços, a taxa foi de 40,3%.

Construção e Agricultura têm os menores índices
A Construção tinha 18,8% de cobertura em 2025, e a Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, 8,6%.
Mesmo assim, todos os setores ampliaram a base formal desde 2012. Na Construção, a taxa saltou de 6,9% para 18,8%, e nos Serviços, de 31,6% para 40,3%.
Mulheres têm taxa de formalização maior que a dos homens
Desde o início da série, as mulheres têm taxa de CNPJ superior à dos homens. Em 2025, foram 36,7% para elas e 34,2% para eles. Em 2024, os índices eram de 35,2% e 32,7%, respectivamente.
A diferença aparece nos dois grupos. Entre os trabalhadores por conta própria, 29,3% das mulheres e 25,9% dos homens tinham CNPJ, o maior valor da série para ambos. Entre os empregadores, os índices foram de 85,8% e 79,0%.
Sul lidera e Norte e Nordeste ficam atrás
O Sul lidera a formalização, com 46,7% em 2025. Centro-Oeste e Sudeste vêm logo atrás, ambos com 41,6%. Norte e Nordeste têm os menores percentuais, de 15,6% e 20,1%, respectivamente.
Nos recortes por categoria, o padrão se repete. No Sul, 37,4% dos trabalhadores por conta própria e 88,9% dos empregadores tinham CNPJ. No Norte, os números foram de 9,7% e 57,7%.
Ocupação atinge o nível mais alto já medido pela pesquisa
O nível de ocupação foi de 59,1% em 2025, o mais alto que a pesquisa já registrou. Havia 103,0 milhões de pessoas trabalhando, 1,7% a mais que em 2024, enquanto a população em idade de trabalhar avançou 0,8% e chegou a 174,1 milhões.
Outros indicadores da pesquisa
A Pnad Contínua também mediu a participação em cooperativas e sindicatos. Entre os empregadores e trabalhadores por conta própria, 4,7% (1,4 milhão de pessoas) eram associados a cooperativas de trabalho ou produção. A taxa de sindicalização ficou estável em 8,8% (9,1 milhões de pessoas), ante 8,9% em 2024.
Para ficar de olho nos levantamentos do IBGE, continue acessando o portal Alerta Gov.












