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Ministério do Trabalho mapeia 17 profissões que terão regras específicas no fim da escala 6×1

Categorias com plantões, contratos especiais e leis próprias precisarão de ajustes à parte para se adaptar às duas folgas por semana

em Notícias
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O Ministério do Trabalho mapeou 17 profissões que precisarão de regras próprias para se adaptar ao fim da escala 6x1. Imagem: Alerta Gov

O Ministério do Trabalho mapeou 17 profissões que precisarão de regras próprias para se adaptar ao fim da escala 6x1. Imagem: Alerta Gov

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Por Luiza Pereira em 03/07/2026 às 15h57

O Ministério do Trabalho identificou 17 atividades profissionais que precisarão de regras próprias para se encaixar no fim da escala 6×1.

O mapeamento se justifica porque essas categorias têm rotinas ou leis específicas, como plantões, contratos especiais e trabalho em fins de semana, e não se ajustam facilmente ao novo modelo de dois dias de descanso.

Confira, a seguir, o que muda com o fim da escala 6×1, quais tipos de profissão entram nessa lista e em que pé está a proposta no Congresso.

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As 17 atividades que terão regras específicas

Nem toda profissão vai se adaptar ao fim da escala 6×1 do mesmo jeito. O Ministério do Trabalho separou 17 atividades que precisarão de um tratamento à parte, porque cada uma já organiza a jornada de um jeito próprio, seja por uma lei específica, seja por regras da CLT feitas para a sua rotina. As atividades foram divididas em dois grupos.

O primeiro grupo reúne as categorias que têm legislação especial, ou seja, uma lei própria que já define como o trabalho é feito:

  • Radialista;
  • Atleta profissional;
  • Mãe social, que atua em casas de acolhimento;
  • Comerciário;
  • Trabalhador doméstico;
  • Aeronauta;
  • Vigilante;
  • Trabalhador avulso;
  • Trabalhador rural;
  • Trabalhador em turnos de revezamento.

O segundo grupo é o das categorias cuja jornada já está prevista na CLT, com regras próprias de horário e descanso:

  • Telefonia e telemarketing;
  • Trabalhador de mina de subsolo;
  • Motoristas;
  • Jornalista;
  • Trabalho da mulher, quanto ao descanso aos domingos;
  • Menores de 18 anos, com veto à prorrogação da jornada;
  • Quem trabalha na escala 12×36.

Na prática, essas profissões poderão manter escalas diferenciadas, desde que respeitem os limites da nova regra e garantam, na média do mês, os dois dias de folga. Como cada categoria tem uma lei ou uma rotina própria, os ajustes serão feitos caso a caso, por meio de leis específicas e de acordos coletivos, e não por uma regra única para todos.

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O que muda com o fim da escala 6×1

Trabalhadores de várias profissões diante de uma prancheta com o mapeamento das 17 atividades com regras específicas no fim da escala 6x1, no Ministério do Trabalho
O fim da escala 6×1 reduz a jornada para 40 horas semanais e garante duas folgas por semana, sem corte de salário. Imagem: Alerta Gov

Hoje, a escala 6×1 permite que o trabalhador atue seis dias e folgue apenas um. A proposta em discussão troca esse modelo por uma lógica de cinco dias de trabalho e dois de descanso, com jornada máxima de 40 horas por semana e sem redução de salário.

O ponto que mais afeta as profissões é o repouso semanal, que passa de um para dois dias, sendo um deles preferencialmente aos domingos. É justamente essa mudança que exige um olhar caso a caso para atividades que não podem parar nos fins de semana.

A discussão mexe com muita gente. Segundo dados citados pelo governo, cerca de 14 milhões de brasileiros trabalham hoje na escala 6×1, e milhões de outros cumprem jornadas acima de 40 horas por semana. São, em boa parte, trabalhadores do comércio, de serviços e da indústria.

Por que essas categorias precisam de tratamento à parte

O motivo é que muitas dessas atividades funcionam em regime contínuo ou já têm a jornada organizada por leis próprias. Um hospital, uma empresa de segurança ou o transporte de passageiros não podem simplesmente fechar aos sábados e domingos.

Por isso, o texto prevê que convenções e acordos coletivos possam criar formas de compensação. As folgas poderiam ser acumuladas e tiradas em outro momento do mês, garantindo que o trabalhador tenha, no total, os dois descansos semanais a que passaria a ter direito.

A proposta já virou lei? Veja o andamento

A mudança tramita como uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e já foi aprovada na Câmara dos Deputados, com a redução da jornada em duas etapas: primeiro para 42 horas semanais e, depois de 12 meses, para 40 horas. Para virar regra definitiva, ainda precisa passar pelo Senado.

Enquanto isso, o Ministério do Trabalho segue detalhando como cada categoria vai se adaptar. Os setores afetados já estudam alternativas para lidar com o aumento do custo de pessoal, caso a proposta seja confirmada. Vale lembrar que o texto não se aplica a servidores públicos, que têm regras próprias.

O texto aprovado também traz uma transição escalonada e regras de adaptação para contratos terceirizados na administração pública, além de tratamento diferenciado para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte, que devem ganhar condições próprias para se ajustar sem cortar empregos.

A reforma na jornada promete mexer com a rotina de milhões de trabalhadores, e cada profissão pode sentir o impacto de um jeito. Acompanhe o Alerta Gov e fique por dentro de cada etapa dessa mudança e do que ela representa para o seu trabalho.

Para mais informações, acesse o vídeo a seguir:

Tags: fim da escala 6x1profissões afetadas 6x1profissões com regras específicas escala 6x1
Luiza Pereira

Luiza Pereira

Graduanda em Pedagogia pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Redatora do grupo Sena Online.

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