A Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou, no dia 17 de junho de 2026, um projeto que propõe a proibição da obrigatoriedade da vacinação contra a covid-19 para os cidadãos, medida que pode impactar diretamente as políticas de saúde pública em todo o país. Continue lendo para saber mais detalhes.
Surgimento do projeto
A sugestão legislativa SUG 3/2022 surgiu a partir de uma demanda popular registrada no portal e-Cidadania, originada durante a pandemia de covid-19. O projeto foi apresentado por um cidadão do Ceará e ganhou força ao alcançar mais de 20 mil apoios, o que permitiu sua formalização e o início da tramitação no Senado Federal.
A tramitação do projeto começou após o cumprimento do requisito mínimo de apoios e a obtenção de parecer favorável do relator, senador Marcio Bittar (PL-AC).
O que propõe o projeto?
O texto aprovado propõe que pessoas não sejam obrigadas a tomar a vacina contra covid-19, garantindo o direito à objeção de consciência e à integridade física, conforme destacado no relatório do senador Marcio Bittar e lido na sessão pelo senador Jaime Bagattoli (PL-RO).
De acordo com o parecer, a iniciativa busca formalizar uma proteção permanente da liberdade individual. Não há menção a penalidades para quem optar por não se vacinar, mas a proposta barra qualquer exigência geral de vacinação obrigatória no futuro.
Medidas permitidas pela legislação brasileira
Mesmo sem a aplicação compulsória, a legislação brasileira permite, segundo a Lei nº 13.979/2020, medidas como exigência de certificado de vacinação em contextos específicos, prática que tem sido adotada de forma local durante a pandemia.
Como funciona a tramitação de sugestões legislativas no Senado
Ideias legislativas enviadas por cidadãos podem se transformar em projetos de lei, caso recebam pelo menos 20 mil apoios no portal e-Cidadania em até quatro meses ou se adotadas por algum senador.
A partir do recebimento, a proposta é analisada por comissões temáticas como a de Direitos Humanos, que decide se a pauta deve tramitar no Senado. Em caso de parecer favorável, como neste projeto, a matéria segue para exame mais detalhado pelas demais instâncias do Legislativo.

Declarações e fundamentação dos parlamentares
No relatório, lido publicamente durante a sessão, o senador Jaime Bagattoli ressaltou que a medida remete ao princípio constitucional da liberdade individual e ao direito à objeção de consciência, destacando que atualmente não existe regra federal de vacinação obrigatória para covid-19 no Brasil.
O texto também cita a importância de manter garantias em relação à integridade física dos cidadãos frente a eventuais exigências futuras.
Impactos e próximos passos legislativos
Até o momento, o projeto não altera práticas já consolidadas, pois não há obrigatoriedade vigente no âmbito federal.
Caso avance, pode restringir a criação de políticas futuras que exijam vacinação compulsória contra a covid-19 em escolas, ambientes de trabalho ou serviços públicos – tema que já gerou discussões em diferentes estados e municípios.
O texto segue agora para deliberação das demais comissões do Senado, etapa necessária antes de eventual votação em plenário. Ainda não há data definida para a próxima análise.
Aproveite para assistir ao vídeo abaixo e conheça outro projeto que está em tramitação no Senado Federal:
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