Influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa nesta quinta-feira, 21 de maio de 2026, em Barueri, na Grande São Paulo, durante uma operação da Polícia Civil de São Paulo com apoio do Ministério Público. A ação investiga suspeitas de lavagem de dinheiro associadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
A Operação Vérnix resultou em seis prisões preventivas e no bloqueio de mais de R$ 327 milhões em bens e contas bancárias. Também foram apreendidos 17 veículos de luxo e quatro imóveis ligados aos investigados.
Segundo a Polícia Civil, o esquema financeiro investigado teria ligação com integrantes da cúpula do PCC, organização liderada por Marco Herbas Camacho, conhecido como Marcola, atualmente preso na Penitenciária Federal de Brasília.
As investigações apontam movimentações financeiras no Brasil e no exterior, incluindo suspeitos inseridos na lista vermelha da Interpol. Mandados também foram cumpridos na Itália, Espanha e Bolívia, com apoio da Polícia Federal e cooperação internacional do Ministério Público.
O que motivou a investigação
De acordo com os investigadores, a apuração analisa contratos, movimentações bancárias e possíveis vínculos entre empresas utilizadas no esquema e integrantes da facção criminosa. A suspeita é de que recursos ilícitos tenham sido ocultados por meio de operações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada dos envolvidos.
Até o momento, Deolane é tratada oficialmente como investigada. Não há condenação definitiva no processo.

Histórico de investigações envolvendo Deolane
Esta não é a primeira vez que a influenciadora se torna alvo de operações policiais. Em setembro de 2024, ela chegou a ser presa em Recife durante a Operação Integration, que investigava suspeitas de lavagem de dinheiro e exploração de jogos ilegais.
Na época, a defesa negou irregularidades e afirmou que a empresária não mantinha ligação com organizações criminosas.
Defesa se manifesta
A defesa de Deolane Bezerra declarou que a influenciadora é inocente e contestou as acusações apresentadas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo.
Segundo os advogados, não existem provas concretas que demonstrem participação da influenciadora em atividades ligadas ao PCC.
Veja mais detalhes da operação no vídeo abaixo:
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