A Polícia Federal executou, em 20 de maio de 2026, dez mandados de busca e apreensão relacionados ao desvio de merenda escolar em municípios do Piauí, afetando recursos essenciais destinados à alimentação de estudantes. O valor total dos recursos públicos desviados já ultrapassa R$ 1 milhão, conforme a investigação.
A ação, nomeada Operação Limos, foi deflagrada com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e teve como foco principal o município de São Raimundo Nonato, atingindo também Teresina e Picos, segundo nota oficial.
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região expediu as ordens judiciais, condicionando o cumprimento às provas coletadas durante investigação sobre supostas fraudes em licitações que envolvem agentes públicos, políticos e empresários locais.
A apuração inicial revela direcionamento ilícito em processos licitatórios para fornecimento de merenda escolar, incluindo cláusulas restritivas e coordenação entre empresas para limitar a concorrência, o que resultou na contratação irregular de uma fornecedora específica.
Detalhes da operação da Polícia Federal
De acordo com a Polícia Federal, os dez mandados de busca e apreensão da Operação Limos foram executados simultaneamente nas cidades de Teresina, São Raimundo Nonato e Picos. A investigação aponta envolvimento de agentes públicos, empresários e políticos em fraudes nos contratos de merenda escolar.
Sob suspeita, o grupo teria operado mecanismos para beneficiar uma empresa específica, dificultando a livre competição ao incluir cláusulas restritivas indevidas nos editais. A investigação também identificou a movimentação dos valores desviados por meio de contas de terceiros, prática destinada a ocultar a origem e o destino dos recursos, bem como a facilitar o pagamento de propinas.
A CGU atuou em conjunto na análise dos contratos, reforçando a identificação das irregularidades. Conforme o comunicado oficial, os investigados ainda não se manifestaram publicamente. A reportagem tentou contato com a defesa, que não se manifestou até o fechamento desta edição.

Impacto financeiro do desvio de merenda escolar
O prejuízo confirmado aos cofres públicos ultrapassa R$ 1 milhão. A quantia corresponde ao montante movimentado em contratos analisados desde o início do esquema, que teria início em 2025, conforme relatório apresentado pela Polícia Federal.
Segundo as autoridades, o impacto recai diretamente sobre escolas municipais, prejudicando o acesso regular à alimentação escolar dos estudantes beneficiados pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar.
O caso se enquadra nas investigações sobre corrupção, peculato (art. 312 do Código Penal, apropriação ou desvio de bem público), frustração do caráter competitivo da licitação (art. 337-F), associação criminosa (art. 288), além de corrupção ativa e passiva (arts. 317 e 333) e lavagem de dinheiro (art. 1º da Lei nº 9.613/98).
Os envolvidos permanecem com condição de investigados, sem decisão de trânsito em julgado. O processo seguirá para análise do Ministério Público Federal, que poderá oferecer denúncia conforme a materialidade apurada.
Para acompanhar as atualizações sobre o combate a crimes nos serviços públicos e as ações da Polícia Federal, acesse o portal Alerta Gov e mantenha-se sempre informado.
Perguntas Frequentes
Quais cidades foram alvo da Operação Limos?
Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos municípios de Teresina, São Raimundo Nonato e Picos, todos no Piauí.
Qual é o valor estimado do desvio na merenda escolar?
O prejuízo identificado supera R$ 1 milhão, segundo informações repassadas pela Polícia Federal e CGU.
Quais crimes estão sendo investigados?
Os suspeitos poderão responder por peculato, frustração do caráter competitivo da licitação, associação criminosa, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.
O que pode acontecer com os investigados?
Se houver denúncia e condenação, os acusados poderão cumprir pena que varia conforme as imputações, podendo chegar a mais de 12 anos, além de multa e perda da função pública.
Como as escolas e alunos foram impactados?
O fornecimento da merenda escolar foi prejudicado, afetando estudantes das redes municipais diretamente dependentes do programa de alimentação escolar.












