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Comissão aprova piso de R$ 5.130,63 para professores da educação básica; medida pode beneficiar 2 milhões de docentes

Texto aprovado em comissão reacende expectativa sobre impacto direto nos salários e próximos passos da proposta no Congresso.

em Decisões Quentes
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Professora segura livros didáticos em sala de aula com alunos uniformizados

Confira como a comissão aprovou o piso de R$ 5.130,63 para professores da educação básica. Imagem: Alerta Gov

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Por Thais Reis em 20/05/2026 às 10h30

Uma comissão do Congresso Nacional aprovou nesta terça-feira (19) o novo piso salarial dos professores da educação básica, fixado em R$ 5.130,63 para jornada de 40 horas semanais.

A medida pode beneficiar cerca de 2 milhões de docentes das redes públicas e cria uma nova fórmula de reajuste anual com promessa de maior previsibilidade para estados e municípios.

Confira quem será impactado, o que muda no cálculo do piso e quais etapas ainda faltam para a proposta entrar em vigor.

A aprovação na comissão do Congresso Nacional

A votação aconteceu pela presença de senadores e deputados que compõem a comissão mista responsável pela análise da Medida Provisória 1.334/2026, com aprovação do relatório pelas bancadas presentes na sessão.

Os principais nomes pela aprovação do parecer foram:

  • Senadora Professora Dorinha Seabra pela relatoria do parecer técnico
  • Deputado Idilvan Alencar pela presidência da comissão mista responsável
  • Senadora Teresa Leitão pela vice-presidência do colegiado bicameral
  • Bancadas dos partidos da base e da oposição pelo apoio à proposta

O presidente do colegiado classificou a pauta como apartidária pelo discurso na sessão. Idilvan Alencar afirmou que valorizar o professor é um dever do parlamentar pelo cargo eletivo, com expectativa pela aprovação rápida do texto pelos plenários da Câmara e do Senado.

A diferença entre a regra antiga e a nova fórmula de cálculo

O cálculo anterior do reajuste anual usava apenas a variação do Valor Anual por Aluno do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) dos dois anos anteriores.

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A regra gerava oscilações imprevisíveis pelo planejamento financeiro dos estados e municípios, segundo o governo federal, com distorções pelo orçamento das redes públicas pelo país.

As principais mudanças pela nova fórmula são:

  • Variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior pela inflação medida oficialmente
  • Soma de 50% da média de crescimento das receitas do Fundeb pelos cinco anos
  • Piso mínimo do reajuste sempre acima da inflação pelo período avaliado
  • Teto máximo limitado pela variação das receitas do fundo pelos dois anos

Pelo modelo anterior, o reajuste de 2026 ficaria em apenas 0,37% pelos profissionais. A inflação medida pelo índice oficial do ano passado foi de 3,9%, o que provocaria perda real pelo poder de compra do trabalhador pelo período, com reação imediata das entidades representativas pela mobilização pela mudança da regra.

Quem é beneficiado pelo novo piso e quem entra na regra

A medida atinge diretamente os profissionais do magistério público da educação básica em todo o território nacional.

O alcance da norma inclui os professores das redes municipais, estaduais e do Distrito Federal pelos diferentes níveis de ensino atendidos pelas escolas mantidas pelo poder público.

Os profissionais beneficiados pela norma incluem:

  • Professores efetivos das redes municipais pelo concurso público pela carreira
  • Docentes estaduais pela rede pública pelo regime estatutário pelo cargo
  • Professores temporários pela ampliação expressa incluída pelo relatório final
  • Educadores da educação infantil, fundamental e do ensino médio pela rede
Visão geral do plenário da Câmara dos Deputados
Veja como a aprovação do novo piso dos professores segue pendente para a votação nos plenários. Imagem: Agência Brasil

Ainda pendente para a votação nos plenários

A aprovação pela comissão mista é apenas a primeira etapa do trâmite legislativo. A medida provisória precisa agora passar pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal antes do dia 1º de junho, prazo final para o encerramento da validade do texto pelo Congresso Nacional.

Os próximos passos da tramitação são:

  • Votação pelo Plenário da Câmara dos Deputados nas próximas semanas
  • Análise pelo Plenário do Senado Federal, pela segunda casa legislativa
  • Sanção presidencial pelo Palácio do Planalto pelo Poder Executivo
  • Conversão em lei pela publicação no Diário Oficial da União

O impacto financeiro estimado da medida pelos cofres públicos

O governo federal estima o impacto da nova regra em R$ 6,4 bilhões pelo orçamento de 2026. O valor deve ser absorvido pelo crescimento das próprias receitas do Fundeb pelo período, segundo o cálculo apresentado pelos representantes do Ministério da Educação nas audiências da comissão.

As fontes de financiamento da medida pelo país são:

  • Recursos próprios do Fundeb pelas contribuições de estados e municípios
  • Complementação da União pela parcela federal definida pela legislação
  • Crescimento natural das receitas do fundo pelos anos seguintes
  • Eventual aumento pela ampliação da base de recursos pela arrecadação

A medida já está em vigor desde janeiro deste ano pelo decreto que publicou a MP. Os estados e municípios já aplicaram o piso de R$ 5.130,63 pelo início do ano, mas a aprovação pelo Congresso é necessária para que o novo critério de cálculo passe a ter força de lei permanente.

Continue acompanhando diariamente o portal Alerta Gov e fique por dentro de todas as atualizações sobre piso dos professores.

Tags: aumento salário professoresnovo piso educação básicareajuste salarial docentes
Thais Reis

Thais Reis

Graduada em Pedagogia. Redatora especialista em Benefícios Sociais e Direitos do Cidadão do grupo Sena Online.

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