O Ministério da Saúde iniciou em maio de 2026 uma campanha de vacinação contra o sarampo direcionada a brasileiros que planejam viajar para acompanhar a Copa do Mundo. A medida visa proteger pessoas de todas as idades que estarão expostas ao aumento dos casos da doença nos países-sede do evento esportivo.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 70% das notificações do sarampo nas Américas concentram-se nos Estados Unidos, México e Canadá, locais onde ocorrerão os jogos. O órgão alerta para o risco de transmissão elevada em ambientes de grandes aglomerações internacionais, reforçando a importância da proteção vacinal.
De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e não é necessário apresentar passagem comprada ou comprovar viagem para receber o imunizante. Crianças, adolescentes e adultos podem se vacinar, conforme faixas etárias específicas.
O Brasil, que já havia eliminado a transmissão endêmica do vírus, registrou em 2025 38 casos importados após deslocamentos para a América do Norte, reforçando a necessidade do reforço vacinal antes de viagens ao exterior.
Importância da vacinação contra o sarampo antes da Copa de 2026
O fluxo intenso de turistas e a concentração de pessoas durante eventos esportivos internacionais aumentam significativamente o risco de disseminação de doenças infecciosas como o sarampo. A vacinação, além de proteger quem viaja, contribui para impedir que o vírus retorne ao Brasil e circule em território nacional.
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo contato com secreções de pessoas infectadas. Suas complicações podem incluir pneumonia, encefalite (inflamação no cérebro) e, em casos graves, levar ao óbito, principalmente em crianças pequenas e pessoas com imunidade comprometida.
Dados apresentados pela OMS indicam que os países anfitriões da Copa do Mundo de 2026 estão entre os mais afetados por surtos recentes na região. A vacinação em massa é a recomendação global diante desse cenário.

Como obter a vacina gratuita pelo SUS
A vacina contra o sarampo está disponível sem custo em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do país, por meio do Programa Nacional de Imunizações do SUS. Para receber a dose, basta apresentar documento de identificação e, se possível, a caderneta de vacinação, para atualização do calendário vacinal.
Pessoas que não têm registro de vacinação anterior ou que não lembram as datas exatas também podem se imunizar. Não há restrição quanto à obrigatoriedade de viagem; o acesso ao serviço é universal para todas as faixas etárias preconizadas pelo Ministério da Saúde.
O atendimento nas UBS segue o horário de funcionamento das unidades de saúde locais. Algumas cidades podem organizar ações específicas ou mutirões de vacinação em polos de grande circulação, conforme diretrizes municipais.
Quem deve se vacinar e quando
Crianças de 6 a 11 meses de idade devem receber a chamada “dose zero” antes da viagem ou conforme recomendação médica. Entre 12 meses e 29 anos, é necessário completar duas doses da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Adultos de 30 a 59 anos recebem uma dose adicional, caso não tenham o registro comprovado.
Gestantes, pessoas com quadros imunossupressores graves e outras situações clínicas devem procurar orientação individualizada com um profissional de saúde antes da vacinação, devido a possíveis contraindicações temporárias.
Pessoas que receberam a vacina recentemente devem aguardar pelo menos 15 dias para que o organismo desenvolva a proteção adequada antes de embarcar para áreas de risco.
Riscos do sarampo para viajantes internacionais
Viajantes expostos a ambientes com circulação ativa do vírus têm maior risco de infecção, especialmente aqueles sem imunização completa. O sarampo pode alcançar pessoas de qualquer idade, mas a gravidade das complicações tende a ser maior em crianças menores de cinco anos, gestantes e imunodeprimidos.
Além das implicações individuais, casos importados de sarampo são responsáveis pela reintrodução do vírus em países que já haviam controlado a doença, como ocorreu no Brasil em anos recentes. O movimento internacional de pessoas potencializa o desafio de saúde pública e exige esforços conjuntos de monitoramento, prevenção e resposta rápida a notificações.
A OMS e o Ministério da Saúde reforçam que a vacinação é a forma mais eficaz para proteção coletiva, bloqueio de surtos e redução de novos casos associados a eventos globais como a Copa do Mundo.
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Perguntas Frequentes
Quem deve procurar a vacina contra o sarampo antes de viajar?
Brasileiros de 6 meses a 59 anos, especialmente quem tem viagem prevista para os Estados Unidos, México ou Canadá durante a Copa do Mundo de 2026, devem verificar se o calendário vacinal está atualizado. Aqueles sem registro ou memória de doses anteriores são orientados a se imunizar.
Há contraindicações para a vacina?
Sim, gestantes, pessoas em tratamento de câncer, transplantados e indivíduos com imunossupressão grave precisam consultar um profissional de saúde antes de receber a vacina, pois pode haver contraindicações temporárias.
É necessário comprovar viagem para tomar a vacina?
Não. A vacina é oferecida de forma universal, independentemente de passagem, reserva ou comprovação de viagem internacional. Todos dentro das faixas etárias recomendadas pelo Ministério da Saúde podem ser imunizados pelo SUS.
Quantos dias antes da viagem devo vacinar?
O Ministério da Saúde recomenda tomar a vacina pelo menos 15 dias antes do embarque, garantindo que o corpo desenvolva imunidade suficiente para proteção durante a estadia no exterior.
O que fazer se aparecerem sintomas durante ou após a viagem?
Em caso de sintomas como febre alta, manchas vermelhas na pele e mal-estar, procure imediatamente um serviço de saúde, informe sobre a viagem internacional recente e siga as orientações médicas para isolamento e tratamento adequado.







