Atenção, pais e responsáveis! As escolas públicas brasileiras recebem, a partir desta sexta-feira (24), uma operação nacional inédita: equipes de saúde do governo federal vão de sala em sala vacinar 27 milhões de crianças e adolescentes em apenas uma semana.
A Semana de Vacinação nas Escolas vai até 30 de abril e promete atualizar a caderneta de imunização de uma geração inteira de estudantes.
Quer descobrir como funciona, quais vacinas serão aplicadas e o que sua família precisa fazer para garantir a proteção do seu filho? Continue a leitura e fique por dentro de cada detalhe.
Conheça o Programa Saúde na Escola
A Semana de Vacinação nas Escolas faz parte do Programa Saúde na Escola (PSE), uma iniciativa criada em parceria entre o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação. O objetivo é levar ações de saúde pública para dentro das salas de aula, atendendo estudantes onde eles passam boa parte do dia.
Nos últimos anos, o programa tem registrado avanços importantes. Entre 2022 e 2025, as atividades de prevenção de violências cresceram 175,4%, a verificação da situação vacinal aumentou 119% e as ações de saúde mental subiram mais de 233%, passando de cerca de 7 mil registros em 2020 para quase 99 mil em 2025.
A lógica é clara: muitas famílias têm dificuldade de levar os filhos aos postos de saúde, e levar a vacinação até a escola resolve esse impasse.
O cenário da vacinação infantil no Brasil
Outro ponto importante para entender a urgência da campanha é o cenário recente da imunização no país. Durante os anos da pandemia de Covid-19, as taxas de vacinação infantil despencaram em todo o Brasil, e doenças que estavam controladas voltaram a aparecer. A boa notícia é que esse quadro vem se revertendo de forma consistente.
Em 2025, todas as vacinas do calendário infantil apresentaram aumento de cobertura em relação a 2022. A tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, chegou a 92,96% de cobertura, mantendo o Brasil livre do sarampo, mesmo com o avanço de casos na América do Norte.
A vacina contra o HPV também avançou: entre meninas de 9 a 14 anos, a cobertura chegou a 86,11%, e entre meninos, a 74,46%. No caso da meningite, a vacina meningocócica ACWY passou de 45,8% em 2022 para 67,75% em 2025.
Como funciona a Semana de Vacinação nas Escolas

A Semana de Vacinação nas Escolas mobiliza, entre os dias 24 e 30 de abril, equipes de saúde de todo o país em 104,9 mil escolas públicas distribuídas por 5.544 municípios. A meta é alcançar 27 milhões de estudantes com idade entre 9 meses e 15 anos. Para os adolescentes de até 19 anos, a campanha também oferece a vacinação contra o HPV, especialmente para quem ainda não recebeu a dose na idade recomendada.
A campanha se estende ao ensino médio e à Educação de Jovens e Adultos (EJA), no caso da imunização contra o HPV para jovens de 15 a 19 anos. A presença dos adolescentes nesse grupo etário é essencial para garantir a proteção contra o vírus, que está diretamente associado a vários tipos de câncer na vida adulta — entre eles o câncer de colo do útero.
Para tomar as vacinas, os estudantes precisam apresentar uma autorização assinada pelos pais ou responsáveis legais. Esse documento é fundamental: sem ele, nenhuma criança ou adolescente pode receber as doses, mesmo que a equipe esteja na escola pronta para aplicar.
Quais vacinas serão aplicadas durante a campanha
Para garantir que o tempo na escola seja bem aproveitado, a Semana de Vacinação oferece uma lista ampla de imunizantes. As principais vacinas disponíveis durante a campanha são:
- HPV — proteção contra o papilomavírus humano, indicada para crianças e adolescentes;
- Febre amarela — dose para regiões com recomendação ou em viagens;
- Tríplice viral — proteção contra sarampo, caxumba e rubéola;
- Tríplice bacteriana (DTP) — combate à difteria, tétano e coqueluche;
- Meningocócica ACWY — proteção contra meningite e infecções graves;
- Covid-19 — atualização das doses conforme o esquema vacinal de cada idade.
A equipe de saúde da escola checa primeiro a caderneta vacinal de cada estudante para identificar quais doses estão em atraso ou faltando. Só então as vacinas necessárias são aplicadas, garantindo que a criança ou adolescente saia da escola com o calendário em dia.
O papel dos pais e das ferramentas digitais
Para facilitar a vida das famílias, o Ministério da Saúde também aposta em tecnologia para lembrar quando é hora de vacinar. A Caderneta Digital de Vacinação da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital, está no ar há um ano e já contabiliza mais de 3,3 milhões de acessos — sendo o miniaplicativo mais acessado da plataforma.
A novidade é que, agora, quem está cadastrado passa a receber lembretes automáticos (notificações push) conforme a idade da criança, incentivando a ida aos postos de saúde para atualizar a caderneta. Pelo aplicativo, pais, mães e responsáveis podem acompanhar em tempo real o histórico de vacinas e consultar a previsão das próximas doses.
Outra estratégia é o Governo na Ponta, que envia mensagens de serviço diretamente ao cidadão pelo WhatsApp e pelo Gov.br.
Veja como os responsáveis podem se preparar para a Semana de Vacinação:
- Verifique a caderneta vacinal da criança ou adolescente em casa;
- Acompanhe o aplicativo Meu SUS Digital para conferir o histórico;
- Leia com atenção os comunicados enviados pela escola;
- Assine a autorização para aplicação das vacinas no prazo solicitado;
- Tire dúvidas com a equipe escolar ou a unidade de saúde mais próxima.
Continue acompanhando tudo sobre saúde e educação!
A Semana de Vacinação nas Escolas é uma das ações mais relevantes do calendário de saúde pública em 2026 — e merece a atenção de toda família com crianças e adolescentes em idade escolar.
Para se manter informado sobre campanhas, programas educacionais e novidades que afetam o dia a dia dos estudantes brasileiros, continue navegando pelo Alerta Gov. Aqui você encontra conteúdos atualizados que ajudam a tomar as melhores decisões para o futuro da sua família!












