A Anvisa determinou o recolhimento do milho para pipoca da marca Provatti e a apreensão dos suplementos da marca Nutricost. As duas medidas foram publicadas nesta sexta-feira (12).
No caso da pipoca, o rótulo informava que o produto não continha glúten, mas havia risco de presença de trigo. Já os suplementos não tinham fabricante identificado e eram vendidos pela internet.
Confira, a seguir, o que motivou cada decisão, quais produtos foram atingidos e o que o consumidor deve fazer.
Por que a Anvisa recolheu o milho de pipoca da Provatti
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento do milho para pipoca da marca Provatti, fabricado pela Kaza Distribuidora (R & A Indústria, Comércio e Distribuidora de Alimentos), identificada pelo CNPJ 28.638.622/0001-69.
A decisão consta da Resolução 2.324/2026. Além do recolhimento, a agência suspendeu a venda, a distribuição, a divulgação e o consumo do produto.
O motivo é a rotulagem. A embalagem informava que o produto “não contém glúten”, mas o próprio rótulo trazia uma advertência de contaminação cruzada com trigo, ou seja, de que o alimento poderia conter o grão.
Contaminação cruzada é quando um alimento entra em contato com o glúten durante a produção, mesmo sem levá-lo na receita. Por isso, afirmar que o produto não contém glúten, havendo esse risco, induz o consumidor ao erro.
Suplementos Nutricost apreendidos por não ter fabricante
A Anvisa também ordenou a apreensão dos suplementos alimentares da marca Nutricost, de fabricante desconhecido. A decisão está na Resolução 2.325/2026, publicada no Diário Oficial da União (DOU) na mesma sexta-feira.
Com a medida, ficam proibidas a comercialização, a distribuição, a fabricação, a importação, a propaganda e o uso dos produtos. Segundo a agência, os suplementos eram divulgados e vendidos em sites na internet.
Suplemento alimentar é um produto usado para complementar a dieta, com vitaminas, minerais ou outras substâncias. Para ser vendido no Brasil, precisa ter fabricante e informações claras na embalagem, justamente o que não ocorria nesse caso.
A apreensão vale para todo o território nacional, assim como o recolhimento da pipoca. As duas determinações atingem qualquer lote dos produtos, independentemente da região em que estejam à venda.
Quais são os riscos para a saúde: entenda os efeitos de cada produto

No caso da pipoca, o problema atinge principalmente pessoas com doença celíaca ou sensibilidade ao glúten. A doença celíaca é uma condição em que o organismo reage ao glúten, proteína presente no trigo, na cevada e no centeio.
Para essas pessoas, consumir trigo sem saber pode provocar reações no organismo, já que elas confiam na informação do rótulo para escolher o que comer. Quem tem alergia ao trigo também precisa de atenção, pois a reação pode ser mais grave. É por isso que a rotulagem correta é tão importante.
Nos suplementos, o risco está na falta de origem. Sem fabricante identificado, não há como garantir a procedência, a composição nem a segurança do produto, o que pode expor o consumidor a substâncias fora de controle.
O que o consumidor deve fazer
Quem tiver os produtos em casa não deve consumi-los. Em casos de recolhimento e apreensão, a orientação é interromper o uso na hora e ficar atento a novas informações dos órgãos de saúde.
Também vale conferir a marca e o lote na embalagem. Quem tem restrição ao glúten deve redobrar a atenção e, em caso de dúvida ou de algum sintoma, procurar orientação médica.
Se o produto foi comprado há pouco tempo, vale guardar a nota fiscal e procurar o ponto de venda para troca ou devolução, procedimento comum nesse tipo de recolhimento.
Quer evitar produtos proibidos antes mesmo de levar pra casa? Acompanhe o Alerta Gov e saiba na hora sempre que um item for recolhido ou apreendido no Brasil.












