A Receita Federal negou ter sofrido vazamento de dados e afirmou que as informações que circulam na internet, em sua maioria de 2019, não têm relação com seus sistemas.
Em nota à imprensa, o órgão respondeu a uma matéria publicada em 10 de junho por um site de tecnologia, que apontava um suposto vazamento. A Receita classificou o conteúdo como informação falsa, baseada na recirculação de uma base de dados antiga, já conhecida pelas autoridades e divulgada desde 2021.
Veja, a seguir, o que diz o órgão, por que a presença do CPF nos dados não aponta a origem e como não cair em boatos parecidos.
O que a Receita Federal afirma sobre o caso
Em nota à imprensa, o órgão respondeu a uma matéria publicada em 10 de junho por um site de tecnologia, que apontava um suposto vazamento. A Receita classificou o conteúdo como informação falsa, baseada na recirculação de uma base de dados antiga, já conhecida pelas autoridades e divulgada desde 2021.
Na avaliação da Receita, trata-se da reapresentação de um material antigo, que reaparece de tempos em tempos como se fosse novidade. A própria base já vinha sendo divulgada desde 2021 e é conhecida pelas autoridades, o que reforça, segundo o órgão, que não há um novo incidente. A Receita afirma que segue monitorando o caso em conjunto com outras autoridades.
Por que ter CPF nos dados não prova vazamento da Receita
Um dos pontos centrais da nota trata do CPF, o Cadastro de Pessoas Físicas, número que identifica cada contribuinte. A presença do CPF em um conjunto de dados não é suficiente para apontar de onde a informação saiu.
Isso acontece porque o CPF é usado há décadas em inúmeras bases públicas e privadas no Brasil, de bancos a lojas e cadastros diversos. Por isso, encontrar CPFs em um pacote de dados vazados não significa que eles vieram da Receita Federal.
Independentemente da origem, o tratamento de dados pessoais no país é regulado pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em vigor desde 2020. A norma estabelece regras para o uso dessas informações e prevê punições para quem as utiliza de forma indevida.
Nome da Receita é usado como selo falso de credibilidade

A Receita afirma que ligar uma base de dados antiga ao seu nome é uma estratégia comum em ambientes criminosos. O objetivo é dar aparência de credibilidade e aumentar o valor comercial desses dados, mesmo sem comprovação de origem.
Para o órgão, divulgar esse tipo de conteúdo sem checagem alimenta a desinformação e gera alarme desnecessário na população, que passa a temer um vazamento que, segundo a Receita, não ocorreu.
Como não cair em boatos sobre vazamento de dados
Diante de notícias sobre supostos vazamentos, o caminho mais seguro é procurar os canais oficiais. A Receita Federal divulga seus comunicados no portal gov.br, onde é possível confirmar se um alerta é verdadeiro.
Alguns cuidados simples ajudam a não cair em boatos:
- Desconfie de mensagens que pedem seus dados ou prometem consultas a partir desses pacotes;
- Não repasse a informação antes de verificar a fonte;
- Na dúvida, consulte agências de checagem ou o site oficial do órgão citado.
Checar antes de compartilhar é a melhor forma de não ajudar a espalhar desinformação.
rgão costuma esclarecer se a notícia é verdadeira. Checar antes de compartilhar é a melhor forma de não ajudar a espalhar boatos.
O que fazer se você teme pelo seu CPF
Mesmo sem um novo vazamento, é sempre recomendável acompanhar a situação do seu CPF. Isso pode ser feito de forma gratuita no portal gov.br ou nos canais oficiais da Receita Federal, onde dá para conferir a regularidade do cadastro.
Se notar algum uso indevido do seu nome, como cobranças ou contas que você não reconhece, registre um boletim de ocorrência e procure os órgãos envolvidos, como bancos e órgãos de defesa do consumidor. Manter atenção a extratos e cadastros ajuda a identificar problemas mais cedo.
Outra medida simples é reforçar a segurança da conta Gov.br, usada para acessar serviços públicos, com uma senha forte e a verificação em duas etapas. Esse cuidado dificulta o acesso de terceiros aos seus dados, mesmo que o número do CPF esteja em alguma lista antiga.
Recebeu um alerta de vazamento e ficou na dúvida? Acompanhe o Alerta Gov e confirme sempre nos canais oficiais antes de acreditar e repassar.












