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Minha Casa, Minha Vida pode ganhar aluguel social: proposta avança na Câmara para famílias de baixa renda

Comissão da Câmara aprovou proposta que prevê aluguel social no Minha Casa, Minha Vida para famílias das Faixas 1 e 2, com renda de até R$ 5 mil

em Governo
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Vista aérea de conjunto habitacional do Minha Casa, Minha Vida ao pôr do sol, representando a proposta de aluguel social no programa.

Proposta que avança na Câmara prevê o aluguel social no Minha Casa, Minha Vida para famílias de baixa renda. Imagem: Ricardo Stuckert/PR.

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Por Luiza Pereira em 12/06/2026 às 14h56

Famílias com renda de até R$ 5 mil podem ganhar uma nova forma de moradia no Minha Casa, Minha Vida, e a mudança já começou a andar na Câmara dos Deputados.

Uma comissão aprovou o texto que cria essa modalidade, voltada a quem não tem como assumir um financiamento longo. O projeto, porém, ainda precisa passar por novas etapas antes de valer.

Confira, a seguir, o que é o aluguel social, quem poderia ser atendido e quais são os próximos passos.

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Aluguel social pode entrar no Minha Casa, Minha Vida

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que prevê a inclusão do aluguel social no programa Minha Casa, Minha Vida. A ideia é criar uma alternativa de moradia para famílias que não têm condições de assumir um financiamento de longo prazo para comprar um imóvel.

O texto aprovado é o substitutivo do relator, deputado Merlong Solano (PT-PI), ao Projeto de Lei 5663/16, do deputado Carlos Zarattini (PT-SP). Vale lembrar que a medida ainda não está em vigor: por enquanto, é uma proposta em tramitação.

A comissão rejeitou uma versão anterior, que também previa o arrendamento de imóveis. Segundo o relator, esse ponto já é tratado pela lei atual do programa.

Quem poderia ser atendido

Pelo texto aprovado na Comissão de Finanças e Tributação, o aluguel social seria voltado às famílias enquadradas nas Faixas Urbano 1 e 2 do Minha Casa, Minha Vida. Na prática, isso abrange:

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  • Famílias de baixa renda, com rendimento total de até R$ 5 mil por mês (pelas regras atuais do programa);
  • Grupos que costumam ter mais dificuldade de acesso ao crédito e à compra da casa própria;
  • Públicos prioritários do programa, como quem ainda paga aluguel no mercado sem conseguir financiar um imóvel.

Para esse público, a proposta poderia significar moradia sem o peso de uma dívida longa. Os efeitos, porém, só apareceriam se o projeto virar lei e sair do papel.

Como funcionaria o aluguel social dentro do programa

Vista aérea de centenas de casas do Minha Casa, Minha Vida, representando o alcance do programa habitacional e o projeto de aluguel social.
Texto aprovado em comissão da Câmara pode incluir o aluguel social no Minha Casa, Minha Vida; proposta ainda precisa avançar para virar lei. Imagem: Ricardo Stuckert/PR

A ideia central é simples: o valor do aluguel seria ligado à renda de cada família. Em vez de assumir o financiamento de um imóvel, que dura muitos anos, a família pagaria uma mensalidade compatível com o que ganha para morar na unidade.

Esse aluguel teria a intermediação do poder público municipal, responsável por organizar a oferta dos imóveis e acompanhar os contratos. Na avaliação do relator, o modelo permitiria o acesso mais rápido à moradia, sem prender a família a uma dívida longa.

Na prática, seria uma porta de entrada para quem precisa de um teto, mas não tem como comprometer parte da renda com prestações por anos a fio.

De onde sairiam os recursos e a gestão

O dinheiro para a política viria do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). As ações seguiriam por dois caminhos: a construção ou reforma de imóveis urbanos e a compra de unidades usadas pelo gestor público.

O fundo federal bancaria a estrutura e repassaria o imóvel a uma entidade, que ficaria encarregada de cuidar dos aluguéis. Esse papel caberia a uma prefeitura, a uma companhia estadual de habitação ou a uma empresa privada parceira.

A entidade escolhida teria duas opções: administrar as locações por conta própria ou terceirizar o serviço, conforme regras que ainda dependem de definição pelo Poder Executivo.

Próximos passos até virar lei

O caminho ainda é longo. O projeto tramita em caráter conclusivo e segue agora para a análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), que avalia se a proposta está de acordo com a Constituição.

Depois dessa etapa, para se transformar em lei, o texto ainda precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. Só então iria à sanção presidencial.

Por isso, nada muda de imediato para as famílias. As novas regras de aluguel social só passariam a valer após o fim de toda essa tramitação. Até lá, o Minha Casa, Minha Vida segue com as regras atuais, voltadas principalmente à compra do imóvel financiado.

Quer saber se a medida vai mesmo sair do papel? Acompanhe o Alerta Gov e fique por dentro de cada etapa do novo aluguel social.

Veja também:

Tags: aluguel socialMinha Casa Minha Vida aluguel social 2026política habitacionalprograma habitacionalprojeto de lei moradia
Luiza Pereira

Luiza Pereira

Graduanda em Pedagogia pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Redatora do grupo Sena Online.

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