A Polícia Federal (PF) realizou, nesta quarta-feira (8), uma operação de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. No entanto, nada foi encontrado no local.
A medida integra um conjunto de ações determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito de investigações mais amplas envolvendo Jair Bolsonaro, reforçando a vigilância quanto ao cumprimento das restrições judiciais impostas a ele. Continue a leitura para saber mais detalhes.
Contexto da operação da PF em julho de 2026
A operação da PF realizada na manhã de 8 de julho de 2026 teve como alvo a residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, localizada no Jardim Botânico, em Brasília.
O mandado de busca e apreensão foi expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, no âmbito de uma investigação que apura possíveis irregularidades no registro de armas de fogo em nome de Bolsonaro.
O contexto da operação está diretamente relacionado à situação jurídica do ex-presidente, que se encontra em prisão domiciliar. Por determinação judicial, pessoas nessas condições não podem manter posse de armas, munições ou acessórios de armamento.
Diante disso, os agentes da PF permaneceram cerca de 50 minutos no local, buscando especificamente esses itens, além de documentos que pudessem esclarecer eventuais divergências nos registros.
Detalhes do mandado de busca e o resultado da ação
Segundo a defesa de Jair Bolsonaro, o ex-presidente possuía um total de dez armas de fogo registradas em seu nome. Dessas, duas armas haviam sido entregues à PF em 2023, por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU). As outras oito estariam sob custódia do Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília.
Porém, ao ser acionado pelo STF, o Exército informou que apenas seis dessas oito armas realmente estavam sob sua guarda. Isso significa que duas das armas registradas em nome do ex-presidente têm paradeiro desconhecido. Esse foi o principal motivo para o mandado de busca e apreensão na residência de Bolsonaro.
Apesar do empenho dos agentes da PF durante a operação, nenhuma arma, acessório ou documento irregular foi localizado na residência de Jair Bolsonaro.

Fundamentos legais da decisão de Alexandre de Moraes
O ministro justificou sua decisão devido a divergências identificadas entre a quantidade de armas oficialmente registradas e aquelas entregues aos órgãos competentes até o momento.
Segundo Moraes, a manutenção de armas sob a posse de Bolsonaro é incompatível com o regime de prisão domiciliar, justificando a necessidade de ação de busca e apreensão com o objetivo de esclarecer a localização e destino dos equipamentos remanescentes.
Situação atual de Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro cumpre atualmente uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão, estando em prisão domiciliar humanitária desde 24 de março de 2026, por decisão inicial do ministro Alexandre de Moraes, posteriormente prorrogada. A medida foi concedida para que o ex-presidente pudesse fazer tratamento para broncopneumonia.
Em decisão recente, o ministro manteve a prisão domiciliar e determinou a revogação do registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) de Bolsonaro, além da apreensão de suas armas.
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