A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o medicamento genérico para o controle do diabetes tipo 2. Pacientes terão uma economia de 35% em relação ao remédio de referência.
A medida facilita o acesso de milhões de pacientes ao tratamento da doença. O preço mais baixo alivia o peso do remédio no orçamento das famílias.
Confira a seguir o que a Anvisa aprovou, o que muda no bolso do paciente e como o novo genérico age no organismo.
Detalhes do que a Anvisa aprovou
A Anvisa é o órgão que regula medicamentos no Brasil. Cabe a ela autorizar o registro de novos produtos no mercado.
Os pontos centrais dessa aprovação são os seguintes:
- A Anvisa registrou um medicamento genérico para o controle do diabetes tipo 2
- É o primeiro genérico reconhecido pela agência para o tratamento dessa doença
- O produto é equivalente a um medicamento de referência já vendido no país
- A medida tem o objetivo de ampliar o acesso dos pacientes ao tratamento
O diabetes tipo 2 é uma doença crônica ligada ao excesso de açúcar no sangue. É o tipo mais comum da doença e atinge a maior parte das pessoas com diabetes.
O controle da doença costuma exigir o uso contínuo de medicamentos. Por isso, o custo do tratamento é uma preocupação constante para muitos pacientes.
O que muda no bolso do paciente
A principal vantagem do genérico para o paciente é o preço. A nova versão chega ao mercado mais barata que o remédio de referência.
Sobre o impacto financeiro do novo genérico, vale o seguinte:
- O genérico deve custar cerca de 35% menos que o medicamento de referência
- O preço menor é uma característica comum a todos os medicamentos genéricos
- A economia é relevante por se tratar de um remédio de uso contínuo
Como o diabetes tipo 2 exige tratamento por tempo prolongado, o gasto se repete mês a mês. A redução no preço, somada ao longo do tempo, representa um alívio no orçamento.
Mesmo mais barato, o genérico mantém a mesma qualidade do remédio original. A diferença está no preço, e não no resultado esperado do tratamento.
O que é o genérico e como ele age no organismo
O medicamento aprovado combina duas substâncias em um só produto. Cada uma age de uma forma para controlar o açúcar no sangue.
O genérico funciona com base nos seguintes pontos:
- Reúne os princípios ativos dapagliflozina e cloridrato de metformina
- A dapagliflozina faz o corpo eliminar o excesso de açúcar pela urina
- A metformina reduz a produção de açúcar pelo fígado
- A metformina também melhora a resposta do corpo à insulina
A dapagliflozina age nos rins, bloqueando a proteína que reabsorve o açúcar. Com esse bloqueio, a glicose em excesso deixa o corpo na urina, em vez de voltar ao sangue.
Já a metformina atua no fígado e no intestino, reduzindo a entrada de açúcar no sangue. A insulina é o hormônio que controla a glicose, e a substância ajuda o corpo a usá-la melhor.
Para quais pacientes o medicamento é indicado
O genérico não é indicado para qualquer pessoa com diabetes. O medicamento atende um perfil específico de paciente.
O medicamento é indicado nos seguintes casos:
- Pacientes adultos diagnosticados com diabetes tipo 2
- Pessoas que precisam melhorar o controle do açúcar no sangue
- Pacientes em tratamento que unem o remédio à dieta e a exercícios físicos
O medicamento não substitui os cuidados com a alimentação e a atividade física. Ele faz parte de um tratamento que também depende de hábitos saudáveis.
O genérico não é indicado para pessoas com diabetes tipo 1, uma forma diferente da doença. A escolha do tratamento deve sempre passar pela avaliação de um médico.
O que saber antes de usar o medicamento
Como todo remédio, o genérico exige cuidados no uso. Algumas situações pedem atenção especial antes de iniciar o tratamento.

Entre os pontos de atenção antes do uso estão os seguintes:
- O uso deve seguir a prescrição e a orientação de um profissional de saúde
- Pacientes com problemas renais precisam de avaliação médica antes do uso
- Pessoas com doenças do coração também devem passar por essa avaliação
O acompanhamento médico é o que garante o uso seguro do medicamento. Só o profissional de saúde pode indicar a dose e avaliar cada caso de forma correta.
É importante lembrar que o medicamento controla a doença, mas não representa a cura. O diabetes tipo 2 é uma condição crônica, que exige cuidado contínuo ao longo da vida.
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