A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou em 25 de maio de 2026 o registro de um remédio inédito para enxaqueca, voltado a adultos com crises recorrentes. O órgão regulador informa que o novo tratamento da Pfizer poderá beneficiar milhares de pacientes que sofrem com a doença no Brasil.
A aprovação envolve uso agudo e preventivo do medicamento, com destaque para casos de ao menos quatro episódios mensais. De acordo com o Ministério da Saúde, a enxaqueca atinge principalmente pessoas entre 20 e 50 anos, período de maior impacto socioeconômico.
O que muda com o novo medicamento aprovado pela Anvisa?
O medicamento Nurtec® ODT (hemissulfato de rimegepanto sesqui-hidratado), desenvolvido pela Pfizer e liberado pela Anvisa, representa uma nova alternativa para adultos que convivem com enxaqueca frequente. Ele pode ser usado tanto para a crise aguda quanto para a prevenção da chamada enxaqueca episódica.
Segundo a Anvisa, o princípio ativo pertence a uma classe inovadora de tratamentos, atuando diretamente na interrupção dos mecanismos bioquímicos da dor e inflamação. O novo remédio age bloqueando a proteína CGRP (peptídeo relacionado ao gene da calcitonina), principal responsável pela sensação de dor e inflamação típica das crises de enxaqueca.
Como age o novo tratamento para enxaqueca aprovado pela Anvisa?
O Nurtec® ODT age bloqueando a ação do CGRP, que é uma proteína central no desencadeamento da dor e inflamação das crises de enxaqueca. Este mecanismo permite tratar os sintomas de forma mais direcionada do que medicamentos tradicionais.
A atuação específica sobre o CGRP é citada pela Anvisa e pela própria Pfizer como o grande diferencial deste medicamento sobre opções já presentes no mercado brasileiro. Isso oferece uma opção a pacientes que apresentam resistência ou efeitos colaterais com tratamentos convencionais, sempre sob acompanhamento profissional.

Para quem o medicamento foi aprovado e como deve ser utilizado?
O novo remédio autorizado pela Anvisa está indicado para adultos diagnosticados com enxaqueca, principalmente aqueles que apresentam pelo menos quatro episódios por mês. Pode ser usado tanto para tratar crises agudas quanto para prevenir o surgimento de novos episódios em casos classificados como enxaqueca episódica.
A bula determina uso exclusivo por adultos, devendo sempre ser prescrito por um médico. O acompanhamento profissional é indispensável para avaliar riscos, potenciais interações e definir a melhor estratégia de manejo para cada paciente.
O que é enxaqueca e por que este avanço é relevante?
Enxaqueca é uma doença neurológica crônica marcada por fortes dores de cabeça, náuseas, sensibilidade à luz (fotofobia) e ao som (fonofobia). Os episódios podem durar de 4 a 72 horas e, segundo o Ministério da Saúde, são uma das principais causas de incapacidade em adultos economicamente ativos no Brasil.
Pessoas com enxaqueca frequentemente relatam redução significativa da qualidade de vida, prejuízo em atividades profissionais e sociais, além do risco de evolução para quadros crônicos e refratários ao tratamento convencional. Por isso, novas opções validadas por órgãos reguladores como a Anvisa são consideradas passos importantes para o manejo mais eficaz da doença.
Quando buscar atendimento presencial ou consultar um profissional?
Toda pessoa que suspeita de enxaqueca, apresenta sintomas novos ou identifica mudança no padrão das crises, deve procurar avaliação médica presencial. O mesmo é recomendado para quem faz uso contínuo de medicação, enfrenta crises incapacitantes ou apresenta outros sintomas neurológicos associados.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui consulta com profissional de saúde. O diagnóstico preciso e a indicação do melhor tratamento devem sempre ser realizados por um médico.
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Perguntas Frequentes
O novo remédio para enxaqueca já está disponível no SUS?
Até o momento, o registro do Nurtec® ODT pela Anvisa autoriza a comercialização em território nacional, mas não há confirmação sobre sua oferta no Sistema Único de Saúde (SUS). Cada incorporação depende de avaliação adicional pelo Ministério da Saúde.
Há contraindicação para algum grupo?
O medicamento é aprovado exclusivamente para adultos com diagnóstico de enxaqueca. Grupos como gestantes, lactantes e menores de 18 anos só devem usar mediante avaliação criteriosa do médico responsável.
O novo remédio substitui outros tratamentos?
Não necessariamente. Segundo especialistas, o tratamento deve ser individualizado, podendo este novo medicamento ser indicado para certos perfis de pacientes – especialmente aqueles que não respondem bem às terapias já disponíveis.
Quais são os principais sintomas da enxaqueca?
Os sintomas mais comuns são dor de cabeça intensa, náusea, vômito, sensibilidade à luz e ao som. Em alguns casos, ocorre aura visual, com alterações na visão antes da dor começar.
Onde encontrar informações oficiais sobre o novo medicamento?
Recomenda-se consultar o site oficial da Anvisa para informações técnicas, resoluções e atualização sobre o novo registro.











