Mais de 22,1 milhões de eleitores brasileiros têm direito ao voto facultativo nas eleições de 2026 e podem faltar às urnas no dia 4 de outubro sem precisar justificar a ausência, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Esse grupo representa 14% do eleitorado do país e é composto por jovens de 16 e 17 anos, pessoas com 70 anos ou mais e analfabetos, independentemente da idade. Os demais 86% devem votar ou apresentar justificativa, sob risco de multa e restrições administrativas.
A evolução dessa fatia do eleitorado reflete mudanças demográficas e sociais, especialmente com o envelhecimento populacional e as variações regionais no índice de analfabetismo.
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RECEBER ALERTAS →Quem pode faltar às urnas sem justificar?
Jovens de 16 e 17 anos, idosos a partir de 70 e analfabetos compõem o grupo para quem o voto não é obrigatório.
Essas três categorias estão previstas no artigo 14 da Constituição e são dispensadas da obrigatoriedade, podendo optar livremente por comparecer ou não às urnas.
Há eleitores que reúnem duas condições simultaneamente, como adolescentes ou idosos que também sejam analfabetos, totalizando cerca de 2,2 milhões de pessoas.
Distribuição dos eleitores com voto facultativo por perfil
Entre os mais de 22 milhões de eleitores nessas condições, 76% têm 70 anos ou mais, enquanto adolescentes de 16 e 17 anos são 9% e analfabetos representam 15% do total facultativo.
O envelhecimento da população brasileira é o principal fator de expansão desse grupo, segundo dados do TSE.
Mulheres predominam entre os eleitores com voto facultativo: são 54,3% (12 milhões), diante de 45,6% de homens (10 milhões).
Onde o voto facultativo é mais comum no Brasil?
A fatia de eleitores dispensados de votar varia bastante entre as unidades da federação. Veja os cinco estados com os maiores e os cinco com os menores percentuais:
| Estado | Voto facultativo |
|---|---|
| MAIORES PERCENTUAIS | |
| Alagoas | 17,6% |
| Piauí | 17,5% |
| Paraíba | 16,5% |
| Maranhão | 15,9% |
| Rio Grande do Sul | 15,8% |
| MENORES PERCENTUAIS | |
| Mato Grosso | 11,7% |
| Amapá | 11,2% |
| Roraima | 11,2% |
| Amazonas | 10,9% |
| Distrito Federal | 10,3% |
As razões mudam conforme a região. No Nordeste, o peso maior vem do analfabetismo; no Sul, o fator determinante é o envelhecimento da população.

Crescimento do eleitorado com voto facultativo
Entre 2022 e 2026, houve crescimento de 1,5% no eleitorado brasileiro, mas o avanço do grupo com voto facultativo foi muito maior: 6%. Isso mostra um aumento quase quatro vezes superior em relação ao total de eleitores, impulsionado em grande parte pelo envelhecimento da população.
O Rio Grande do Sul teve o maior avanço do país, com alta de 2 pontos percentuais desde 2022. Na sequência aparecem Espírito Santo (+1,6 ponto), Rondônia e Roraima (+1,5 ponto cada).
Comparecimento nas eleições: quantos dos facultativos realmente votam?
No primeiro turno das eleições presidenciais de 2022, cerca de 50% das pessoas com voto facultativo compareceram às urnas, percentual que subiu para 53% no segundo turno. Em 2022, eram mais de 20,9 milhões aptos ao voto facultativo, segundo dados oficiais.
O comparecimento varia por estado: em Roraima, Piauí e Tocantins supera 60%. Já no Sudeste, os menores percentuais no mesmo turno foram encontrados no Rio de Janeiro (37,7%), São Paulo (42,5%), Minas Gerais (46,3%) e Espírito Santo (48,7%).
Voto facultativo no exterior: participação reduzida
No eleitorado brasileiro residente no exterior, apenas 4,51% dos 918.941 eleitores têm direito ao voto facultativo. Isso se explica pelo perfil desse grupo, formado majoritariamente por adultos em idade ativa e baixo índice de analfabetismo (0,12%).
Assim, a presença de jovens, idosos e analfabetos, bases do voto facultativo no Brasil, é muito menor fora do país.
Para conferir mais sobre as Eleições 2026, acesse a página inicial do portal Alerta Gov e assista ao vídeo abaixo:









