Outubro começa nesta quinta-feira (1º) e traz um calendário lunar com quatro mudanças de fase, além de um encontro aparente entre a Lua e Júpiter. Quem gosta de observar o céu terá boas oportunidades ao longo do mês. Veja as datas, os horários e o que esperar de cada fenômeno.
Datas e horários de cada fase
Todos os horários abaixo seguem o fuso de Brasília:
- Quarto minguante: 3 de outubro, às 10h25
- Lua nova: 10 de outubro, às 12h50
- Quarto crescente: 18 de outubro, às 13h13
- Lua cheia: 26 de outubro, à 1h12
Vale ficar atento ao fuso de cada região. Em locais com horário diferente do de Brasília, a mudança de fase pode ocorrer em outra hora e, quando acontece perto da meia-noite, até em outro dia.
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Na madrugada do dia 6 de outubro, a Lua e o planeta Júpiter aparecerão próximos no céu. Para observar, é preciso olhar para o leste antes do amanhecer. A Lua estará minguante, com cerca de 20% do disco iluminado, e Júpiter surgirá como um ponto muito brilhante ao lado dela.
Em partes da América do Norte, do Caribe e da África, a Lua chega a cobrir o planeta por alguns minutos, fenômeno chamado ocultação. No Brasil, isso não ocorre, e os dois astros são vistos apenas lado a lado.
Na madrugada anterior, no dia 5, Marte também aparece perto da Lua, na mesma direção. A proximidade é só aparente: os astros estão a distâncias enormes uns dos outros e apenas ocupam a mesma região do céu quando vistos da Terra.
Por que a Lua muda de fase?

A Lua não produz luz própria. O brilho visto no céu é a luz do Sol refletida na superfície do satélite. Em qualquer momento, metade da Lua está iluminada.
O que muda ao longo do mês é quanto dessa metade iluminada consegue ser vista da Terra. Isso depende da posição da Lua em sua órbita ao redor do planeta.
Como será a lua cheia de outubro
A Lua cheia ocorre à 1h12 de 26 de outubro, de madrugada. Por isso, a melhor noite para vê-la com aparência cheia é a de domingo (25). Apesar do brilho, ela não será uma superlua, termo usado para luas cheias que ocorrem perto do perigeu, o ponto da órbita mais próximo da Terra.
No dia 26, o satélite estará a cerca de 369 mil quilômetros, mais perto do que em setembro, mas ainda fora do critério. O perigeu ocorre dois dias depois, em 28 de outubro. A próxima superlua será em 24 de novembro.
Sem eclipse lunar
Quem espera um eclipse como o parcial visto no fim de agosto terá de aguardar. Outubro não terá eclipse lunar. O próximo será em fevereiro de 2027, mas penumbral e quase imperceptível a olho nu. Um eclipse parcial visível em todo o Brasil só volta em janeiro de 2028, e um total, em junho de 2029.
Chuva de meteoros Orionídeas
O mês também marca o pico das Orionídeas, chuva de meteoros formada por resíduos deixados pelo cometa Halley. O ápice ocorre na madrugada de 21 de outubro, mas a atividade vai do dia 2 de outubro ao dia 7 de novembro. Neste ano, a Lua em fase crescente avançada deve atrapalhar a visão dos meteoros mais fracos.
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