O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza, desde setembro de 2026, uma nova técnica cirúrgica capaz de tratar, em um único procedimento, catarata e glaucoma, conforme publicação do Ministério da Saúde.
Esse tratamento é direcionado principalmente para casos leves a moderados de glaucoma primário de ângulo aberto, utilizando abordagens menos invasivas. A decisão foi embasada por relatório público da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).
A modernização dos protocolos, liderada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE), inclui a cirurgia simultânea de remoção do cristalino e desobstrução do canal de drenagem ocular.
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RECEBER ALERTAS →Como funciona a nova cirurgia para catarata e glaucoma pelo SUS?
O novo procedimento combina duas possibilidades cirúrgicas reconhecidas: a goniotomia excisional, feita por pequena incisão na córnea, e a trabeculotomia transluminal, que utiliza microcateter ou fio cirúrgico no canal natural de drenagem ocular.
A intervenção, indicada principalmente para glaucoma primário de ângulo aberto leve a moderado, é menos invasiva que alternativas tradicionais e permite tratar as duas doenças em uma única sessão cirúrgica.
Quais as vantagens e benefícios do novo procedimento?
A principal vantagem está na recuperação mais rápida e eficiente em comparação às técnicas convencionais. O procedimento é menos invasivo, o que diminui o risco de complicações pós-operatórias e aumenta o bem-estar dos pacientes.
Outro benefício relevante é a melhor adesão ao tratamento, pois a intervenção reduz as interrupções nas atividades diárias, melhora o controle da pressão intraocular, fator indispensável para evitar a perda de visão, e minimiza o risco de progressão do glaucoma, que é a segunda maior causa de cegueira no mundo.
Redução de custos para o SUS e impactos econômicos
Segundo relatório da Conitec, a adoção da goniotomia excisional como alternativa ao implante de drenagem tipo iStent chega a representar economia anual de aproximadamente R$ 22,4 milhões no primeiro ano, alcançando R$ 93,2 milhões no quinto ano de implementação.
O acúmulo de redução de despesas na troca do procedimento tradicional pelo novo método pode totalizar R$ 276 milhões ao longo de cinco anos, aliviando as contas públicas e viabilizando o acesso de mais pacientes às intervenções cirúrgicas.
Quem pode fazer a cirurgia pelo SUS?
A nova técnica é destinada prioritariamente a pacientes diagnosticados com glaucoma primário de ângulo aberto leve ou moderado associado à catarata, quando há indicação para cirurgia em ambos os casos.
Pacientes geralmente são encaminhados após avaliação oftalmológica especializada e tentativas de controle da pressão intraocular com colírios.
O histórico de dificuldade em seguir o tratamento convencional ou a ineficácia do mesmo são fatores que podem levar à indicação do procedimento cirúrgico combinado.

Como era feito o tratamento até a mudança?
Até setembro de 2026, o tratamento do glaucoma na rede pública seguia protocolos inicializados com colírios para controle da pressão intraocular.
Casos sem resposta satisfatória avançavam para intervenções com laser ou cirurgia com implante de dispositivos de drenagem, como o iStent, procedimentos geralmente realizados de forma isolada e não conjunta com a cirurgia de catarata.
Detalhes técnicos: quais são os métodos cirúrgicos disponíveis?
A goniotomia excisional é realizada por meio de uma pequena incisão na córnea, proporcionando remoção do tecido obstruído no canal de drenagem ocular.
Já a trabeculotomia transluminal utiliza microcateteres ou fios cirúrgicos para restaurar o fluxo do humor aquoso, facilitando o controle da pressão intraocular e reduzindo sintomas do glaucoma.
Essas técnicas são consideradas minimamente invasivas e oferecem tempo de recuperação inferior aos métodos tradicionais, além de maior segurança no pós-operatório.
O que são glaucoma e catarata e como afetam a visão?
O glaucoma é uma doença crônica que prejudica o nervo óptico e, caso não seja tratado, leva à perda gradual da visão periférica e possível cegueira.
Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Glaucoma, submetido à consulta pública pela Conitec em 2022, o glaucoma é a segunda causa de cegueira, atrás apenas da catarata, e a principal causa de cegueira irreversível.
A catarata, por sua vez, leva à opacificação do cristalino, resultando em visão nublada principalmente na população idosa, mas pode ser reversível com intervenção cirúrgica apropriada.
Dúvidas ou como obter informações sobre o procedimento?
Pessoas com diagnóstico de catarata e glaucoma devem manter acompanhamento oftalmológico regular e podem consultar a unidade básica de saúde ou o serviço especializado do SUS para verificação da elegibilidade à cirurgia combinada, conforme critérios do PCDT atualizado em 2026.
Para conferir temas relacionados, acesse a página inicial do portal Alerta Gov.












