O RG tradicional está com os dias contados. A Carteira de Identidade Nacional (CIN) — o novo documento de identificação unificado — passa a ser exigida para a concessão e renovação de benefícios sociais, e o governo federal acaba de estabelecer um novo cronograma de transição.
A mudança foi oficializada pela Portaria SGD/MGI nº 2.907/2026, publicada no Diário Oficial da União em 6 de abril de 2026. O objetivo é unificar a identificação das pessoas e usar a biometria cadastrada na CIN para reduzir fraudes e pagamentos indevidos em programas como Bolsa Família, Benefício de Prestação Continuada e Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A boa notícia é que os prazos foram estendidos em relação ao cronograma anterior — que previa impactos já a partir de maio de 2025. Agora, ninguém será prejudicado antes de ter tempo suficiente para emitir o documento de forma gratuita.
Entenda as diferenças entre a CIN e o RG tradicional, o novo cronograma e o passo a passo para emitir o documento antes do prazo.
O que mudou do RG tradicional para a CIN
A Carteira de Identidade Nacional não é apenas uma versão atualizada do RG. É um documento estruturalmente diferente, com um único número de identificação válido em todo o território nacional — o CPF — eliminando a multiplicidade de registros gerada pelo antigo modelo, que permitia números diferentes em cada estado.
A principal diferença em relação ao beneficiário de programas sociais está na biometria. A CIN inclui impressões digitais e foto facial cadastradas em um sistema nacional integrado, o que permite ao governo verificar a identidade do beneficiário de forma digital, sem necessidade de presença física em agência.
O RG tradicional, por sua vez, não tem esse padrão biométrico integrado — o que o torna inadequado para o novo sistema de verificação que o governo está implantando para proteger os benefícios sociais contra fraudes.
Novo cronograma: quem precisa emitir a CIN e até quando
O prazo para exigência da CIN varia conforme a situação biométrica atual de cada beneficiário. O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos definiu as seguintes regras:
| Perfil do beneficiário | Prazo para exigência da CIN |
| Sem nenhum cadastro biométrico | A partir de janeiro de 2027 |
| Com biometria do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou passaporte | A partir de janeiro de 2028 |
Por que a CIN é essencial para quem recebe benefícios sociais
A exigência da CIN está diretamente ligada ao combate a fraudes nos programas sociais. O governo federal vai implementar o Serviço de Verificação Biométrica, que estará disponível aos órgãos gestores dos benefícios da seguridade social até 31 de dezembro de 2026.
Esse serviço vai usar duas bases: a da CIN, que já está nas mãos de 49,8 milhões de pessoas, e a identidade digital do Gov.br, com mais de 175 milhões de usuários. Com isso, o sistema conseguirá confirmar digitalmente se quem está recebendo o benefício é realmente o titular cadastrado.
Beneficiários que não tiverem biometria cadastrada dentro do prazo poderão ter dificuldades para receber novos benefícios ou renovar os existentes. Por isso, emitir a CIN antes do prazo é a forma mais segura de evitar qualquer interrupção no recebimento.

Passo a passo para emitir a CIN gratuitamente
A emissão é gratuita para todos os brasileiros e pode ser agendada sem sair de casa. O processo é simples e leva poucos minutos — veja como fazer:
- Acesse o portal oficial do governo federal e selecione seu estado para agendar o atendimento.
- Escolha o posto credenciado mais próximo da sua cidade e agende a data para a coleta biométrica.
- Separe os documentos necessários para o dia do atendimento: certidão de nascimento ou de casamento.
- Compareça ao posto na data agendada. Serão coletadas as impressões digitais e uma foto facial para o cadastro biométrico.
- Aguarde a emissão do documento físico. O prazo varia conforme o estado.
A versão digital da CIN fica disponível no aplicativo Gov.br após a emissão do documento físico e tem a mesma validade legal para fins de identificação e acesso a benefícios.
O que acontece com quem não emitir a CIN no prazo
O governo federal foi claro ao estabelecer o novo cronograma: nenhum cidadão será prejudicado antes de ter tido tempo suficiente para emitir o documento gratuitamente. A extensão dos prazos foi justamente para garantir isso.
No entanto, após os prazos estabelecidos, a exigência da biometria será aplicada na concessão e renovação de benefícios. Isso significa que quem ainda estiver usando apenas o RG tradicional pode enfrentar dificuldades para acessar programas sociais, especialmente em situações que exijam confirmação de identidade digital.
Os órgãos responsáveis pelos benefícios — como o INSS e o Ministério do Desenvolvimento Social — deverão divulgar procedimentos específicos para orientar os beneficiários sobre como incluir a biometria em seus cadastros dentro dos prazos estabelecidos.
Continue acessando o portal Alerta Gov para ficar por dentro de todas as atualizações sobre benefícios sociais e documentos obrigatórios. E para mais detalhes da CIN, assista ao vídeo completo abaixo:












