O voto no dia da eleição vale como Prova de Vida para aposentados, pensionistas e beneficiários da assistência social. O segurado não precisa fazer nada além de votar.
O registro de comparecimento chega ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e é computado automaticamente.
Confira, a seguir, por que o voto tem esse efeito, o que acontece com quem não comparece às urnas e o que os números de 2024 mostram.
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RECEBER ALERTAS →Por que o voto conta como Prova de Vida
Quando o eleitor vota, o comparecimento fica registrado na Justiça Eleitoral. Esse dado é repassado ao INSS, que o computa como Prova de Vida.
Com isso, o beneficiário que votou fica dispensado de realizar outras formas de comprovação.
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, resumiu o funcionamento: quem for votar no dia das eleições já terá a prova de vida realizada, porque o INSS recebe esses dados e já os computa.
O que é a Prova de Vida
É o procedimento de revisão anual que verifica se o titular do benefício continua vivo, condição para a manutenção dos pagamentos.
A verificação alcança atualmente cerca de 40 milhões de beneficiários ativos, entre aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais.
A regra que abriu espaço para o voto
O modelo antigo exigia comparecimento presencial e gerava filas, custos e transtornos, especialmente para idosos e pessoas com mobilidade reduzida.
A Lei nº 13.846/2019 e o Decreto nº 10.972/2022 mudaram essa lógica. O comparecimento presencial deixou de ser a regra, e o próprio Estado passou a ter o dever de buscar, de forma proativa, dados que confirmem a vivacidade do cidadão.
O registro do voto é um desses dados.
A avaliação do INSS
Para a presidente do INSS, Ana Cristina Silveira, a medida simplifica a Prova de Vida para milhões de segurados e também traz segurança ao pagamento dos benefícios.

O que acontece com quem não vota
Não votar não significa ficar sem Prova de Vida.
Nesses casos, o INSS recorre ao sistema SIRIS, que reúne diversas fontes de dados do governo em busca de outros eventos que comprovem a vivacidade, como emissão de documentos, movimentações registradas ou atendimentos realizados.
O segurado só é convocado a regularizar a situação quando nenhuma dessas fontes confirma que ele está vivo.
O público em que isso pesa mais
A Constituição torna o voto facultativo para os maiores de 70 anos. Para quem estiver nesse grupo e optar por não votar, a comprovação depende das outras fontes de dados consultadas pelo SIRIS.
O que os números de 2024 mostram
A base da Justiça Eleitoral foi usada no cruzamento de dados daquele ano.
| Indicador | Número |
|---|---|
| Beneficiários ativos sujeitos à Prova de Vida | Cerca de 40 milhões |
| Beneficiários com eventos eleitorais registrados | 20.957.288 |
| Provas de Vida atualizadas a partir desses dados | Cerca de 5 milhões |
A Previdência não detalhou por que os mais de 20,9 milhões de registros eleitorais resultaram em cerca de 5 milhões de provas atualizadas.
A próxima oportunidade de usar o voto
O primeiro turno das Eleições 2026 será em 4 de outubro, das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.
Beneficiários que comparecerem às urnas nessa data terão o registro repassado ao INSS pelo mesmo mecanismo.
Para mais informações sobre benefícios e direitos previdenciários, explore o portal Alerta Gov e assista ao vídeo abaixo para conferir mais direitos do trabalhador e benefícios sociais:











