A Receita Federal realiza nesta sexta-feira, 31 de julho de 2026, o pagamento do terceiro lote das restituições do Imposto de Renda, contemplando 2,74 milhões de contribuintes e liberando R$ 4,61 bilhões para crédito em conta bancária.
O órgão definiu que a liberação abrangerá tanto prioridades legais quanto contribuintes fora desse critério, com diferentes métodos de pagamento, sempre pela titularidade bancária do beneficiário. Aproximadamente 839 mil pessoas têm preferência devido ao uso da declaração pré-preenchida ou por optar pelo recebimento via PIX.
Confira a seguir detalhes sobre calendário, critérios para recebimento da restituição do IR em 2026, como fazer a consulta, procedimentos após pendências e regras de reagendamento.
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RECEBER ALERTAS →Como está estruturado o pagamento dos lotes em 2026
A Receita Federal programou o pagamento das restituições do IRPF 2026 em quatro lotes, sempre no último dia útil dos meses entre maio e agosto. O terceiro lote, que ocorre em 31 de julho, segue o cronograma divulgado oficialmente pelo órgão fiscal.
- 1º lote: 29 de maio
- 2º lote: 30 de junho
- 3º lote: 31 de julho
- 4º lote: 28 de agosto
Essas datas garantem previsibilidade aos contribuintes para organizar o recebimento, independente da condição de prioridade ou da modalidade de restituição informada.
Critérios e prioridades no pagamento da restituição
O terceiro lote reúne contribuintes prioritários e não prioritários, distribuídos em três grupos que, somados, chegam aos 2.743.200 contemplados.
O maior grupo prioritário é o de quem usou a declaração pré-preenchida e optou pelo recebimento via PIX, com 839.464 restituições.
Outras 507.262 restituições vão para contribuintes enquadrados nas demais prioridades legais, como idosos, pessoas com deficiência física ou mental, portadores de doença grave e professores.
Já 1.396.474 restituições, a maior fatia do lote, destinam-se a contribuintes sem enquadramento em nenhuma categoria prioritária, que também tiveram direito ao crédito após o processamento da declaração.
Como consultar a liberação da restituição do IR
É possível consultar se a restituição está disponível para crédito acessando o site da Receita Federal, na seção “Meu Imposto de Renda” e em seguida em “Consultar a Restituição”. O serviço também está disponível via aplicativo oficial para smartphones e tablets, proporcionando acesso rápido ao status do pagamento.
Pelo e-CAC, o extrato de processamento detalha informações sobre pendências ou liberações, permitindo retificação da declaração quando necessário, diretamente na plataforma digital do órgão.

O que fazer em caso de erro bancário ou pendência
O crédito da restituição só ocorre em conta bancária de titularidade do contribuinte. Caso haja erro nos dados bancários, o valor pode ser reagendado sem prejuízo ao contribuinte por meio do Portal BB ou pelos telefones do Banco do Brasil: 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais regiões) e 0800-729-0088 (exclusivo para deficientes auditivos).
Um problema específico já atinge parte dos contemplados. Atualmente, cerca de 165 mil restituições não foram creditadas porque o contribuinte informou o CPF como chave PIX para recebimento, mas não possui conta bancária vinculada a essa chave.
Para regularizar a situação, o contribuinte tem três alternativas:
- Cadastrar uma chave PIX no formato CPF junto a uma instituição financeira.
- Alterar a conta para crédito da restituição pelo serviço Meu Imposto de Renda.
- Retificar a declaração, informando uma conta bancária de sua própria titularidade.
O prazo para reagendamento é de até um ano a partir da primeira tentativa de crédito, bastando informar o valor e o número do recibo da declaração para solicitar uma nova tentativa de crédito. Caso o contribuinte não faça o resgate no período, será preciso requerer o valor pelo Portal e-CAC.
Pendências na declaração: como agir se cair na malha fina
O resultado da consulta pode indicar pendências, situação conhecida como “malha fina”. Nesse caso, o contribuinte deve acessar o e-CAC utilizando a conta gov.br de nível prata ou ouro para checar no serviço “Meu Imposto de Renda” onde está a divergência apontada pelo Fisco.
Se o erro for do próprio contribuinte, uma declaração retificadora deve ser enviada para corrigir os dados. Quando o erro vier da fonte pagadora ou terceiros (como prestador de serviço), é necessário esperar a correção por parte desses responsáveis, para posterior liberação da restituição.
A importância da titularidade e segurança no pagamento
O pagamento da restituição do IR só será efetuado em contas bancárias exclusivas do titular da declaração, evitando fraudes ou desvio de valores. A Receita Federal alerta que não realiza pagamentos em contas de terceiros e que bloqueia automaticamente operações com informações inconsistentes.
Isso garante proteção aos contribuintes e reforça a necessidade de manter o cadastro bancário atualizado e correto junto à Receita, além de confirmar o número do CPF vinculado à conta indicada.
Para conferir outros detalhes da restituição do Imposto de Renda 2026, acesse a página inicial do portal Alerta Gov e assista ao vídeo abaixo:












