Termina nesta sexta-feira (24) a espera de 2,7 milhões de contribuintes pela restituição do Imposto de Renda 2026.
São R$ 4,6 bilhões liberados de uma só vez no terceiro lote do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026, o último da fila regular de pagamentos do ano.
Quem não aparecer agora entra em um grupo bem menor, formado por declarações com algum tipo de pendência.
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RECEBER ALERTAS →A consulta mostra quem está na lista, mas não garante o depósito por si só. Confira, a seguir, o caminho para consultar, quem entra neste lote e o que fazer quando o valor não cai na conta.
Passo a passo para saber se o seu nome está na lista
A consulta fica liberada a partir das 9 horas desta sexta-feira, 24 de julho de 2026, conforme o comunicado divulgado pela Receita Federal. O serviço é gratuito, leva poucos minutos e não exige ida a uma unidade de atendimento.
Pelo computador, a consulta é feita em sete passos:
- Tenha o CPF em mãos e saiba qual declaração quer consultar, que neste caso é a do IRPF 2026;
- Abra a página da Receita Federal na internet e localize a área do Imposto de Renda;
- Entre no serviço Meu Imposto de Renda;
- Clique na opção Consultar a Restituição;
- Informe os dados solicitados na tela e confirme a consulta;
- Confira com calma a situação apresentada para a sua declaração antes de fechar a página;
- Repita a consulta em outro momento caso o seu nome ainda não apareça no lote.
Pelo celular, o caminho é ainda mais curto:
- Baixe o aplicativo da Receita Federal, disponível para tablets e smartphones;
- Abra o aplicativo e procure a área do Imposto de Renda;
- Escolha a opção de consulta à restituição e informe os dados pedidos;
- Veja o resultado na tela do próprio aparelho.
Quem não quiser instalar nada no celular pode usar a página Consulta restituição IRPF pelo navegador. O resultado é o mesmo, e a consulta continua gratuita em qualquer um dos caminhos.
Quem poderá receber a restituição neste lote
Entram no lote apenas as declarações já processadas e sem pendência. Entre elas, a ordem de quem recebe primeiro segue os grupos abaixo:
| GRUPO DE CONTRIBUINTES | RESTITUIÇÕES |
|---|---|
| Prioridade por declaração pré-preenchida e/ou recebimento via PIX | 839.464 |
| Outros critérios de prioridade | 309.441 |
| Prioridade legal | 197.821 |
| Sem enquadramento em categoria prioritária | 1.396.474 |
| TOTAL DO LOTE | 2.743.200 |
Prioridade legal: 197.821 restituições
É o grupo que a lei manda pagar primeiro. Estão nele os idosos a partir de 60 anos, garantidos pelo Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003), as pessoas com deficiência ou com moléstia grave e os professores, incluídos na fila pela Lei nº 13.498/2017.
Dentro desse grupo também existe uma ordem. Quem tem 80 anos ou mais recebe antes dos demais idosos.
Pré-preenchida e PIX: 839.464 restituições
Aqui está quem usou a declaração pré-preenchida, escolheu receber por PIX ou fez as duas coisas. Não é uma preferência prevista em lei, e sim um estímulo criado pela Receita Federal para quem usa esses recursos.
Na prática, funciona como um atalho. Esse contribuinte passa à frente de quem preencheu a declaração do modo tradicional e indicou conta comum para o crédito.
Outros critérios de prioridade: 309.441 restituições
A Receita Federal não detalhou no comunicado quais situações formam esse grupo. Pelo desenho do calendário, ele fica entre os prioritários por lei e o público geral, o que costuma reunir quem soma mais de um critério de preferência.
Sem prioridade: 1.396.474 restituições
É a maior parte do lote e reúne quem não se encaixa em nenhuma das situações anteriores. Esse contribuinte só é chamado depois que os grupos prioritários são atendidos, o que explica a espera até o terceiro lote.
Somando todos os grupos, o lote fecha em R$ 4.612.623.516,98, o que dá uma média aproximada de R$ 1.681 por pessoa. O valor serve apenas de referência, porque cada restituição depende dos dados informados na declaração.
O que fazer se o seu nome não aparecer na consulta

Este lote encerra a fila de restituições aptas ao pagamento do IRPF 2026. Ou seja, quem ficou de fora tem alguma pendência a resolver, e o primeiro passo é descobrir qual é.
O caminho é o seguinte:
- Acesse o serviço Meu Imposto de Renda e verifique a situação da sua declaração;
- Veja se ela aparece retida em malha fiscal, o que acontece quando a Receita Federal encontra uma informação que precisa ser esclarecida;
- Confira também os dados bancários informados para o crédito, já que erro nessa parte trava o depósito mesmo com a declaração liberada;
- Se houver informação errada ou faltando, envie uma declaração retificadora com os dados corretos;
- Repita a consulta depois de regularizar para acompanhar a nova situação.
Quem cai em uma dessas duas situações não perde o dinheiro: o valor segue registrado em nome do contribuinte e volta a ser liberado assim que a pendência for resolvida.
Por que a consulta e o pagamento acontecem em datas diferentes
As duas datas existem porque cumprem funções diferentes. Na consulta, a Receita Federal apenas informa o resultado do processamento da declaração, ou seja, se ela foi liberada e em qual lote entrou. No pagamento, o valor sai do órgão e segue para a conta bancária indicada pelo contribuinte.
Esse intervalo de sete dias funciona na prática como uma janela de correção. É nele que quem descobre alguma falha nos dados bancários ainda consegue corrigir a conta indicada para o crédito, antes que o depósito seja tentado e volte sem ser concluído.
O espaço entre uma data e outra também repete o padrão dos lotes anteriores. A Receita Federal primeiro divulga a lista de contemplados e, na semana seguinte, executa os pagamentos de todo o lote.
No dia 31, os créditos são feitos ao longo do dia, e não em um horário único. Por isso, quem olhar o extrato logo pela manhã e não encontrar nada deve conferir de novo à noite antes de achar que ficou de fora.
O detalhe da chave PIX que segura o depósito
Cerca de 165 mil restituições ainda não foram creditadas por um motivo que costuma passar despercebido. O contribuinte informou o CPF como chave PIX para receber, mas não tem nenhuma conta bancária vinculada a essa chave. Sem esse vínculo, o dinheiro não encontra destino e o depósito não se completa.
A situação tem conserto, e a Receita Federal aponta três alternativas:
- Cadastrar uma chave PIX do tipo CPF em uma instituição financeira;
- Alterar a conta para crédito da restituição pelo serviço Meu Imposto de Renda;
- Retificar a declaração e informar uma conta bancária de sua titularidade.
Em qualquer um dos três caminhos, a conta indicada precisa estar no nome do próprio contribuinte. Depois de acertar o cadastro, o ideal é repetir a consulta para acompanhar a nova situação do pagamento.
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