O Conselho Monetário Nacional (CMN) mudou a regra do Fies Empreendedor. Agora, os juros voltam a incidir durante a carência, o período inicial em que o tomador ainda não paga as parcelas.
Esses juros serão somados ao valor total da dívida, segundo a Agência Brasil.
Confira, a seguir, o que é a carência, por que a regra mudou em apenas uma semana e como ficam os prazos e a taxa de juros do programa.
🔔 Fique por dentro dos seus direitos — grupos gratuitos no WhatsApp
Benefícios, INSS, concursos e alertas do governo avisados na hora, sem pagar nada.
RECEBER ALERTAS →O que é a carência e o que muda na prática
Carência é o tempo de folga no começo do financiamento. Nesse período, o tomador ainda não paga as parcelas e só começa a pagar quando a folga termina.
O que mudou foi o tratamento dos juros nesse tempo. Antes, a carência era livre de juros. Agora, a folga vale apenas para o valor emprestado, chamado de principal, enquanto os juros já começam a contar desde o primeiro dia do contrato.
Na prática, esses juros não somem. Eles se acumulam e entram no valor total da dívida, o que se chama capitalização. Quando as parcelas começam, o tomador paga o empréstimo mais os juros que correram durante a folga. Adiar o início do pagamento, portanto, deixa a dívida um pouco maior no fim.
A regra durou uma semana
Essa cobrança tinha sido cancelada poucos dias antes. A regulamentação anterior, aprovada em 3 de julho, deixava a carência sem juros. Em reunião extraordinária no dia 10 de julho, o CMN voltou atrás e retomou a cobrança.
O tempo de folga e o prazo de pagamento mudam conforme o tipo de tomador. Para pessoas físicas, a carência é de até seis meses, e o financiamento pode ser pago em até sessenta meses.
Para pessoas jurídicas, a carência sobe para até doze meses, e o prazo de pagamento chega a noventa e seis meses.
Taxa de juros e quem opera o crédito

A taxa de juros poderá chegar a 11,19 por cento ao ano, segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento. Esse total é formado por duas partes.
Até 8,94 por cento ao ano ficam com as instituições financeiras, e 2,06 por cento ao ano correspondem à remuneração dos recursos da União.
Os financiamentos serão operados pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal, responsáveis por conceder o crédito da linha.
Quem pode acessar o Fies Empreendedor
O Fies Empreendedor é uma linha de crédito com condições diferenciadas, voltada a quem está em dia com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
É diferente do Fies tradicional, que financia o estudo. O programa foi criado pela Medida Provisória nº 1.373, de 2026, para apoiar quem paga o financiamento estudantil em dia e quer empreender.
Podem acessar a linha:
- pessoas físicas beneficiárias do Fies que estejam adimplentes, para financiar atividades empreendedoras;
- pessoas jurídicas com pelo menos um sócio nessa mesma situação, para usar como capital de giro.
Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, a adimplência exigida é rígida: o beneficiário precisa ter pago as últimas trinta e seis parcelas do Fies em dia, sem renegociação nesse período.
O passo a passo para chegar ao crédito
O caminho até a contratação segue uma ordem simples:
- Confira a adimplência. Verifique se cumpre a regra das trinta e seis parcelas pagas em dia.
- Procure o banco. A linha é operada pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal.
- Passe pela análise. Cada banco avalia as próprias regras de crédito antes de liberar o valor.
Os critérios detalhados de elegibilidade ainda serão definidos em portaria do Ministério da Fazenda. Enquanto essa portaria e a data de contratação não são publicadas, vale acompanhar os canais oficiais para não perder o início das operações.
O Fies Empreendedor segue como opção de crédito para quem é adimplente no Fies e quer investir no próprio negócio.
Acompanhe o Alerta Gov para saber as novas condições e os detalhes da contratação assim que forem divulgados.
Veja também:












