A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou cinco novas canetas de semaglutida para diabetes tipo 2. Os produtos foram registrados por comparação com o Ozempic, referência da categoria, e usam versão sintética do princípio ativo, sempre sob prescrição médica.
A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e ocorre em meio à forte procura por medicamentos da classe dos agonistas do receptor de GLP-1, depois do fim da patente que restringia a oferta.
Confira, a seguir, quais são os cinco medicamentos, quais empresas assinam os registros e o que muda para médicos e pacientes.
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As cinco novas canetas emagrecedoras com semaglutida aprovadas pela Anvisa em julho de 2026 são Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema, todas indicadas para adultos com diabetes tipo 2 que não alcançaram controle glicêmico adequado com outros tratamentos.
Cada registro foi concedido para uma empresa farmacêutica diferente, elevando ainda mais a concorrência e o acesso ao tratamento no país.
- Owozy – Ávita Care Importação e Distribuição de Produtos Ltda.
- Seemasun – Sun Farmacêutica do Brasil Ltda.
- Zempneo – Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A.
- Semavy – Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A.
- Orsema – Ranbaxy Farmacêutica Ltda.
Essas opções se somam ao Ozempic, dando mais alternativas para médicos e pacientes na busca do controle glicêmico efetivo.
Como funcionam os agonistas do receptor de GLP-1?
Os novos medicamentos atuam como agonistas do receptor de GLP-1, estimulando a produção de insulina, reduzindo a produção de glucagon e promovendo maior sensação de saciedade.
Essas ações contribuem para o controle glicêmico, a perda de peso e a redução do risco cardiovascular em adultos com diabetes tipo 2, especialmente em quem não tolera ou não obtém resposta suficiente da metformina.
A tecnologia dessas canetas aproveita versões sintéticas do GLP-1, desenvolvidas a partir de 2022, o que expandiu o leque de tratamentos e permitiu maior inovação nas formulações, agora disponíveis em larga escala no Brasil.

Qual o impacto das aprovações de novas canetas para o SUS e pacientes?
A aprovação dessas cinco novas canetas emagrecedoras fortalece o abastecimento do SUS e amplia a oferta terapêutica, já que o processo foi acelerado por um plano de ação específico da Anvisa, com 125 iniciativas para reduzir prazos e filas no registro de medicamentos.
O movimento visa suprir a crescente demanda tanto em redes públicas quanto privadas, atendendo solicitações motivadas pela expiração de patentes e pelo desenvolvimento de medicamentos sintéticos eficientes e inovadores.
Hoje, 68% dos pedidos de registro para tratamentos injetáveis de obesidade e diabetes protocolados na Anvisa correspondem a medicamentos sintéticos.
Critérios para indicação e uso das novas canetas de semaglutida
As novas canetas são indicadas para adultos com diabetes tipo 2 que não alcançam o controle glicêmico desejado apenas com dieta, exercício e/ou metformina (em casos de intolerância ou contraindicação ao uso desse último). A administração dos medicamentos é sempre injetável, sob prescrição médica e acompanhamento regular.
O processo de avaliação dos registros envolveu análise de estudos clínicos, documentação técnica e inspeção rigorosa das fábricas do produto, como forma de garantir segurança, eficácia e qualidade para o consumidor final.
Comparativo entre as novas canetas e o Ozempic
Os cinco medicamentos aprovados foram analisados por equiparação terapêutica ao Ozempic, referência na categoria de agonistas do receptor de GLP-1.
Assim, os resultados clínicos, perfil de segurança e eficácia são equivalentes, oferecendo alternativas confiáveis em relação à opção consagrada no mercado internacional.
Além de aumentarem a competição, esses registros devem resultar em maior oferta, possíveis reduções de preço e melhor acesso, beneficiando diretamente pacientes do SUS e usuários de planos privados.
Panorama regulatório e perspectivas para o mercado de emagrecedores injetáveis
Desde agosto de 2025, a Anvisa acelerou a análise de agonistas GLP-1 devido à necessidade do SUS e à falta de oferta causada pela demanda crescente por semaglutida e liraglutida.
O edital de chamamento público e o plano de ação da Anvisa permitiram liberar 11 dos 24 medicamentos previstos. Esse processo eleva o patamar brasileiro em opções de tratamento e favorece estratégias de saúde pública e privada no combate ao diabetes tipo 2 e à obesidade.
A expectativa é de que o mercado conte com ainda mais alternativas em breve, à medida que novas solicitações de registro sejam aprovadas e outras empresas concluam os processos regulatórios.
O que muda para médicos e pacientes após a liberação das novas canetas?
Com cinco novas canetas emagrecedoras disponíveis, médicos podem personalizar ainda mais o tratamento do diabetes tipo 2 conforme perfil e necessidades de cada paciente, utilizando opções de semaglutida que atendam à resposta clínica e à tolerância individual.
O acesso ampliado é estratégico para melhorar os resultados em saúde, reduzindo complicações do diabetes e promovendo mais qualidade de vida ao público-alvo.
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